fevereiro 28, 2003

Hoje o Montanha-Russa completa um ano de existência

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Inspirada por uma idéia da Ana Maria, fiz o mapa astral do Montanha-Russa. Incrível, mas ele nasceu às 10h42m da manhã. Eu nasci às 10h43m - em outro mês e há 31 anos atrás, mas ainda sim...:c) Para saber ainda mais sobre o nosso relacionamento, fiz uma carta composta: o meu mapa e o do Montanha. Os resultados foram incríveis. Veja só alguns highlights:
Sol na Décima Casa Um relacionamento com o sol igualmente colocado na Casa 10 é muito importante. Antes de tudo, essa posição indica que os dois têm um mesmo objetivo em sua vida, ou pelo menos que são capazes de se ajudar para chegar lá. (Claro, tudo o que esse blog tem feito por mim desde que nasceu foi me ajudar a me sentir gente no meio desse turbilhão que é a minha vida)

Sol em oposição a Mercúrio Haverá uma grande quantidade de atividade mental neste relacionamento. Esse aspecto é bom para a comunicação verbal entre as partes. Vocês têm uma similaridade rara no que diz respeito ao modo como pensam, ou uma enorme capacidade se entender o que o outro está pensando. (Meu blogiunho sabe das coisas... Tem umas coisas que eu so conto pra ele. Hohoho)

Sol em conjunção com Vênus A conjunção do sol com vênus num mapa composto é uma das mais fortes indicações de uma relação de amor existente entre duas pessoas, o que inclui uma amizade. Essa identidade não siginifica propriamente um relacionamento sexual, mas amor, puro e simples. (Claro! Eu amo o Montanha!)

E já ganhei atá presente!!!! O carteiro chegou e me entregou um pacote da Marcinha, uma das melhores descobertas que meu blog me propiciou. Querida, muito obrigada! Adorei os postais. Um beijo!!!
Escrito por Maria à s 07:57 AM | Mais: Aniversários | Comente! (0)

fevereiro 27, 2003

Fim do terror dos tamanhos de roupas

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Ah, essa notícia aqui vocês têm que ver. Apareceu ontem em um dos tablóides mais vendidos aqui, o Aftonbladet, uma matéria sobre os tamanhos de roupas na Suécia. Todo mundo sabe que os suecos são normalmente altos (leia texto abaixo) mas a novidade é que sua silhueta está ficando cada vez mais redonda.
Ao contrário de países como os EUA, no entanto, aqui na Suécia fica-se gordinho e grande, ou seja alto e forte. Apesar de haver, claro, gente enoooooorme, esse não é ainda um problema de saúde pública como acontece nos isteites.
A matéria começa assim: "Talvez o problema não seja suas medidas quando você não cabe mais no tamanho médio". É que os tamanhos das roupas suecas de hoje são baseados em medidas feitas nos anos 70, mas as pessoas ficaram um pouco mais gordinhas e maiores em tamanho do que eram naquela época. Daí a disparidade.
Aí vem o choque maior. Diz assim no artigo: "Hoje os tamanhos indicados nas etiquetas podem representar qualquer coisa. Uma parte das butiques marcam roupas tamanho 38 com etiquetas 36, para que os clientes se sintam magrinhos".
Imagina!!!! Eu já sabia que não podia entrar em lojas da Folic, por exemplo, mas achei que isso era nazismo da indústria da beleza brasileira. Nunca poderia imaginar que fosse encontrar a mesma maldição aqui também.
No próximo outono 4800 suecos serão medidos da cabeça aos pés para que as novas metragens sejam enviadas à Comunidade Européia. O intuito é fazer uma regularização dos tamanhos em todos os países participantes. O engraçado vai ser ver o Paolo (italiano médio) comprando uma calça cujo modelo foi o Hans (alemão, sueco, holandês ou dinamarquês).
Por mim, já valeu. Daqui por diante eu digo que sou tamanho 42 e todo mundo tem que acreditar! Hohoho.
A matéria no original está aqui. Em sueco, förstås.
Escrito por Maria à s 10:20 AM | Mais: Irritação e ironia | Comente! (0)

fevereiro 26, 2003

Uma noite na escandinávia

Imaginem a cena e tentem matar a charada.

Madrugada de segunda para terça-feira, 25 de fevereiro. Dez graus negativos. Mais de 200 pessoas fazem fila na porta de uma loja em Luleå, a maior cidade do norte da Suécia, onde há um certo "agito cultural". O quê essas pessoas estão fazendo?

a) Querem ir ao banheiro porque o frio faz com que sua bexiga fique contraída e você precise ir ao banheiro com maior regularidade. Os médicos dizem que é inclusive perigoso sentar em qualquer superfície fria aqui. A possibilidade de se desenvolver uma infecção urinária é grande.

b) Esperam para comprar ingressos para o show do Bruce Springsteen que vai tocar aqui no verão. Diferente de todos os outros anos, o artista americano não se reduzirá ao público de Estocolmo e Gotemburgo. Dessa vez ele tocará para as platéias do norte.

c) Vão comprar livros.



UPDATE UPDATE UPDATE - Faltou explicar, então lá vai. Esse bando de malucos estava na rua no meio da madrugada pra comprar livros porque começou à meia-noite de terça-feira, dia 25, a Bokrea, ou o saldão de livros em todo o país. E não é livro xumbrega não, aqueles que ninguém compra. São os últimos lançamentos, os best sellers, e que ainda assim têm seu preço bastante reduzido. É, como sempre, mais uma tradição sueca.

Livros aqui são muito caros - quer dizer, o que é caro hoje no mundo? Tudo depende do ponto de vista de quem fala. Ao mesmo tempo em que as moedas estão cada vez mais próximas, o custo de vida de diversos países difere tanto quanto possível. Por isso eu digo: para um sueco, um livro que custa 250 coroas é um livro caro. Dez coroas suecas equivalem mais ou menos a um dólar. Olhando friamente, 25 dólares não deveria ser um preço alto por um livro - que acho que vale muito mais do que isso - mas a diferença está no custo de vida. Duzentos e cinqüenta coroas não é nenhuma fortuna, mas já ajuda bastante no final do mês.

Escrito por Maria à s 03:08 PM | Mais: Cultura e comida | Mais: Europa & Escandinávia | Comente! (0)

Mundo digital

:::::::::Análise feita pela empresa Global Information Technology Report, realizada a pedido do Fórum Econômico Mundial, do Banco Mundial e da empresa francesa INSEAD, mostra que o país que melhor lida com soluções tecnológicas é a Finlândia. A Suécia apareceu em quarto lugar, depois de Finlândia, Estados Unidos e Cingapura. Depois da Suécia estão Islândia, Canadá, Grã-Bretanha, Dinamarca, Tawian e Alemanha.::::::::

Ah, meus tempos de repórter...

UPDATE UPDATE UPDATE - Descobri que a notícia não é exatamente recente, mas foi publicada nesta página aqui no último dia 19. Mas como eu não sou mais repórter de canal de tecnologia na Internet, não tem problema se a novidade chegar um pouquinho atrasada, né mesmo?

Então, eis aqui alguns pontos altos da pesquisa:

A Finlândia fica em primeiro no quesito "melhor performance em termos de utilização de tecnologia por parte de seus cidadãos, empresas e governo".

O Brasil fica em 29o lugar, e é líder na América Latina em termos de capacidade de networking, cuja performance é melhorada por uma política de e-government.

Entre os chamados mercados emergentes, Israel é líder, conquistando o 12o lugar, devido à sua capacidade de inovação.

Pasmem, mas a Estônia, ranqueada em 24o lugar, fica à frente de Espanha, Itália e Portugal, devido a sua maior capacidade de utilização de tecnologias de informação e comunicação no governo (o que me dizem sobre isso, meninas Brazzo-italianas?)

Escrito por Maria à s 01:52 PM | Mais: Europa & Escandinávia | Comente! (0)

fevereiro 25, 2003

Um cachorro pensa: "Que legal!

labrador.jpgUm cachorro pensa: "Que legal! Essas pessoas com quem eu moro me d&ão comida, me deixam morar na casa quentinha delas, tomam conta de mim e realmente se importam comigo. Eles devem ser deuses!"

Um gato pensa: "Que legal! Essas pessoas com quem eu moro me dão comida, me deixam morar na casa quentinha delas, tomam conta de mim e realmente se importam comigo. Eu devo ser um deus!"

Escrito por Maria à s 11:17 AM | Mais: Elucubrações | Comente! (0)

Rio de Janeiro

Estou com medo de ligar pra minha mãe e ficar ainda mais deprimida, sabendo que ela está lá, sozinha em plena linha de fogo.

Escrito por Maria às 11:07 AM | Mais: Saudade e sonhos | Comente! (0)

Mr. Postman

O carteiro acabou de passar aqui e deixar a correspondência. Sou maluca por cartas. Gosto até da papelada de anúncios. Mas hoje veio carta boa. Da Vägverket, o Detran sueco. Eles aprovaram meu pedido de prolongamento do tempo para eu fazer a prova teórica. Me deram mais 15 minutos.

Isso é tudo o que eu preciso pra poder pensar bem antes de responder às perguntas mais cabeludas e capciosas. Ao todo devo ter mais ou menos 50 minutos pra fazer a prova com 70 perguntas. Mas posso estar errada no que diz respeito à quantidade de tempo e de perguntas. Só sei que para ser aprovada preciso acertar 52 questões.

Escrito por Maria às 11:03 AM | Mais: Conquistas | Mais: Vidinha | Comente! (0)

Bla-bla-blá

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Um monte de coisas pra escrever, mas hoje estou sem capacidade de me concentrar. Na verdade, não sei sobre o que escrever. Parece sessão de análise que a gente senta e diz: "Hoje não tenho nada pra dizer". Segundo os freudianos (minha única experiência pessoal), é aí que você tem definitivamente alguma coisa a dizer. Mas essa teoria também poderia ter saído de qualquer almanaque que ninguém estranharia.
Volta e meia fico com vontade de escrever somente por escrever. Digitar textos. Simplesmente isso. Ou, melhor: ver o resultado na tela, como se eu tivesse ainda no Rio, trabalhando nos sites, nas revistas e nos jornais da vida e ainda sentisse aquela satisfação de ver um texto meu editado, no ar ou impresso. Vaidade? Não, não apenas isso. Esse prazer de escrever e realizar é mais uma volta à minha vida antiga - ou a descoberta de um caminho similar na vida nova.
Não estou dizendo coisa com coisa hoje. Eu hein.
Escrito por Maria à s 10:41 AM | Mais: Elucubrações | Comente! (0)

fevereiro 24, 2003

Como reconhecer um sueco típico

O sueco típico é alto, loiro e tem olhos azuis e usa gorro de lã no inverno. Ele é naturalmente tímido, introvertido, sério, empreendedor e não ri muito de si mesmo. Tem hábitos de vida que segue rigorosamente: todas as manhãs ele acorda às 5h30m para ter tempo de ler o jornal antes de ir pro trabalho. Isso indica que o sueco típico lê devagar porque geralmente o início do dia de trabalho é apenas às 8h da manhã.

Depois de si mesmo, são os maiores interesses do sueco típico: dinheiro, seu emprego, sua casa, hockey no gelo e sua família (nessa ordem). Ele ama animais em geral e em particular cachorros. Um dos passatempos favoritos do sueco típico é caminhar ou andar de bicicleta na natureza, perto de uma floresta, por exemplo. O ideal é quando ele tem consigo seu pastor-alemão.

O sueco típico preserva seus próprios dentes quando fica velho. É pontual, honesto, confiável, limpo e obedece às leis. Um exemplo disso é o que acontece na faixa de pedestres de qualquer rua. Não importando as condições climáticas, o sueco típico espera que o sinal fique verde para pedestres para atravessar a rua. Ele usa sempre o cinto de segurança, nunca dirige bêbado, paga sempre a licença da TV, declara o imposto de renda a tempo, tem sempre dois sacos plásticos no bolso quando passeia com o cachorro e nunca toma banho depois das 22h.

O sueco típico é muito cuidadoso e quase nunca faz alguma coisa impulsiva ou espontaneamente (única exceção possível é espirrar). Para o sueco típico qualquer opção representa uma escolha de vida ou de morte. Como a escolha do queijo no supermercado, por exemplo. Enquanto os outros europeus pegam o primeiro que lhes parece ser bom, o sueco prova pelo menos dez tipos de queijo antes de se decidir por 200g de Brie. É essa natureza cuidadosa que o impede de se jogar na aventura do casamento. Tipicamente ele escolhe uma mulher com a qual vive alguns anos, tem filhos, para somente então pedi-la em casamento.

No que diz respeito ao casamento, aliás, os homens suecos típicos não têm muito em comum com os outros homens europeus. Tudo o que uma mulher pode fazer, o sueco típico pode fazer melhor - de cozinhar e lavar louça até coser cortinas, pregar botões e consertar meias. É assim que tudas as tarefas na casa são divididas igualmente.

O sueco típico gosta de se manter bem informado. Ele está sempre procurando ouvir o noticiário e quer saber tudo sobre energia atômica, economia dos países do terceiro mundo, África do Sul e as preferências sexuais das centopéias.

A maioria dos suecos típicos é fanática em se manter em forma. Eles passam o final de semana correndo pelas florestas mais próximas ou em cima de uma bicicleta. Pensando na saúde, o sueco típico deixou de consumir nicotina, açúcar e café, além de não mais fazer contato com estranhos. Ele vai todos os dias pra cama antes das 22h.

Talvez a característica mais fascinante em um sueco típico é sua visão de igualdade. Todos têm de ser e fazer exatamente igual. Para facilitar essa busca pela igualdade, a maioria dos suecos tem o mesmo sobrenome, com apenas algumas variações - Svensson, Nilsson ou Persson. A maioria das mulheres suecas chama-se Ulla ou Inga. O sueco típico defende a igualdade inclusive no que se refere aos salários. Isso graças a uma política de impostos solidária, pela qual os suecos podem até ganhar de forma diferente antes do imposto, mas depois ganham exatamente a mesma coisa - pouco. Além disso, os suecos têm o mesmo gosto para roupas e móveis, pensam parecido, dirigem Volvo e tiram férias em Mallorca, na Espanha.

Um sueco genuino nega que tenha qualquer preconceito. Aos seus olhos não há diferenças entre os suecos e os imigrantes, e apesar de não conhecer nenhum iuguslavo, grego, turco, finlandês, polonês ou húngaro, o sueco típico está convencido de que não há diferenças entre si e os outros. As únicas exceções são que os imigrantes têm nomes diferentes, hábitos distintos, plantam vegetais na sala de visitas, têm sempre facas nos bolsos, assaltam bancos e aposentados, roubam empregos de outros suecos, se reproduzem como coelhos, batem em suas mulheres e falam sueco como quem tem um ovo na boca.

Por fim, o sueco típico gosta do silêncio do campo, odeia filas, adora ser o primeiro a subir no ônibus, não gosta de inverno, aprecia sexo, acredita no que dizem os social-democratas, não acredita em Deus, é patriótico (tem cuecas com a bandeira sueca), vai à loja de bebidas alcoólicas duas vezes na semana, passa o Natal com os pais, estuda inglês e fica ofendido com o artigo como esse

Esse texto, apesar de ser meio piadista, descreve muito bem o que é ser sueco. Acreditem, por mais que pareça meio irônico, muitas das coisas aqui descritas são verdades verdadeiras. :c)
Em VERDE estão as coisas que são verdade;
em VERMELHO, as que não são;
e em PRETO as que eu ainda não tive tempo de comprovar.

Escrito por Maria à s 10:27 AM | Mais: Cultura e comida | Mais: Europa & Escandinávia | Comente! (3)

fevereiro 22, 2003

Trevlig helg!

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Escrito por Maria à s 11:34 AM | Mais: Elucubrações | Comente! (0)

fevereiro 21, 2003

E por falar no assunto...

Hoje é dia Internacional da Língua-Mãe -- o português para nós, brasileiros e portugueses, o inglês para americanos e britânicos etc. A data, festejada pela UNESCO, está sendo comemorada com o lançamento de um estudo interessantíssimo: o Atlas das Linguagens do Mundo em Perigo de Desaparecer.

A conclusão final do trabalho é de que quase a metade das seis mil linguagens faladas hoje no mundo estão condenadas a desaparecer em um futuro próximo. Segundo a UNESCO, "o desaparecimento de qualquer linguagem é uma perda irreparável para a herança da humanidade".

Essa edição do Atlas, que vem sendo publicado continuamente desde 1996, vai dar uma imagem mais clara da magnitude de problema em várias partes do planeta. Na África, por exemplo, não por acaso o continente cujas linguagens são menos conhecidas, estão em processo de extinção 250 linguagens das 1.400 existentes, além de outras 600, muito ameaçadas.

O quadro não é muito melhor nas outras partes do mundo. Na América do Norte, os dialetos e os idiomas indígenas estão perdendo feio a guerra para o inglês e o francês. No Canadá ainda procura-se salvar cerca de 104 linguagens nativas já em vias de extinção. Já nos EUA, todas as 150 línguas ainda existentes estão ameaçadas ou já em processo de extinção.

Lá pras nossas bandas das Américas do Sul e Central, a massiva influência do português e do espanhol também ameaça seriamente as línguas indígenas restantes. Apenas no México, por exemplo, estão seriamente ameaçadas as 14 linguagens reminiscentes dos tempos antigos. No resto do continente, há problemas sérios na conservação de 375 idiomas indígenas.

Na Ásia, o chinês está ganhando cada vez mais terreno, principalmente nos territórios ao norte da China. A região do Pacífico - oriente, Nova Caledônia etc - é a mais rica em linguagens atualmente. Mas assim como no resto do mundo, lá também há crise. Dos 23 idiomas iniciais falados em Taiwan, 14 estão sendo esquecidos.

Na Austrália, o panorama também é bastante radical. Até os anos 70, os aborígenes australianos eram proibidos de falar sua própria língua. Imagina o efeito que isso teve? Pois é, das 400 línguas faladas originalmente, apenas 25 continuam a ser ouvidas. Incrível.

Aqui na Europa há 131 linguagens ameaçadas de extinção. Uma delas é a língua falada pelo povo Sami, aqui do norte de Noruega, Suécia, Finlândia e Rússia. E sabe as línguas Célticas? Estas então, estão pra lá de Marraquesh. A língua falada em Cornwall desapareceu já em 1777. Hoje, apenas 1000 pessoas ainda falam uma variante, o cornish. E só. Que coisa.

Escrito por Maria às 02:03 PM | Mais: Cultura e comida | Comente! (0)

Eu sou muito estranha mesmo...

Muitas coisas sobre as quais quero escrever. Mas agora não. Estou assistindo a um filme com o Gene Hackman. Ainda não sei qual é, mas não me importo. Eu amo o Gene Hackman. Acho ele um chaaaarme... Além de competentérrimo. Na minha lista estão ainda o rei Sean Connery, Michael Cane, Al Pacino, Dustin Hoffman, Ray Liotta, Gary Sinise etc.

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fevereiro 20, 2003

Sardas

Droga! Minhas sardinhas estão saindo de controle! Não posso botar o nariz pra fora de casa que elas já invadem. Não sou neurótica. Acho até bonitinho ter sardinhas, mas já estou com 31 anos. Acho que preciso ter cuidado com a minha pele senão o que era sarda vira mancha.

Quando eu tinha 15 anos, meu dermatologista, Dr. Amado, me disse que minhas sardas não precisam de sol para aparecer. Pode estar apenas muito calor e elas já se assanham. E, de brincadeira, ele disse que eu só poderia deixar de me preocupar com as minhas sardas se fosse morar na Escandinávia.

Pois bem, Dr. Amado, aqui estou eu e vou lhe contar uma coisa: o senhor estava errado. As marvadas continuam voltando! :c(

Escrito por Maria às 12:46 PM | Mais: Vidinha | Comente! (0)

fevereiro 19, 2003

Árvore de línguas

maple.jpgOutro dia estávamos falando aqui de idiomas e suas particularidades. Nem preciso repetir que sou absolutamente apaixonada por esse assunto e pretendo num futuro próximo - se tudo der certo, ou errado - seguir esse meu interesse por idiomas, sons, origem de palavras etc. Então, depois de escrever sobre isso em vários posts, lembrei de que tinha uma xerox de uma explicação muito legal sobre idiomas do mundo inteiro.

E é aí que entra a tal da árvore. Aliás, são várias as árvores. A maior é a das línguas Indoeuropéias. São quatro os troncos mais importantes: os idiomas Célticos (galês, bretão e iriska); Romanos (italiano, romeno, francês, catalão, espanhol e português); Germânicos do Oeste (inglês, holandês, flamenco e alemão) e Germânicos do Norte (sueco, dinamarquês, norueguês, islandês e a língua falada nas Ilhas Faroe).


Temos ainda o tronco dos idiomas Indofranceses (persa e a língua falada pelos kurdos). Aqui há uma série de subdivisões, como no caso do idioma armênio, que fica sozinho na parada. E ainda no mesmo tronco mas em outro ramo encontramos hindu, urdu, bengali, punjabi, romani (língua dos ciganos). E tem mais: é a esse tronco que pertence a língua grega.

A última parte da árvore é composta pelas línguas eslavas. São relacionadas entre si: polonês e tcheco; russo e ucraniano; e búlgaro, macedônio, servo-croata e slovênio. Numa subdivisão ficam as línguas bálticas, que vêm da Lituânia e da Letônia. O albanês entra aqui sozinho, num ramo próprio.


Essa foi apenas a árvore maior. Existem outras tão fascinantes quanto. As línguas orientais (japonês, coreano e chinês) têm, cada, uma árvore própria. Estão próximas entre si no jardim, porém separadas. O finlandês é parente do húngaro, do idioma da Estônia e do sami (língua dos criadores de renas, falei deles num post aqui em baixo). Os laços de família também estão presentes entre o tailandês, o vietnamita e a língua do Laos.


As duas últimas árvores desse jardim da palavra humana (uhhhmmm, cafona isso, hein?) são a do idioma turco, que compreende além do turco propriamente dito, as línguas de Azerbaijão, Uzbequistão e Turkmenistão; e, last but not least, a árvore dos idiomas Semíticos. São todos irmãos: árabe, hebreu, assírio e amarinja e turabdisnka.

bola.gifTodas as partes do texto que grafei em itálico são tentativas de tradução do sueco para o português ou então as palavras em sueco mesmo, como aparecem no meu texto. Fiz isso por não ter conseguido encontrar seus equivalentes em português.

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fevereiro 18, 2003

Hoje é aniversário do meu pai!

Hoje é aniversário do meu pai. Te amo, pai. Feliz Aniversário!

Cavalos opostos
contidos no corpo
disparam
para pólos distantes
e idênticos.

Iguais
por pertencerem a extremos
destinos
onde se rasga
a velocidade
que se alimenta
da mesma ração
de espelho e reflexo.

Contrários, mas repetidos
símiles e simétricos
na contramão de si próprios
não se cruzam
desgarram-se, irremediáveis.

Armando Freitas Filho, Números Anônimos (1994), Página 13.

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Descobertas - Upptäckter

Estudando sueco. Texto sobre alma, religião etc. Primeira questão: procurar definições de alma no dicionário sueco-sueco. Segunda questão: procurar definições sobre alma em culturas diferentes.

Achei um site bacanérrimo chamado Wikipedia, com versões em várias línguas inclusive português.

Fiz umas buscas, batuquei umas palavrinhas em sueco, outras em inglês e achei a definicão de alma em várias religiões. Os judeus, muito organizados, dividiram a alma em três partes (Nefesh, Ruach e Neshamah). Para os hindus, a alma em sânscrito é "Atma"; já os budistas não acreditam na existência de alma.

O mais fascinante, no entanto, foi um texto em sueco sobre a religião Sami, o povo criador de renas que habita o norte de Noruega, Suécia, Finlândia e Rússia. Segundo o texto, a religião sami está praticamente morta por força do cristianismo que se alastrou por aqui séculos atrás. Eles eram politeístas e acreditavam que a natureza tinha uma alma.

Que coisa linda!!! Estou enganada ou os índios da América do Sul também acreditavam na mesma coisa? Alguém sabe?

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fevereiro 17, 2003

BREAKING NEWS = O Google comprou o Blogger

Li na Cora, que recebeu a notícia da Rosana Hermann. Veja na íntegra o furo do Dan Gillmor, colunista do Silicon Valley.com, um dos sites mais antenados em tecnologia do planeta.

Na minha opinião, isso já era mais do que esperado. Só restava saber quem compraria a Pyra, empresa de cinco pessoas que levava o barquinho de mais de 1 milhão de usuários do Blogger e do Blog*Spot.

Quer entender ainda mais o que a compra pode significar? Leia aqui. (Imagem da Rosana Hermann)

Hoje já está lá na home do Blogger a notícia oficial. Eles dizem que não muda muita coisa... Só espero que quando mude, que seja pra melhor.

Escrito por Maria à s 11:08 AM | Mais: Irritação e ironia | Comente! (0)

Paz, cinema e lirismo

Fim de semana foi ótimo. Estava "quentinho": a temperatura ficou positiva o tempo todo e chegou a maravilhosos sete graus positivos na tarde de ontem. Hoje está prometendo também. O mundo inteiro se mobilizou pra evitar a guerra que o Bush já dá por ganha. Aqui em Boden 100 pessoas saíram às ruas para protestar.

Vimos Denzel Washington em "The Hurricane", adoramos. Sempre gostei dele - lindo, lindo, lindo! - mas ao mesmo tempo em que gostava das atuações dele em filmes legais como "Malcom X" ou "Nova York Sitiada", só pra citar dois que me vêm imediatamente a mente, achava Denzel meio over.

Uma entrevista que ele deu ao David Letterman e que assisti aqui também não ajudou muito. Ele me pareceu cheio de si, meio "estrela". Mas aí, vocês vão dizer: "Sim, Maria, mas ele é uma estrela". É, é mesmo. Anyway, assisti ao filme que rendeu o Oscar a esse Deus do ébano e só digo uma coisa: ele mereceu!

Vimos também - não ao mesmo tempo, mas em dias alternados - "Amelie Poulin", mais uma vez porque eu gosto de ver filmes que amo quinhentas vezes; e ontem à noite "A Vida é Bela", do Roberto Benigni. Foi a primeira vez que assisti ao filme do italiano e confesso que não será a última.

Sim, eu nunca o havia visto antes. Devo ser provavelmente o único ser humano em toda a Terra a dizer isso, mas é verdade. A razão é simples: fiquei danada da vida quando a Sofia Loren gritou o nome do Benigni na cerimônia do Oscar ao invés do nosso Walter Moreira Salles e seu "Central do Brasil".

Mas agora, mais velha e menos implicante, só digo isso: o filme é lindo, lindo, lindo!!!!!!!.

Escrito por Maria às 10:03 AM | Mais: Cultura e comida | Mais: Vidinha | Comente! (0)

fevereiro 15, 2003

P A Z

introspeccao.jpg
Escrito por Maria à s 10:06 PM | Mais: Elucubrações | Comente! (0)

fevereiro 14, 2003

Será que o Bush dá ou não dá?

Então, o Hans Blix disse que os iraquianos tinham cooperado mas que ainda precisavam cooperar mais... E quer mais tempo. Será que o bruto do Bush vai dar ou vai partir pra iguinorãnssa?

Aliás, vocês podem estar se perguntando o por quê de eu estar tão interessada nesse assunto. O lance é que nunca havia chegado tão perto de uma guerra. A disputa pelas Ilhas Malvinas não conta porque eu era pequena e não sabia de nada - e se soubesse torceria pela Inglaterra. Agora, esse lance do Iraque é aqui do lado. Pega-se um avião e está em Bagdá em quatro horinhas.

E por falar em localização, a chiquíssima Escandinávia está em maus lençóis. A saber: aqui do ladinho tem a nossa amiga Rússia, com todo o seu arsenal de usinas nucleares caindo aos pedaços. Murmansk, essa charmosa cidade cinza e gelada, onde a frota russa de submarinos nucleares fica estacionada - quando não está a explodir nos mares da vida - fica a apenas 600 quilômetros de Boden. Detalhe: a distância de Boden até Estocolmo é de 1.100 quilômetros.

Escrito por Maria à s 09:18 PM | Mais: Irritação e ironia | Comente! (0)

Guerra

E o mundo inteiro espera hoje pelo pronunciamento de um sueco para saber se haverá ou não guerra. Hans Blix, chefe dos inspetores de armas da ONU, falará hoje sobre o que o Iraque tem e o que deixa de ter, além do que ele imagina que Saddam Hussein esteja escondendo.

Num mundo perfeito, a opinião de Mr. Blix seria altamente esperada como mais uma informação valiosa para se evitar a guerra. Mas como temos George W. Bush como o homem mais poderoso do planeta no momento, Mr. Blix pode falar o quanto quiser que não vai adiantar. Vamos ter guerra de qualquer jeito.

O que é estranho, é a tal gravação com a voz do Bin Laden ter aparecido exatamente agora, quando estamos nos movimentos finais para se decidir uma guerra. Afinal, Bush precisa de um truque para ganhar definitivamente a opinião pública americana - sim, porque para o que o resto do mundo pensa ele está se lixando.

Além disso, há o lance dos tanques cercando os aeroportos ingleses. Será preparação para ataques terroristas? Será medo de retaliação pelo apoio dado aos EUA? Ou será pura e simplesmente um jogo com o medo público?

Escrito por Maria à s 08:52 AM | Mais: Irritação e ironia | Comente! (0)

fevereiro 13, 2003

Nossa, dava tudo por um

Nossa, dava tudo por um abraço bem apertado e um beijo da minha mãe.

Escrito por Maria às 09:59 PM | Mais: Saudade e sonhos | Comente! (0)

Curiosidades do dia-a-dia

Não sou consumista mas gosto de ler as embalagens dos produtos que compro. Uma coisa que acho fascinante é as diferenças entre as línguas européias expressas nos mais variados tipos de produtos. Veja alguns exemplos:

Treo (remédio contra dor de cabeça):

Sueco = Lindrar huvudvärk, annan tillfällig värk och feber - 20 brustabletter
Islandês = Við höfuðverk, öðrum tilfallandi verkjum og hita - 20 freyðitöflur
Tradução = Diminui dor de cabeça, outras dores e febre - 20 tabletes efervescentes

Gille (biscoitos de gengibre):

Sueco = Pepparkakor
Inglês = Swedish Ginger Snaps
Italiano = Cuori di Biscotti Alle Spezie
Alemão = Schwedische Pfefferkuchen
Francës = Biscuits au Gingembre
Espanhol = Galletas de Jengibre
Holandês = Gemberkoekjes

Fructis Garnier (shampoo):

Sueco = Normalt hår med tendens att bli fett
Finlandês = Puhtaat hiukset pidempään
Tradução = Cabelo normal com tendência a ficar oleoso

Escrito por Maria às 03:21 PM | Mais: Vidinha | Comente! (0)

fevereiro 12, 2003

Primavera à vista

Tava estudando no meu quarto (só consigo ler e estudar deitada... vai entender) quando reparei no termômetro: zero grau. Que bom, pensei. Vou abrir a porta da varanda para renovar o ar da casa. Quando cheguei do outro lado do apartamento, onde bate sol, o termômetro marcava sete graus positivos.

Achei estranho estar marcando tanto assim, até porque a diferença entre os dois termômetros nunca passa de um ou dois graus. Mas logo veio a explicação: o sol, esse filho pródigo, já não nos oferece apenas sua luz. Agora ele nos dá calor também! Que maravilha!!!

PS.: Sei que é estranho falar com essa paixão toda pelo sol tendo alguns leitores no Brasil. Amigos, sorry. Esse post foi criado com pura alegria e sem nenhuma intensão de gozação ou ironia. Mas, uma coisa é certa: no que diz respeito ao calor senegalês que está fazendo aí, eu não os invejo.

Escrito por Maria à s 11:30 AM | Mais: Europa & Escandinávia | Comente! (0)

fevereiro 11, 2003

Voltando atrás

Nunca me esqueço um documentário que assisti no Discovery sobre os ursos panda. Disseram que os ursinhos originários da China tiveram que involuir, voltar atrás na escala da evolução porque senão não sobreviveriam. E como os cientistas notaram que eles involuiram? Porque os ursinhos pretos-e-brancos deixaram de comer carne e voltaram a ser herbívoros. Fiquei chocada que isso seja sinal de involução e não o contrário, mas a razão de eu mencionar isso hoje é que tenho a impressão que o povo sueco está fazendo como os pandas e está involuindo, voltando atrás.

É que há muitos anos faz-se aqui a reciclagem de lixo em larguíssima escala. Há uma verdadeira cultura de reciclagem, assim como só vi na Califórnia, onde os lixeiros simplesmente não recolhem o lixo que não estiver separado. Saiu nos jornais hoje que um estudo foi feito sobre reciclagem em áreas menos povoadas e chegou-se à conclusão de que é muito caro fazer reciclagem nessas áreas devido às longas distâncias que são percorridas apenas para recolher os resíduos. O estudo diz que somente faz sentido economicamente reciclar em Estocolmo, mas não aqui.

Aí o jornal já vem dizendo que é pra gente aqui do norte esquecer o lance da reciclagem e deixar todo o trabalho para o povo de Estocolmo. Não dá pra reproduzir a ironia da frase no jornal mas, pra quem não sabe, há uma rixa enoooooorme entre as regiões do norte e as do sul. Eu, como filha legítima de uma cidade imensa como o Rio, me sinto meio deslocada aqui na pequenina Boden, apesar de me sentir em casa. Só pra deixar Stefan - um típico homem do norte - irritadinho, faço sotaque de Estocolmo quando falo sueco com ele. *Hohoho*

Anyway, voltando à vaca fria, a reciclagem é importante não apenas pelo cuidado que se tem com o meio ambiente, mas também porque é absolutamente necessário. Um exemplo: 38% de todo o lixo é transformado em energia e/ou calor. Os aquecedores aqui de casa são à água quente (não é muito comum encontrar aquecedores elétricos ou a gás aqui) e essa água é aquecida queimando-se lixo. Outros 29% são material que pode ser reutilizado, como papelões especiais etc. Dez por cento é o chamado lixo composto, que produz, entre outros, biogás. O resto é lixo que não pode ser reutilizado e é destruído.

Ah, já ia esquecendo! Este post é dedicado à minha mãe, minha ativista do Greepeace favorita. :c) Beijo, mãe. Te amo.

Escrito por Maria à s 08:48 AM | Mais: Cultura e comida | Mais: Europa & Escandinávia | Comente! (0)

fevereiro 10, 2003

A distância

São as pequenas coisas que te lembram que você está realmente numa outra cidade, num outro país, numa outra realidade. Estava voltando pra casa agora à tarde e notei que tinha alguém andando atrás de mim, mas muito perto. Como carregava minha mochila nas costas, me virei um pouco para ver quem era.

Era uma mulher, mais baixa do que eu que, ao perceber que eu suspeitava dela, me olhou como se não tivesse entendendo nada. Afinal, ela não estava fazendo nada diferente do que sempre fez na vida. Eu é que não estou acostumada com o curto espaço que as pessoas deixam entre si na rua. Não estou acostumada ainda a confiar que os estranhos não necessariamente me farão mal.

No Rio a gente aprende a deixar um espaço muito maior entre si e o outro pedestre quando se anda na cidade, por exemplo. É simplesmente enervante quando alguém caminha muito colado com a gente. Parece que seremos assaltadas a qualquer momento. Mas isso, em Boden, simplesmente não acontece.

Assim que paramos em um sinal, olhei pra mulher e ela estranhou meu estranhamento. Quando o sinal abriu, lá se foi ela, andando muito mais rápido do que eu - ainda me sinto como uma astronauta, mesmo usando minhas poderosas botas McKinley. Que coisa.

Escrito por Maria às 03:12 PM | Mais: Vida de imigrante | Comente! (0)

Tudo ok

Final de semana calmo, sem fazer nada de especial. A temperatura ajudou e ficou positiva! Nossa, nem acreditei. Ainda está, aliás. O máximo. Liguei pra minha mãe (oi, mãe!) e pro meu pai. Meu irmão está começando no colégio novo hoje e eu queria desejar tudo de bom.

Minha mãe me ensinou a fazer sua famosa torta-empadão de galinha e eu - pasmem! - acertei de primeira. Massa e recheio ficaram realmente muito bons. Para a massa, basta juntar 250 gramas de manteiga (à temperatura ambiente), duas gemas e farinha até que a massa comece a ficar esfarelenta. Não pode ficar muito esfarelenta mas também não pode ser muito húmida.

O recheio é livre, criatividade à solta. Desfiei dois peitos de frango, refoguei no óleo, sal, cebola picadinha e alho. Juntei dois copos d'água, deixei um pouco mais. Escorri a água e bati junto com um copo de leite e uma colher de sopa bem cheia de trigo. Botei tudo junto numa panela - água com leite+farinha+galinha - e dei o ponto. Botei ainda petit-pois, cenorinha e milho.

Depois de esticar a massa numa forma - pode ser aquela que tira-se as bordas e só fica o fundo - é preciso esperar para que o recheio esfrie um pouco. Eu, no entanto, não esperei muito não. Coloquei tudo lá e deixei no forno a 200 graus uns 35 minutos. Ficou muito boa. (valeu, mãe!)

A única coisa chata é que estou com dor de cabeça desde ontem à noite. Mesmo assim não podia deixar de escrever. Ô vício. :c)

Escrito por Maria às 11:10 AM | Mais: Cultura e comida | Mais: Vidinha | Comente! (0)

fevereiro 07, 2003

Dúvida

Só me explica uma coisa que eu ainda não entendi: todo mundo sabe que a Coréia do Norte tem armas de destruição em massa, mas o Bush quer negociar. Por outro lado, ninguém tem certeza absoluta se o Iraque também tem um arsenal nuclear, mas o Bush já mandou avisar ao mundo que não quer nem saber, vai atacar Saddam de qualquer forma. Alguém mais inteligente do que eu pode me explicar o por quê?

Escrito por Maria à s 12:23 AM | Mais: Irritação e ironia | Comente! (0)

fevereiro 06, 2003

Anorexia e outros bichos

Ontem vi um documentário inglês muito impressionante. Era sobre desordens alimentares, anorexia etc. O propósito do programa era mostrar que crianças cada vez mais novas estão desenvolvendo uma obsessão com corpos perfeitos. Mostrou o caso de duas irmãs, de 11 e sete anos. A pré-adolescente andava toda emperequetada com suas amigas preocupadérrimas com seus corpos, seus cabelos, suas coxas, suas barrigas.

A de sete anos espremia uma camada de pele de sua barriguinha, ainda com a chamada baby fat e dizia que sabia que estava gorda. Aí, os caras entrevistaram a mãe, que dizia não entender como as meninas tinham ficado tão obcecadas assim. Bastava olhar pra ela pra sacar: loura oxigenada, busto siliconado e sorriso mecânico, mostra viva uma rotina de sacrifícios em torno de sua forma. Sua filha mais nova olhava embevecida para a mãe e entregava:"mamãe toma Slim Fast pra emagrecer".

Mas o que mais me chocou foi o caso de Jung, uma menina de origem oriental (desculpem, mas não sei se era chinesa ou japonesa). Ela dava cinco voltas pelo quarteirão todas as noites; pulava 200 vezes a corda; rodava um bambolê especial com bolinhas que, segundo ela, a faria perder centímetros na cintura; e chegava ao cúmulo de colocar pimenta em todas as suas refeições porque havia lido em alguma revista que isso a faria perder peso.

No final do programa, Jung convida duas amigas para dormir na sua casa. Aí, começa o ritual ao qual a menina se entrega todas as noites: fazer ginástica com as bochechas para perdê-las. Uma de suas amigas, muito gordinha por sinal, começa a rir e pergunta: não é melhor falar? Assim você se diverte e tem o mesmo resultado. :c)

Quando vejo isso, me pergunto: como essas crianças ficaram desse jeito? De quem é o problema? Dos pais? Da televisão? Das revistas de moda? Como criar uma criança na era da informação sem que ela seja bombardeada diariamente com propaganda de que magro é bom e gordo é ruim?

Escrito por Maria à s 01:56 PM | Mais: Elucubrações | Comente! (0)

fevereiro 05, 2003

Das palavras e do todo

Vi um programa no Discovery chamado "History of Writing". Fiquei fascinada. Os caras entrevistaram desde Nicholas Negroponte até professores de linguística sobre como a escrita acontece hoje em diversas culturas e como será no futuro.

Achei muito legal uma coisa dita meio que de passagem no documentário: as civilizações orientais, que utilizam a escrita por ideogramas, são treinadas a exercitar o lado direito do cérebro, ou a parte criativa, artística do ser humano. Por outro lado, nós, criados para ler linearmente, temos ativado nosso lado esquerdo, mais analítico e racional quando aprendemos a escrever.

Uma diferença básica acontece se pensarmos que a conotação nas línguas ocidentais ocorre quando há o posicionamento de uma palavra num cotexto especial ou, quando existe uma combinação de palavras para descrever uma situação. Nas línguas orientais, a conotação é dada por um só ideograma, que representa o todo.

O documentário não quis provar que os orientais são melhores do que os ocidentais, até porque se essa predominância do lado analítico fosse tão determinante não teríamos tantos artistas ocidentais e os orientais, em contrapartida, seriam incapazes de pensar linearmente.

O que achei fascinante é que o mundo oriental é repleto de milhares de "letras", os ideogramas, que, na verdade, são símbolos de situações, sensações, de um todo. Me lembro quando estava em um albergue de estudantes em Paris em 93 e conheci um rapaz de Hong Kong. Conversamos um pouco e pedi a ele que escrevesse o meu nome em mandarim no meu diariozinho de viagem (ver figura ao lado).

Depois de pensar muito e de falar o meu nome em voz alta várias vezes - dando ênfase especial à parte -ri, de Maria - ele desenhou o meu nome. Perguntei por que ele tinha dificuldade com essa sílaba e até me lembrei que eles não têm esse som de "r". Ele me explicou que estava tentando visualizar o meu nome antes de escrevê-lo. Fiquei encantada.

Escrito por Maria à s 10:57 AM | Mais: Elucubrações | Comente! (0)

fevereiro 04, 2003

Islândia

Tava lendo a revista Seleções daqui e vi um artigo muito interessante: descreve como o povo da Islândia conserva seu idioma. A matéria diz assim: "As sagas islandesas foram registradas em papel em 1200-1300 d.C. e as crianças islandesas de hoje as lêem no original. A leitura de algumas sílabas foi modernizada, mas no geral o idioma é o mesmo de mais de 800 anos atrás."

O intuito da matéria era entrevistar estudiosos da ilha para saber o que está sendo feito para defender o idioma islandês da invasão predadora do inglês. Para defender seu idioma, o governo da Islândia criou um instituto responsável em analisar cada neologismo, cada palavra emprestada, importada ou imposta culturalmente e achar um equivalente direto em islandês.

Existem palavras em islandês para tudo - tudo mesmo. Aí você pensa: "Sim, mas há também em português". Não, não há. O que em português é equivalente a "pager", aquele trequinho que existia antes dos celulares dominarem? Pois é, em islandês chama-se frioðþjófur, que quer dizer "ladrão de liberdade". Hahaha.

Mas por que esse povo luta tanto para manter seu idioma, pergunta o repórter da revista (obviamente americano ou inglês). "Porque essa é a nossa cultura", defende Ari Páll Kristinsson, chefe do Comitê de Terminologia. "Há inclusive um banco de palavras sustentado pelo governo e uma hotline para quem precise de ajuda para encontrar uma palavra em islandês", diz ele, em inglês perfeito.

Vivem na Islândia apenas 285 mil pessoas e a produção cultural é espetacular. Segundo a reportagem, um em cada dez islandeses escreve pelo menos um livro em sua vida. "Aqui, o ato de escrever é retratado quase como um dever nacional", escreve o repórter. Uma das editoras da ilha, a Eymundsson, funciona desde 1872 e publica cerca de 600 livros em islandês todo o ano.

Quero visitar a Islândia, mas preciso de patrocinadores, alguém se habilita? :cD

Escrito por Maria à s 09:46 AM | Mais: Cultura e comida | Mais: Elucubrações | Mais: Europa & Escandinávia | Comente! (0)

fevereiro 03, 2003

Transparente

Tenho minhas razões para estar danada. Não, não é TPM não. Aliás, isso é outra coisa que me deixa possessa. Quem reduz o mau-humor feminino a apenas duas categorias (as que estão em TPM e as que não têm namorado) está sendo machista e ignorante. Tenho todo o direito de acordar do lado errado da cama; gosto de ter a liberdade de dizer o que quero, quando quero e da maneira que quero.

É óbvio que sempre levo em consideração os sentimentos alheios. É por isso que, muitas vezes, não posso fazer o que quero e mandar ver. Afinal de contas, sou uma pessoa bem adaptada socialmente. Mas isso não impede que minha mente e minhas ações mostrem o que sinto. Não sou capaz de esconder uma emoção forte. Boa ou ruim. Get use to it.

Não é a toa que esse blog - que eu já disse quinhentas vezes, sou eu - chama-se Montanha-Russa. Sou uma criatura que muda sem parar. Basicamente, sou boa, doce e feliz, mas tem horas em que simplesmente fico com vontade de quebrar tudo, que nem heroína de novela das oito.

Escrito por Maria à s 04:44 PM | Mais: Irritação e ironia | Comente! (0)

GRRRRAAAAAWWWWWLLLL

Acho que paciência é uma virtude que deveria ser colocada em primeiro lugar no ranking das capacidades mais difíceis de ser atingidas pela raça humana. É claro que falo apenas por mim quando digo "raça humana" - mas tenho certeza de que muita gente se identificará.

Não há nada mais irritante do que se preparar para fazer alguma coisa e descobrir, no último minuto, que todas as suas preparações foram em vão porque uma outra pessoa tem uma visão diferente do que quer dizer organização.

Acho que tudo, na verdade, pode ser limitado ao que você espera dos outros. Você quer que haja um exército de gente que pensa, funciona e responda às coisas exatamente como você? Frustração certa. Afinal, aprendemos que o lance de conviver em sociedade é saber aceitar as diferenças alheias.

Ainda tenho um loooongo caminho pela frente no que diz respeito a esse aprendizado. Não, não quero um exército de "Marias" me seguindo e fazendo tudo do jeito que eu faço - seria demais até mesmo para o mais cabeludo dos egos - mas o que quero é um pouco mais de compromisso.

Será que é pedir demais?

E por compromisso quero dizer o significado anglo-saxão da palavra. Se você não sabe o que é, ah, pelamordedeus, give me a break. Procure num dicionário porque eu estou soltando fumacinha pelas narinas.

Escrito por Maria à s 02:28 PM | Mais: Irritação e ironia | Comente! (0)

fevereiro 01, 2003

Mais leve

Acabei de ver "Amelie Paulain" na TV. Que coisa mais linda!!!! :c)
Escrito por Maria às 09:58 PM | Mais: De bem com a vida | Comente! (0)