junho 30, 2002
BRASIL!!! Futebol CINCO ESTRELAS:

Futebol CINCO ESTRELAS:
58 - Världsmästare
62 - Campeón
70 - Campeón
94 - Champion
02 - Champion
junho 29, 2002
Minhas aventuras em Estocolmo: Skansen
O Skansen é uma espécie de museu a céu aberto, onde pode-se ver como a sociedade sueca viveu séculos atrás. Há casas toscas, estábulos, lareiras e fogões a lenha, jardins lindos, roseiras e gramados. É o típico local familiar, onde é normal se fazer piqueniques com muitas criancas correndo ao redor. É lindo e, o melhor, não é gigantesco, ou seja, pode-se passar uma tarde lá, conhecer boa parte do parque e ainda voltar pra casa animado. No Skansen tem várias atracões interessantíssimas, como a feitura de vidro (amei!) e diversos cafés, restaurantes e lojinhas que imitam os tempos antigos. Por exemplo, lá podemos comprar um pão feito na hora e com a receita das camponesas suecas de mil setecentos e lá vai pedrada. Um delícia!
Amanhã tem mais Skansen. Avisem se as fotos estiverem pesadas, ok? Só não coloco o resto porque sei que pode dar bode carregar demais o blog.
junho 28, 2002
Minhas aventuras em Estocolmo: o acidente
Stefan e eu estávamos procurando uma vaga no centro da cidade. Pra quem me lê do Rio ou de São Paulo sabe que essa não é uma tarefa fácil. Bom, conseguimos encontrar um edifício-garagem, entramos e, quando estávamos saindo (não havia vagas), ficamos parados em uma curva. O carro de servico do exército, um Volvo maravilhoso, era também enoooorme. Pra sair dali comecamos a dar ré quando escutamos o característico "plóc" e uma buzina.
Claro, haviamos dado ré no carro de trás, que estava simplesmente colado na nossa traseira, um horror. Mas o pior foi que o fulano saiu enlouquecido do carro, xingou até a quinta geracão de todos os militares da Suécia e ainda chutou o Volvo. Stefan, perfeito, impassível, controladíssimo, como poucos suecos - e poucos seres humanos em geral, for that matter - ouviu todos os xingamentos, diretos e indiretos, em silêncio.
Eu, em pânico, só sentia as pernas tremendo de adrenalina e minha cabeca só pensava que se o cara tivesse uma arma ele teria atirado na gente ali, na hora. Fiquei tão nervosa que chorei todo o caminho de volta pro hotel. O acontecimento foi a história preferida da viagem e Stefan já fez milhões de piadas a respeito. Não precisamos pagar nada porque o seguro do exército cobre, mas mesmo assim foi um susto.
Ah, sim: o carro do fulaninho era um Jaguar. :cO
Amanhã tem Skansen e Vasamuseet.
junho 27, 2002
Minhas aventuras em Estocolmo: Gamla Stan
A parte de Estocolmo da qual mais gostei é a chamada Gamla Stan, ou cidade antiga. O bairro foi criado há exatos 750 anos, ao redor do castelo, que nasceu no século XIII como uma casa de comércio. Estocolmo cresceu e se expandiu a partir desse pedaco de solo sueco. Cheio de laguinhos e ruas estreitas pavimentadas com pedras, o bairro é um dos mais glamurosos (e caros) para se morar. Hoje é também uma grande atracão turística, com seus pequenos cafés e restaurantes, mesinhas na calcada e lojinhas de souvenirs. Tem também a Catedral de Estocolmo, onde o Carlos Gustavo se casou com a Silvia, e onde tem uma estátua linda de St. Göran [ióran] - o nosso São Jorge - em seu cavalo sendo desafiado pelo dragão. Recomendo demais a visita. Tudo, absolutamente tudo é lindo.
Avisem se as fotos estiverem pesadas demais, ok? Bredband é ótimo, mas a gente perde a nocão.
junho 26, 2002
Minhas aventuras em Estocolmo: Ikea
Depois de passar 13 horas em um trem, meu humor já tinha ido pro espaco. Stefan, sentindo o perigo de morte, resolveu me levar à Ikea. Salvou o dia, né? Depois ainda perguntam porque eu amo tanto ele :c)
Chegando lá, tentei fotografar o nome da loja, que ocupa um prédio inteiro em um subúrbio de Estocolmo. Estava no carro (adoro fotos de dentro do automóvel em movimento) e mirei no nome. Saiu isso aqui. Gostei mesmo assim. Adoro essas surpresas.
Bom, a Ikea per se não é nada demais. Quem já foi à Tok & Stok já foi à Ikea. Eu, que sempre amei praticidade, design bonito e bons precos, adorei mesmo assim. Claro que não pude comprar nenhum móvel - como é que eu ia carregar o treco de volta, no trem? Nem pensar. Mas fiz compritas sim: levei pra casa um bowl de madeira para saladas (lindo!) e uma luminária de teto no feitio japonês, redondo, feito com papel de arroz, e que eu já tinha tido no meu apartamento no Rio.
PS.: A placa, Vägarbetsområde [végarbetsomrôde], quer dizer "área com obras na pista".
Amanhã tem mais sobre Gamla Stan e um acidente que hoje, quase uma semana depois, já está até parecendo engracado.
Ganhamos!!!
Gente, que maravilha! Claro que não vencemos bonito, como contra a Inglaterra, mas tudo bem. O importante é que ganhamos. Agora, vou contar uma coisa a vocês: é difícil assistir aos jogos fora do Brasil, viu? Não vou dizer que eles estivessem torcendo em peso para os turcos, mas, antes da partida, a maioria dos suecos estava, digamos assim, bastante consciente das falhas da selecão e, ao mesmo tempo, destacavam sem parar o bom time da Turquia. Ai, tava com vontade de gritar! (E gritei). Por outro lado, como é bom não precisar ouvir as sandices que o Galvão Bueno diz! U-hu! Estamos nas finais!!!
Historinha: aqui na Suécia há um costume meio esquisito: quando algum dos times daqui vencem - seja no campeonato de hóquei no gelo, seja no de futebol - as pessoas vão festejar em carreata até um monumento em forma de obelisco, bem no centro de Estocolmo. Lá, se jogam na água do lago faca frio ou calor. É um daqueles lugares centralíssimos, vitais pra quem quer cruzar a cidade. Pois bem, quando a Turquia venceu o Senegal, os turcos invadiram o tal do chafariz e, claro, eu jazia no carro, ao lado de Stefan e de um companheiro de trabalho dele, ambos perplexos com a festanca turca. Stefan, apesar de calmo, estava ao volante e não conseguia acreditar que os caras simplesmente deixaram os carros no meio da rua e foram festejar dentro d'água. "Será que eles não sabem que isso é proibido?", perguntou ele. "Eles sabem sim", respondi eu. "Mas eles não são suecos e exatamente agora não têm esse apego todo especial às regras daqui".
junho 25, 2002
De volta
Em casa. Compras. Pão, leite, iogurte, carnes, coca light, pepino, tomate, alface, cebola, macarrão, champignons, creme de leite, suco de laranja, sorvete de manga, bolo de cenoura. Café da manhã. Baguete, café com leite e Dietil (minha mãe mandou pelo correio). Banho quente. Massagem com luva de banho da Body Shop, creme e cama. Meus travesseiros, meu cheiro, um livro. Está dez graus lá fora e chove. Mil fotos pra mostrar, histórias pra contar etc. Me dá só um momentinho....zzzzzzzzzzzzzzzzz.
junho 23, 2002
Feliz Aniversário, Meg!!! Meditative

Meditative Rose, 1958 -- Salvador Dali
Folkdräkt fast food
As roupas típicas de cada região sueca, os chamados folkdräkt, são muito bonitos e coloridos. Os trajes foram criados pelos camponeses séculos atrás e são utilizados em todas as festas nacionais, como dia da bandeira (6 de junho) e, claro, durante o Midsommar. Leia mais aqui sobre isso (site em inglês).
Mas estou falando disso porque ouvi uma historinha interessante aqui. Depois de descobrir que eu não era sueca e, mais impressionante, era brasileira, um amigo do Stefan contou que visitou o Brasil quando ele tinha uns dez anos. Ele participava de um programa da ONU que levava criancas para conhecer diferentes realidades em diferentes países. No final das duas semanas do evento houve uma festa. Cada crianca deveria vestir um traje típico, para mostrar tracos de sua cultura.
O suequinho, muito a contra gosto, foi vestido com o seu folkdräkt, mas foram os africanos, segundo ele, os mais bonitos: cheios de cores e tecidos incríveis. Mas um país em especial chamou a atencão de todo mundo. As criancas americanas, na falta de qualquer tipo de história - a não ser os clichês hollywoodianos de cowboys e que tais - foram vestidos (pasmem!!!) com uniformes de empregados do McDonald's. Será que é verdade mesmo?
junho 21, 2002
Verão, elfos e morangos
Esqueci de contar que estaríamos passando o feriado de meio do verão, Midsommar aqui em Estocolmo. O Midsommar é uma das maiores festas da Suécia. O feriado cai sempre em uma sexta-feira, no final de junho. Para quem gosta da tradicão religiosa, o Midsommar comemora o nascimento de João Batista. A festa é mais velha do que o cristianismo, acontece há mais de mil anos aqui na Suécia e comemora também o dia mais longo e a noite mais curta do ano. É normal se vestir bem para comemorar o Midsommar. Há até quem festeje vestido com as roupas típicas de cada região da Suécia, os chamados folkdräkt [folkdrékt].
Os suecos comemoram o Midsommar com muitas flores e folhas, que são trançadas na forma de coroas vivas e colocadas na cabeça de crianças e adultos. Muito bonitas. Há também a tradição de se dançar em torno do midsommarstång, um poste que se cobre com folhagem. Os suecos cantam músicas antigas, acompanhados por músicos e exaltam uma coisa que acho engraçada: os sapos. Pois é, ainda preciso investigar um pouco mais isso, mas há uma paixão nacional por sapos, que estão presentes em canções e na forma de decorações variadas. Prometo me informar mais a respeito e contar aqui.
Diz-se que a natureza ganha poder extra durante o Midsommar. Antigamente as pessoas costumavam visitar fontes de água límpida e beber para se sentir mais saudável. Além disso, acreditava-se que a noite de sexta para sábado, a chamada Midsommarnatten seria mágica: os elfos dançariam e os trolls se esconderiam atrás das árvores. Há tradições que ainda permanecem, claro. Uma delas é a coleta de nove tipos de flores selvagens para que sejam colocadas debaixo do travesseiro na noite de sexta para sábado. Apenas as meninas cumpriam essa tradição. O motivo? Com as flores debaixo do travesseiro elas poderiam sonhar com seus futuros maridos. :c)
Outra parte importante da comemoração do Midsommar é a comida. A tradição manda que haja batatas frescas, um peixe delicioso chamado "Sill", gräddfil, que é uma espécie de creme de leite, cebolinha e queijo, entre outros ingredientes. Depois disso vêm os morangos. Sim porque no Brasil morango só no inverno, né? Aqui, morango é fruta de verão.
junho 20, 2002
News Flash
No caminho para Estocolmo, de carro, ouvimos a seguinte informacão no rádio: "A temperatura média hoje chegou a 28.4 graus. Calor recorde em Estocolmo desde 1968".
:c)
junho 17, 2002
Time out em Estocolmo
Estou indo hoje para Estocolmo passar uma semana. Stefan vai trabalhar lá, como chefe da guarda que vai proteger o castelo da família real - posto de honra mais do que de necessidade, uma vez que ninguém, a não ser os paparazzi, tem interesse em atacar Carlos Gustavo, Silvia e seus três filhos. A guarda trabalhará por dois dias, sábado e domingo, enquanto Stefan e eu teremos uma semana inteira pra nos esbaldar na capital.
Nossos planos ainda estão em aberto, mas nos prometemos considerar uma série de alternativas. Stefan estudou e morou em Estocolmo por anos, já está cansado de saber de tudo lá, mas eu não. Então quero andar pela cidade, entrar num café e planejar visitas com calma. Ver as pessoas nas ruas, sentir o ritmo da cidade. Quero ir até Gamla Stan (foto acima, mais fotos aqui), a parte antiga da cidade, que é como em outras grandes metrópoles européias: ruas apertadinhas, casas antigas, lindas, lindas, lindas (nunca mais me esqueci dos jardins internos madrileños da parte antiga da cidade). Quero matar as saudades de grandes livrarias e, por que não, visitar a Ikea :c).
Além disso, estamos planejando visitar uma série de museus interessantíssimos. A saber: vamos ao Vasamuseet ver a nau Vasa, que afundou em 1628 e que 333 anos depois foi retirada do mar, reconstruída nos mínimos detalhes e posta em exibicão. Leia todos os detalhes sobre a nau aqui (em inglês).
Ainda está nos nossos planos conhecer o Skansen, um museu ao ar livre e um zoológico especializado na fauna nórdica. Vamos ver lá o urso marrom, focas, renas e todos os animais que só existem nas regiões mais frias do mundo. No Skansen tem um aquário também, que eu faco questão de ir visitar. O que é engracado é que eles colocaram uma exposicão de macacos lá no aquário. Acho que os bichinhos não ficam dentro d'água não, mas que é esquisito, isso é.
No aquário há cerca de 200 espécies exóticas de animais: peixes, corais, crocodilos, tartarugas, cobras (urrghhttt!!!), lagartos, o nosso mico-leão dourado, babuínos, lêmures, aranhas, insetos, morcegos e papagaios. A-D-O-R-O zoológicos, então acho que esse vai ser um programão! Queremos ir também ao Gröna Lund, um parque de diversões com várias atracões, entre elas uma montanha-russa radical!!! U-A-U!!!
E vamos ainda fazer um passeio de barco pelo skärgård [shérgôrd - arquipélago] de Estocolmo, que é formado por cerca de 26 mil pequenas ilhas. Não sei se vamos dar conta de tudo isso, afinal ainda precisamos dormir, respirar, ir ao banheiro e comer, mas acho que podemos tentar. Ah, sim. Vamos levar o laptop do Stefan, que é mais rápido do que o meu, além da Mavica do trabalho dele. Vamos tirar um montão de fotos e espero poder atualizar o Montanha-Russa lá da capital, ok? Até a volta!
Passei de ano
Meninos, o Montanha-Russa é Nota 10! Obrigada Gravatá!
E, o que me deixa mais feliz é que estou muitíssimo bem acompanhada. Aparecem lá também os meus amigos Sérgio Maggi, André Machado e Edney.
junho 16, 2002
Visão
Historinha engracadinha: um casal britânico batizou sua filha como Ikea, nome da empresa sueca de móveis conhecida mundialmente. A companhia, honrada com o gesto e de olho na jogada de marketing, claro, mandou um presente para o bebê.
Comentário do Stefan: "Se algum dia tivermos um filho, vamos batizá-lo de Volvo".
Hohoho.
Vad synd, Sverige!!!
Mas eu achei que o Senegal jogou melhor mesmo. Depois do gol os meus loirinhos parecem que pararam de jogar. Uma pena!
junho 15, 2002
junho 14, 2002
Gente nova
Hoje uma visitante nova veio aqui no blog e deixou comentário. Gostei e fui ver o blog dela, que se chama Canterbury Tales. Ela é Letícia, brasileira, carioca, e mora atualmente na Inglaterra. Estou rindo até agora de algumas das maluquices que li lá no Canterbury Tales. Uma dos posts mais engracados é esse aqui:
"Quando cheguei incauta a Inglaterra achei q a melhor coisa a se fazer era arranjar um emprego pra fazer algum dinheiro e acostumar com sotaque local. Vim morar em Gravesend, uma cidade que tem orgulho de ser I) O lugar aonde a India Pocahontas depois de ser sequestrada pelo ingles Jonh Smith, uns 20 anos mais velho que ela, veio a morrer de banzo e doencas de homem branco com 21 anos e II) O nome da cidade. Gravesend fica numa parte aonde o Tamisa se contorse como um intestino grosso e aonde invariavelmete corpos podres da Peste vinham encalhar depois de jogados no Rio bem acima, em londres (Bom, reza a lenda).Charming place!!!
:: Bom, pelo menos Gravesend tem uma história. Boden nem isso!
Alem do tudo ,Gravesend eh um lugar aonde tensao racial se sente no ar: a maioria da populacao e de origem indiana, ou pakistaneses e bangladeshis e a minoria eh branca, pobre e meio burra .Fui arrumar um emprego no 'The Windmil Tavern' , um Pub que se orgulha de ser o ultimo reduto de White males da regiao.Eu me sentia como atracao principal de um Freakshow: Venham, Venham ver a incrivel mulher Brasileira!!!!Ela eh..........well.........brasileira!!!!!Os imbecis oops, sorry customers tambem nao conseguiam falar meu nome ( Porra , leticia eh igual Patricia, Morticia, sei la , mas nao!) e entao eu era carinhosamente chamada de Rio. Ah, que saudades........
:: Aha! Aqui é a mesma coisa, quer dizer, quase. "Maria" é o nome mais comum daqui também, assim como no Brasil, e as pessoas incrivelmente não têm nenhuma dificuldade de falar ou escrever o meu sobrenome, ao contrário do Brasil, onde já fui chamada de Falsiani, Fabiani, Fabriana, Fabiano e todas as variantes possíveis. Mas o fato de ser brasileira é mesmo um fator de maravilhamento local. É claro que as pessoas viajam e tal mas elas ainda acham que o Brasil é essa coisa exótica, linda, quente. Todos, sem excecão, me dizem que querem um dia conhecer o Brasil.
No primeiro dia esse cara enorme vira pra mim e diz: - Alrig' luv?Can I 'ave a pint of uo'a? (alguma coisa tipo - oi gracinha, me da um copo de agua).Foi quando eu percebi que ia ter problemas serios de comunicacao com os locais.Mas so me toquei que a coisa ia ser dificil quando uma senhora me perguntou se Copacabana existia mesmo ou se era um lugar ficticio ( tipo Xangri-la, Xanadu ou Inferno). Foram quase um ano de noites infindaveis dentro do Windmill Tavern.Tinhas uns velhos......digo, senhores respeitosos que sentavam no mesmo lugar, bebiam da mesma cerveja da mesma caneca a mais de 30 anos. E ainda ficavam putos porque eu deveria saber qual caneca eram de cada um.Quase fui despedida quando comecei a colocar esparadrapo com os nominhos dos velhos filh.........., I mean customers no fundo das canequinhas.
:: Ahahahaha. Adoro esses sotaques. Aqui também tem sotaque e eu tô quase falando como eles. Volta e meia falo como as pessoas de Estocolmo, segundo o Stefan, e ele fica danado da vida. As pessoas aqui do norte têm um certo orgulho de ser daqui e acham que o pessoal de Estocolmo é tudo gente estranha e burra - que não sabe usar uma faca, pescar, cacar, dormir em barraca, acampar quando está 30 graus negativos... Já disse ao Stefan que me sinto mais "Stockholmare"...
Mas no fim, a males que vem pra bem..Hoje em dia entendo qualquer sotaque britanico casca grossa e sei de cor todas as Ales, Bitters, Lagers e spirits que existem num Pub. Sinto ate saudades de certos esclerosad....desculpe, customers . Cheers !!!!!"
Aliás, tenho que incluir uma série de novos blogs que me têm chamado atencão ultimamente. O Bocozices, da Angélica; o link sobre Mal de Alzheimer, criado pelo Pedro; o Gata das Pantufas, da Elo; e esse Canterbury Tales.
Aniversário
Fazem anos no mesmo dia que eu, 15 de julho:
1606 - Rembrandt (pintor)
1837 - D. Estefânia (rainha)
1919 - Iris Murdoch (escritora)
1939 - Aníbal Cavaco Silva (professor universitário, economista e político)
1946 - Linda Ronstadt (cantora)
Dica da Marina.
junho 13, 2002
Pegada
Estava meio orolig, procurando alguma coisa pra ver na TV, quando sintonizei num programa de um canal norueguês e dei de cara com a leitura de um livro sendo feita em inglês por uma moca inglesa. Parei. Comecei a prestar atencão. Intenso e engracado. Ela explicou uma série de coisas sobre o livro, sobre personagens e, somente depois de uns dez minutos, fiquei sabendo o nome da obra e da moca. Ela é Zadie Smith, e o livro, que ela escreveu aos 21 anos, é "White Teeth". Vou comprar imediatamente (assim que achá-lo por aqui).
Achei essas informacões sobre o livro:
"First novelist Zadie Smith takes on race, sex, class, history, and the minefield of gender politics, and such is her wit and inventiveness that these weighty subjects seem effortlessly light. She also has an impressive geographical range, guiding the reader from Jamaica to Turkey to Bangladesh and back again.
Still, the book's home base is a scrubby North London borough, where we encounter Smith's unlikely heroes: prevaricating Archie Jones and intemperate Samad Iqbal, who served together in the so-called Buggered Battalion during World War II. In the ensuing decades, both have gone forth and multiplied: Archie marries beautiful, bucktoothed Clara--who's on the run from her Jehovah's Witness mother--and fathers a daughter.
Samad marries stroppy Alsana, who gives birth to twin sons. Here is multiculturalism in its most elemental form: "Children with first and last names on a direct collision course. Names that secrete within them mass exodus, cramped boats and planes, cold arrivals, medical checks."
Big questions demand boldly drawn characters. Zadie Smith's aren't heroic, just real: warm, funny, misguided, and entirely familiar. Reading their conversations is like eavesdropping. The deal was this: on January 1, 1980, like a New Year dieter who gives up cheese on the condition that he can have chocolate, Samad gave up masturbation so that he might drink. It was a deal, a business proposition, that he had made with God: Samad being the party of the first part, God being the sleeping partner."
Veja também outras matérias aqui em baixo. Recomendo a da Salon.
:: Matéria da Salon, aqui.
:: Info da editora Random House, aqui.
:: Pedacinho do texto, aqui.
:: Entrevista com a autora, aqui.
:: Matéria do Guardian sobre o livro, aqui.
Eu não quero ter medo
Como diz a Roberta, que é uma mulherzinha rascante, o mundo é muito estranho. Mas mais estranha mesmo sou eu. Às vezes acho que sou uma criatura normal, mas volta e meia umas maluquices que faco ou que penso me fazem ver como sou doida mesmo. Por exemplo, acho que sofro de um delírio de auto-referência que é muito desagradável. De vez em quando parece que tudo e todos estão contra mim e, em vez de chorar, como boa canceriana, fico revoltada e saio batendo porta, rasganto papéis e praguejando. Claro que ninguém me persegue - sou eu que não consigo descolar do meu umbigo. Sabe o que eu queria? Ser livre de verdade e não me importar com o que as outras pessoas pensam ou como elas julgam que eu deveria viver a minha vida. Sei que sou 70% assim, independente, satisfeita, feliz. Mas ainda sofro com a expectativa da opinião de certas pessoas que, por uma razão ou outra, ainda podem me fazer sofrer muito. E eu odeio esse sofrimento. O martírio em si e também a minha fraqueza em permitir que coisas assim ainda me perturbem a existência. Por que será que a gente nunca está totalmente livre? Por que não somos nunca suficientes para nós mesmos? Por que a gente cria tantos problemas para si próprio? Por que mesmo sabendo a raiz do problema e como curá-lo não fazemos nada a respeito? A resposta pra essa última é simples: porque essas encrencas nos fazem companhia. São terreno conhecido, atitudes antigas, hábitos. E como é difícil quebrar com esses círculos viciosos! A gente sabe que mudanca é coisa boa mas tem medo.
junho 12, 2002
junho 11, 2002
Fã
Sou fã de carteirinha da Ana Cristina Reis, colunista do caderno ELA, do Globo, e que está escrevendo sobre a Copa também. Já até escrevi um e-mail pra ela dizendo que sou leitora assídua e que é um prazer lê-la. Ela me respondeu super-simpática! E olhem o que ela escreveu na sua última coluna:
Maridão sueco
Ana Cristina Reis
Esta Copa está me engordando e empobrecendo. Se o jogo está mais ou menos, fazer o quê? Não dá para telefonar para a irmã e acordar o cunhado boa-praça. Aproveitar para ler não resolve - se o livro for bom vou me envolver e corro o risco de perder um gol. Então, fazer o quê? Comer. E não é qualquer coisa, não. É salmão dinamarquês, queijinho francês, presunto espanhol.
:: Ai, eu também Ana, eu também! E não é qualquer coisa não: queijinho sueco, leitinho sueco, pãozinho sueco... :c)
Esta Copa também está me enlouquecendo. Descobri que dormir picadinho tem para mim efeito devastador. Só a esquizofrenia, que é a assintonia das funções psíquicas, disto decorrendo fragmentação da personalidade e perda de contato com a realidade, pode explicar meus sonhos ultimamente. Um deles, em particular, foi cheio de detalhes - o do maridão sueco.
A Suécia do meu sonho não é high tech, campeã de uso de celulares, de produção de energia nuclear, de gente conectada à internet, a nação que é 85% urbana. Nem é a da monarquia prafrentex de Carlos Gustavo e Sílvia, que adoram pescar na Amazônia e enfrentam, com garbo, cavalgadas, feijoada ao ar livre e caipirinhas. Minha Suécia é a do campo e das cabanas de troncos.
:: Tem de tudo aqui. Do mais high tech ao mais rústico. É só escolher. E é tudo bonito. E a família real é considerada "cool" pelos súditos.
No sonho, sou casada com um madeireiro, mãe de três filhinhos remelentos e encantadores, subo montanha para tirar leite das vacas, faço o pão, coleciono presilhas para o cabelo (na cena é vasta cabeleira ruiva-acastanhada, sempre cheirando a alfazema, sempre refletindo os raios de sol, igualzinho aos romances de banca de jornal), não tenho TV em casa e o meu passatempo favorito - e único - é fazer amor com meu marido, senhor peludo e pesado, que tem a cara do capitão do time da seleção sueca nesta Copa: o barbado zagueiro Johan Mjallby, camisa número quatro.
:: Ele tem cara de ser bem rústico mesmo... Mas essa selecão sueca é um prato cheio pra quem gosta de homem bonito...
Johan usa camisa de flanela com estampa quadriculada, prefere carne a peixe - apesar dos cem mil lagos da Suécia - e, quando chega suado da floresta, seus cabelos têm cor de leite queimado e suas mãos, cheiro de bosque úmido.
:: É assim mesmo: apesar de ter água por todos os lados, as pessoas preferem carne e salsicha a qualquer tipo de peixe. Eu me delicio com salmão e eles torcem a cara... :c)
Meu maridão é do tipo calado, mas não pense que ele é profundo ou deprimido como os personagens dos filmes de Ingmar Bergman e Lasse Hallström. Ele apenas não é muito de falar, mas sei que se orgulha dos antepassados vikings. Aliás, segundo Johan seus parentes não eram os vikings piratas, mas os comerciantes e conquistadores. E acredito, é claro, porque estou sonhando e estou apaixonada. Não fosse isso, talvez perguntasse se é mito a imagem de vikings com capacetes enfeitados com chifres.
:: Essa coisa de capacetes com chifres é lenda. Stefan também já me disse que não tinha muito disso não e que apesar de existir, claro, os guerreiros, a maioria dos vikings tinha como profissão o comércio, não o barbarismo.
Só duas coisas tiram Johan do sério: meias de lã molhadas e gravlax . Hum, parece nome de remédio, mas gravlax é salmão fresco prensado, temperado com sal, mostarda, aneto e aguardente. Não me pergunte como isso surgiu no sonho, talvez os tempos reais de leitura do "The world atlas of food" tenham me marcado. O fato é que outro prato típico, bem distinto, é o preferido do maridão sueco nesse devaneio em tecnicolor: ganso assado servido com ameixas e maçãs cozidas. Mas o melhor você não sabe. Imagina o que vem antes desse ganso? Sopa de miúdos com sangue de ganso. Johan pode ser caladão, mas que saúde.
***
Amanhã tem Suécia e Argentina... Penso nas boas lembranças que guardo de Buenos Aires: o melhor sorvete de doce de leite do mundo, a melhor salada de centolla (caranguejo gigante) do mundo, carnes memoráveis e um show do Nestor Marconi Trio, no Club del Vino, que me levou às lágrimas. No hotel, gente competente e simpática. No bar em Porto Madero, homens que olhavam para as mulheres. Ops, é a nostalgia tomando conta. Mas por fidelidade ao marido do sonho, amanhã é Suécia.
:: Preciso explicar por que gosto tanto dela? Quero escrever assim quando crescer!
junho 10, 2002
junho 09, 2002
Minha vida em quatro linhas
"Sou assombrada pelos meus fantasmas, pelo que é mítico e fantástico - a vida é sobrenatural. E eu caminho em corda bamba até o limite de meu sonho. As vísceras torturadas pela voluptuosidade me guiam, fúria dos impulsos. Antes de me organizar, tenho que me desorganizar internamente. Para experimentar o primeiro e passageiro estado primário de liberdade. Da liberdade de errar, cair e levantar-me." -- Clarice Lispector. (Pescado na Rosana, claro)
junho 07, 2002
SVERIGE!!! Agora - pasmem! -
Agora - pasmem! - estou torcendo pela Argentina porque quero que os ingleses voltem pra casa para que a Suécia seja classificada em segundo do grupo. Incrível as voltas que o mundo dá!
:: A Argentina é mesmo difícil de se gostar. Como disse, estava até torcendo pra eles contra a Inglaterra - por ser mais interessante para a Suécia, claro, mas ainda assim estava torcendo pra eles - e tudo foi por água a baixo. Os argentinos ganham quando deveriam perder e perdem quando deveriam ganhar. Que coisa! Agora vai ser um deus-nos-acuda jogar contra eles valendo classificacão. Ó céus!
junho 06, 2002
Festa nacional low profile
Hoje é dia da bandeira e dia nacional na Suécia. Há festas em todas as cidades e a família real se veste com seus trajes típicos. Mas tem algumas coisas engracadas sobre o dia seis de junho: apesar de haver festa, não há ufanismo. Não há paradas - como no Brasil - nem fogos de artifício - como nos EUA. De fato, até bem pouco tempo atrás a Suécia não tinha um dia nacional.
Na verdade, as pessoas comecaram a festejar de forma privada, em casa, com suas próprias bandeirolas (como disse aqui antes, no post do sol da meia-noite em Kiruna) e aí o Estado adotou o dia como oficial. Isso aconteceu somente durante a Primeira Guerra Mundial, no início do século XX. O seis de junho foi escolhido porque relembra a data em que a Suécia se livrou de pertencer à Dinamarca, em 1523, e no qual foi promulgada uma das constituicões do país, em 1809.
Mas (pasmem!) hoje não é feriado aqui. Pois é, o dia é normal e todo mundo trabalha. Pesquisa feita por um dos jornais mais lidos aqui na Suécia, o Aftonbladet, perguntou o que era mais importante, o seis de junho ou o jogo da Suécia contra a Nigéria (que vai ser amanhã, dia 7). Deu Copa do Mundo na cabeca. Mesmo assim, há comemoracões, mas nunca tão inflamadas como as de noruegueses ou dinamarqueses, por exemplo. Os suecos são contidos até nisso.
Aliás, seguindo a linha não-ufanista dessa terra, o hino nacional sueco é meio desconhecido. Não tem essa coisa de cantá-lo nas escolas e nem mesmo nas forcas armandas. O low profile é tanto que precisei pesquisar na Internet para descobrir a letra toda da música. Se você tiver interessado, dê uma olhada aqui. O hino, chamado "Du Gamla, Du Fria" (algo como "Você Velha, Você Livre", se referindo à Suécia, claro) é curtinho, apenas quatro estrofes. Acho que sou uma das poucas pessoas que moram na Suécia que se preocuparam em decorá-lo.
:: Atualizacão: tem festa sim, mas só agora depois do expediente e apenas em Estocolmo. Uma das razões também pra festa na capital estar sendo maior esse ano é que Estocolmo está fazendo 750 anos. A família real recebe o povo (uma parte pequena dele) no estádio olímpico, onde está acontecendo um show com diversos artistas suecos. Nas outras cidades, pequenas e grandes, há comemoracões, mas nada como estamos acostumados.
junho 04, 2002
AVE MARIA Português Ave
Português Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco, bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto de vosso ventre, Jesus. Santa Maria, mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém.
Latim Ave Maria, gratia plena, Dominus tecum: Benedicta tu in mulieribus et benedictus fructus ventris tui Jesu. Sancta Maria, Mater Dei, ora pro nobis peccatoribus, nunc et in hora mortis nostrae. Amen.
Sueco Hell dig, Maria, full av nåd, Herren är med dig. Välsignad är du bland kvinnor och välsignad är din livsfrukt Jesus. Heliga Maria Guds moder bed för oss syndare nu och i vår dödsstund. Amen.
Italiano Ave Maria piena di grazia, il Signore è con te. Tu sei benedetta tra le donne e benedetto è il frutto del tuo seno Gesù. Santa Maria, Madre di Dio, prega per noi peccatori, adesso e nell'ora della nostra morte. Amen.
Espanhol Dios te salve María llena eres de Gracia, el Señor es contigo. Bendita eres entre todas las mujeres y bendito es el fruto de tu vientre, Jesús. Santa María, Madre de Dios, ruega por nosotros los pecadores ahora y en la hora de nuestra muerte. Amén.
Francês Je vous salue, Marie pleine de grâce, le Seigneur est avec toi. Tu es bénie entre toutes les femmes et Jésus, le fruit de tes entrailles, est béni. Sainte Marie, Mère de Dieu, prie pour nous, pauvres pécheurs, maintenant et à l'heure de notre mort. Amen.
Inglês Hail Mary, full of grace, The Lord is with thee; Blessed art thou among women and blessed is the fruit of thy womb, Jesus. Holy Mary, Mother of God, pray for us sinners now and at the hour of our death. Amen.
Alemão Gegrüßet seist du, Maria, voll der Gnade, der Herr ist mit dir. Du bist gebenedeit unter den Frauen, und gebenedeit ist die Frucht deines Leibes, Jesus. Heilige Maria, Mutter Gottes, bitte für uns Sünder jetzt und in der Stunde unseres Todes. Amen.
junho 03, 2002
Sufoco
Mas que bom que acabou tudo bem. Foi um sufoco bem brasileiro, com jogadas bonitas e boas atuacões do Ronaldinho Gaúcho, do Ronaldo, Juninho e até do Rivaldo. Mas sem muitos gols. Ainda bem que acabou tudo bem.
Aliás, deixa eu contar uma coisa pra vocês: às vezes acho os comentários dos narradores aqui da Suécia meio sem pé nem cabeca e fico morrendo de vontade de ligar pro estúdio e dar a informacão correta, mas vale dizer que é bom demais não precisar ouvir as "narracões opinativas" - para ser educada - do Galvão Bueno.
Outras cositas más:
-- precisamos de um ponta direita, né? O Cafú fica muito atrás!
-- assisti a duas entrevistas antes da partida que me deixaram de boca aberta. A primeira foi com o Cafú, que respondeu em um italiano perfeito às perguntas de uma repórter de TV. A outra entrevista, na mesma linha, foi feita com o Denilson, que falou em um espanhol muito bom. Se esses caras podem eu também posso!
-- quanto estava ouvindo o hino turco e a TV coreana mostrou os rostos dos jogadores, pensei: "Esses caras são guerreiros".
-- um dos comentaristas da TV sueca disse que o Lúcio foi vendido baratinho para o Bayer Leverkussen da Alemanha e que hoje é um dos melhores béques do futebol mundial. Ele é tudo isso mesmo ou eu tou por fora?
-- meu pai disse que é feio falar assim, mas hoje não dá pra sublimar: odeio o Roberto Carlos.
junho 02, 2002
Campanha
Como me lembrou o Serginho, quem acabou se dando bem nessa coisa toda foi a Argentina, que ganhou da Nigéria e está em primeiro no "Grupo da Morte". Quero, por isso, lancar uma campanha:
Vamos quebrar a perna do Batistuta!!!
É guerra!
O goleiro reserva paraguaio acabou de fazer uma besteira, gol da África do Sul, mas fora isso, queria decretar mais uma guerra ao Paraguai, anexá-lo e fazer de Gamarra, Arce e Santa Cruz jogadores da Selecão Brasileira. Uau!
1 Suécia x Inglaterra 1
Vamos combinar o seguinte: no segundo tempo a Suécia foi muito melhor do que a Inglaterra. Depois da saída do Beckham os ingleses parecem que sentiram o calor e o ataque sueco que partiu pra cima. O primeiro tempo a Suécia foi fiel a uma das características mais importantes do povo daqui: os suecos foram tímidos. Devem ter tomado uma chamada no vestiário do técnico e voltaram muito melhores. Ainda não acredito que o Henke Larsson perdeu aquele chute no último minuto. Mas tudo bem. A Inglaterra é mesmo um time ótimo.
O gol do Alexandersson, que eu nem sei onde joga, foi bacana. Parecia até que o Sven-Göran Eriksson, técnico sueco da Inglaterra, estava torcendo para o seu país de origem porque tirou o Beckham e o Vyssel. O Owen ficou apagadíssimo no jogo sem os lancamentos perfeitos do Beckham.
No fim do primeiro tempo a Suécia estava totalmente perdida em campo, com medo dos ingleses. Passou os primeiros 20 minutos se protegendo, até que o Beckham cobrou um córner perfeito e encontrou Campbell, desmarcadinho da silva, que fez o clássico gol inglês, com chuveirinho na área. Os dois suequinhos, um em cada trave, nem se mexeram. Os astros Fredrik Ljungberg e Henrik Larsson - ambos jogando no futebol da ilha, o primeiro no campeão Arsenal, e o segundo no Celtics, da Escócia - estavam perdidos. Não fizeram um só ataque pertinente. Apenas o Allbäck chutou a gol, mas sem muita precisão.

