novembro 30, 2003

Primeiro Advento

Minha janela da sala, com a estrela de papel mais linda. O Father Christmas - figura imitando o papai noel todo de branco - nós ganhamos da minha sogra. Eu reso sempre pra ele não deixar ficar tão frio...
Hoje os suecos comemoram o Primeiro Advento com o Dia da Vitrine. Antigamente as lojas preparavam suas vitrines de Natal durante toda a semana por trás de proteções de papel. As surpresas eram desvendadas no domingo, mas as lojas permaneciam fechadas e as pessoas tinham que se contentar em apenas olhar e planejar o que comprar.
Hoje em dia a grana fala mais alto do que o desejo romântico coletivo e todas as lojas abrem - e vendem pra burro. Acabamos de voltar da cidade e eu nunca vi tanta gente no centro de Boden antes. Um milagre! A temperatura também está ajudando: dois graus positivos, sem vento! Maravilha!
Meu urso polar me lembrou que havíamos ido à cidade nesse mesmo dia, um ano atrás. Me lembrei que estava gelado, um vento frio horroroso e eu só queria ir embora dali, não vi vitrine nenhuma e voltei pra casa com os lábios azuis. Como nossa vida e nossas percepções mudam no espaço de um ano, hein?
São comemorados quatro adventos durante o mês de dezembro, todos os domingos, até o Natal. Comemora-se a chegada de Jesus, que como vocês sabem, acredita-se ter nascido dia 25 de dezembro. Há, então, uma série de rituais aqui, todos incluindo velas e luzes. Bem bonito. No primeiro advento pendura-se uma estrela na janela para significar a estrela que brilhou em Belém quando Jesus nasceu.
Há ainda o costume de se colocar quatro velas como centro de mesa e se acender uma delas em cada domingo. Eu não adotei esse costume porque tenho pânico de o apartamento começar a pegar fogo. Eu e Stefan não temos lá muito boa memória, então achei melhor me limitar à estrela, que vocês podem ver na foto acima. :c)
Escrito por Maria à s 02:17 PM | Mais: Cultura e comida | Mais: Europa & Escandinávia | Comente! (1)

novembro 29, 2003

Brasil na mídia escandinava

Acho que deve ser a saudade, porque venho percebendo ultimamente uma verdadeira inundação de Brasil por todos os cantos. A revistinha distribuída nos cinemas daqui traz uma matéria super positiva sobre o filme "Cidade de Deus", de Fernando Meirelles. Fico orgulhosa pelo filme, mas não pelo que se mostra nele (apesar de ainda não tê-lo visto).

Na quarta-feira estava assistindo ao programa do Jamie "The Naked Chef" Oliver e levei um susto quando ele começou a descrever os pratos que iria fazer: uma feijoada e pratos brasileiros. Parei no ato e não mudei de canal. Na cozinha toda enfeitada com bandeirolas do Brasil, ele cozinhou junto a "Sante" (deve ser uma variação do nosso "Santos"), um brasileiro - acho que carioca - que trabalha com o inglesinho há oito anos em Londres.

Eles fizeram de tudo: a feijoada me pareceu bem autêntica, apesar de o Jamie ter perguntado se não dava pra colocar uns tomates (!) ou umas batatas (!!!!!!) no feijão. O Sante quase caiu pra trás, claro, como qualquer brasileiro honrado. Mas o inglesinho não se deu por vencido e fez até bolinho de bacalhau, só que sem o bacalhau, mas com um outro peixe branco. E só pra sacanear o Sante, mudou a receita e botou chili no bolinho. Heresia! Heresia!!!!! :c)

Aí, no outro dia, estou eu assistindo à minha série dinamarquesa favorita "Nikolaj och Julie" e a Julie está jantando com a irmã, Søs, e um companheiro de trabalho dela. E o que está tocando de música de fundo? Sim, ele mesmo, João Gilberto. E não é a primeira vez que ouço música brasileira como background na TV. Um dos anúncios de um creme Nívea também tem música brasileira, dessa vez mais rápida, acho que da Daniela Mercury.

E como se isso já não fosse o suficiente, uma amiga que mora aqui perto me disse que a revista "Sköna Hem" [shôna rrem], algo como Casa Bonita ou Casa Confortável (o adjetivo skön é bem versátil) fez uma reportagem enorme sobre o Brasil. Comprei a revista e vi que não é apenas uma reportagem, mas uma edição inteira dedicada à arquitetura brasileira no Rio e em São Paulo.

O que é mais legal é que não se fala puramente de arquitetura, mas a matéria conta o que é ser brasileiro e tem insights muito bacanas. Diz lá: "Em São Paulo pergunta-se: 'Onde você trabalha?'. Enquanto que no Rio, a pergunta é outra: 'Onde você vai à praia?'". E olha, mesmo temendo as piadinhas dos meus amigos paulistas, devo dizer que isso é a mais pura verdade. :cD

Acreditem ou não, aqui está dois graus POSITIVOS. O maior presente de Natal pra uma carioca que não poderá ir derreter no verão do Rio esse ano. (Só pra esclarecer: a temperatura média dessa época do ano no local onde eu moro vai de 5 a 15 graus negativos. Por isso estou tão feliz.)

Essa semana foi complicada e não pude responder a emails nem visitar os blogs de vocês. Sorry. Logo, logo volto ao normal, ok? :c)

Escrito por Maria às 09:23 AM | Mais: Cultura e comida | Comente! (0)

novembro 27, 2003

Notas

Acabei de voltar do colégio. Hoje o dia foi longo mas produtivo e muito gratificante. Isso porque recebi minhas notas finais dos cursos que estou fazendo, mesmo ainda restando um mês para o final do semestre. E eu me dei bem! :c)

Consegui alcançar o conceito máximo, MVG (Mycket Väl Godkänt = Excelente), em duas matérias: ciências sociais e religião. Nas outras três, Sueco B para imigrantes, Psicologia e Sueco B comum, consegui tirar VG (Väl Godkänt = Muito bom), o que, pra mim, é ótimo.

A razão de eu estar apressando as coisas é que pretendo um dia conseguir uma vaga na universidade e essas notas ajudam muito a aumentar minha média geral, calculada tendo como base minhas notas no ginásio lá no Rio.

Não sei se vou conseguir uma vaga na universidade, o curso que escolhi é muito procurado, mas tudo bem. A gente tenta de qualquer jeito. Se der, deu. Senão, eu vou chorar na cama que é um lugar quente. ;c)

A foto que ilustra este post eu tirei agorinha, depois de ganhar de presente do meu urso polar esse vasinho com os cactus mais lindos. Queria ter cactus já tem um tempo, mas a grana sempre encontrava outros caminhos... Mas hoje, eu mereço. :c)

Escrito por Maria às 03:28 PM | Mais: Conquistas | Mais: Universidade | Mais: Variedades | Comente! (0)

novembro 25, 2003

Bowling for Columbine

Acabei de voltar do cinema. Minha turma de sueco foi assistir ao documentário "Bowling for Columbine", do Michael Moore (foto), que ganhou o Oscar esse ano. Excelente! Que filmaço! A história do documentário é simples: como os americanos são amedrontados diante de tudo e de todos e como a relação deles com armas de fogo não ajuda em nada a acabar com esse medo.

O filme é legal porque fala de assuntos importantes como violência, racismo e política de forma simplificada e irônica, mas muito inteligente. A parte do documentário que mostra o massacre de Columbine é tocante. Mostram-se os filmes de segurança da escola, com os estudantes sendo mortos na biblioteca da escola e os matadores com armas nas mãos, procurando as vítimas.

Mas o filme é muito mais do que isso. Moore visita vários estados americanos e usa imagens jornalísticas para descrever o medo constante com qual a sociedade americana é obrigada a viver no seu dia-a-dia. O filme é mais uma reflexão sobre o poder dos EUA no mundo e de como esse poder muitas vezes é exercido com violência. Eu recomendo muitíssimo.

Só pra fechar o assunto do islamismo, queria dizer o seguinte: nunca fiz apologia de repressão às mulheres. Aliás, o exemplo das mulheres foi infeliz. O que tentei dizer mas não consegui expressar, é que admiro a total entrega que a fé islâmica prega. Para eles, Allah é o maior e isso não se discute. Queiram ou não, deve ser uma sensação incrível de liberdade saber que a resposta para todo e qualquer problema está ao seu alcance, no Corão.

Com isso, não digo que sou a favor nem contra o Islamismo. Estou apenas comentando minhas impressões depois do que li. Acho que deve ser uma delícia poder acreditar em alguma coisa tão totalmente e se ver livre de todas as dúvidas com as quais vivemos diariamente. Mas concordo que não poder questionar uma religião é errado, ou no mínimo duvidoso. É isso.

Escrito por Maria às 04:29 PM | Mais: Cultura e comida | Comente! (0)

novembro 24, 2003

Post de segunda-feira


Não comerei da alface a verde pétala

Não comerei da alface a verde pétala
Nem da cenoura as hóstias desbotadas
Deixarei as pastagens às manadas
E a quem mais aprouver fazer dieta.

Cajus hei de chupar, mangas-espadas
Talvez pouco elegantes para um poeta
Mas pêras e maçãs, deixo-as ao esteta
Que acredita no cromo das saladas.

Não nasci ruminante como os bois
Nem como os coelhos, roedor; nasci
Omnívoro; dêem-me feijão com arroz

E um bife, e um queijo forte, e parati
E eu morrerei, feliz, do coração
De ter vivido sem comer em vão.

Vinícius de Moraes, Los Angeles, 1947

Escrito por Maria às 11:07 PM | Mais: Cultura e comida | Comente! (0)

Estudando o Islamismo

Estou estudando islamismo pra minha aula de religião. Tenho prova amanhã. Devo dizer que estou me surpreendendo favoravelmente com a fé islâmica pura, isto é, sem a parte do terrorismo, infelizmente cada vez mais ligado à imagem da religião fundada por Mohamed. Aprendo, além dos fundamentos da fé, um pouco de história, o que é fantástico.

Impressionante como o Islam puro e simples não tem nada a ver com a imagem que nós, povos do oeste, estamos acostumados a ouvir na TV. Agora é que eu vejo o quanto a cobertura jornalística tende mesmo a simplificar tudo o máximo possível. A notícia tem que estar digerida, pronta para o consumidor que não tem muito tempo para refletir sobre o que assiste, ouve ou lê.

O mais interessante é que, apesar do livro do meu curso ser simplificado, há uma parte lá em que se menciona a diferença de pensamento do mundo árabe e do mundo de cultura cristã do oeste. No tópico sobre mulheres e seu lugar na sociedade, por exemplo, explica-se que muitas mulheres muçulmanas não entendem o por quê de toda essa preocupação do mundo com a situação delas.

O questionamento se uma mulher deve ter o mesmo valor do que um homem é, ainda de acordo com o que diz o Corão, irrelevante simplesmente porque para eles, homens e mulheres são iguais, mas exercem papéis distintos na sociedade. Quem somos nós para dizer que eles estão errados? O mundo é outro. Veja uma das diferenças apontadas pelo meu livro e que diz respeito à diferença de base da fé para muçulmanos e cristãos:

No mundo muçulmano, a fé absoluta é a base para a tomada de decisão que leva a resolução da maioria dos problemas. Allah é absoluto e não pode ser questionado.
No mundo do oeste, quando se quer resolver um problema, parte-se de premissas distintas, adquiridas na antiguidade. Nós nos questionamos constantemente sobre como resolver o problema da melhor maneira possível.

Escrito por Maria às 04:42 PM | Mais: Universidade | Comente! (0)

novembro 23, 2003

Domingo

Acabei de ler o Coetzee. Muito bom, viu? Seco, direto e profundo. Bom mesmo. Mas da próxima vez, leio em inglês. Só digo mais uma coisa pra vocês: não sei porque existe cólica na vida. É uma dor totalmente desnecessária e estressante. Abençôo o criador do Ponstan e da bolsa de água quente. Até amanhã.

Escrito por Maria às 04:56 PM | Mais: Livros | Comente! (0)

novembro 21, 2003

Dia de inverno



Escrito por Maria às 03:14 PM | Mais: Variedades | Comente! (0)

novembro 20, 2003

Matemática

Na minha aula de ciências sociais estamos aprendendo conceitos gerais e básicos de economia. Coisas como PIB etc. É interessante, senão pelas informações em si, pelo menos pelo fato que meu vocabulário em sueco fica maior e mais diversificado a cada dia. Estaria tudo bem se agora não tivéssemos que desenhar gráficos de curva de oferta e de procura e, a partir desses gráficos, deduzir se a economia de mercado está sendo respeitada ou não.

É nesses momentos que regrido à Maria de 20 anos atrás e acontece uma coisa que detesto: me sinto burra. Aqueles numerosinhos, as percentagens, as frases complicadas dos problemas feitas pra fazer você "pensar". Cara, eu não agüento matemática. Tenho uma mente razoavelmente lógica, sou inteligente e tal, mas não me coloque na frente de um problema de matemática ou física porque eu simplesmente saio correndo.

Aquela coisa de x+y=z é tão chata que eu não consigo me interessar. Nunca consegui. Fiz de tudo para melhorar minhas notas, mas as matérias de exatas sempre foram muito difíceis pra mim. Me dê um texto complicado, com múltiplos subtextos, diálogos impossíveis, personagens sem lógica e eu ficarei feliz em tentar decifrar o que o autor quis dizer. Pra mim, sei lá, parece que há mais dimensões na palavra do que nos números.

Sempre tive sérios problemas com matemática, física e química, apesar de me sair um pouco melhor na última graças a um professor de primeira categoria, o Palhares. Mas nunca repeti de ano, como aconteceu com alguns amigos meus. Aí um dia quando eu já estava na faculdade me dando superbem com jornalismo e estudando sociologia, filosofia etc, aconteceu uma coisa que me fez pensar.

Fui ao casamento de uma amiga de colégio e, já na festa, reencontrei todos os meus antigos amigos, com os quais não tinha mantido contato algum por anos. Conversa vai, conversa vem, um dos meus amigos mais queridos, o Raimundo, me pergunta se eu estava gostando da universidade e quanto era o meu CR. Eu disse quanto era (era muito alto) e ele quase caiu pra trás. "Mas você era uma das piores alunas da turma!", ele disse.

Aí parei pra pensar. Sim, eu era realmente péssima em algumas coisas, mas em outras, como História, Geografia, Português, Inglês, Artes etc eu era boa aluna, não excelente, mas boa. Só que o que contava, pelo menos na minha época da ginásio, era mesmo o diabo da matemática. É por isso que sou tão traumatizada com esse inferno.

Escrito por Maria às 03:42 PM | Mais: Universidade | Comente! (0)

novembro 19, 2003

Lista de Natal

Recebemos ontem por email a lista de presentes que as sobrinhas do Stefan (deveria dizer minhas sobrinhas também, né?) querem ganhar no Natal. A mãe delas, Veronica, é irmã do meu urso polar. A lista é hilária, vejam só:

Desejos das crianças:
1) Vale-cinema;
2) Cortinas de banho ("Amanda prefere que elas tenham corações estampados e venham em duas cores: rosa ou lilás");
3) Vale-presente pra Kapp-Ahl (loja de roupas daqui);
4) Relógio com alarme (Veronica escreve: "Minha idéia. Elas precisam aprender a acordar sozinhas. Especialmente Emelie.");
5) Uma mãe e um pai novos ("De preferência eles devem ser rei e rainha, ser podres de ricos e morar num castelo. Idéia da Josefine.")

Desejos da Veronica:
1) Que Stefan e Maria estejam felizes no dia de Natal;
2) Que as crianças estejam mais felizes ainda no Natal;
3) Poder dormir até tarde no dia de Natal;
4) Um marido que seja rápido e efetivo no dia de Natal;
5) Uma sogra simpática no dia de Natal, que não reclame do peso do filho e que, ao mesmo tempo, reclame que ele não comeu tudo o que deveria.

Desejos do marido dela:
1) Dormir;
2) Comer;
3) Dormir na comida;
4) Comer depois de dormir;
5) Dormir no prato.

Desejos da Lona, a cachorrinha:
1) Um osso gostoso;
2) Dois ossos gostosos;
3) Três ossos gostosos;
4) De preferência quatro ossos gostosos;
5) Dar uma mordidinha na perna da sogra.

Escrito por Maria à s 08:06 AM | Mais: Aniversários | Comente! (0)

novembro 15, 2003

Noite quase perfeita


Eu e meu urso polar não íamos ao cinema já fazia séculos, então resolvemos tirar a barriga da miséria neste sábado a noite. Nos mandamos pra Luleå e às três e meia da tarde vimos "Finding Nemo". MA-RA-VI-LHO-SO. Estou morrendo de rir até agora da Dory (cuja voz é da divertidíssima Ellen DeGeneres) falando a língua das baleias. Ela é a melhor coisa do filme! Vão ver!!! Vocês não podem perder!!!!
Depois demos uma volta pela cidade, comemos um sanduíche e nos metemos no cinema de novo, dessa vez para ver "Matrix Revolutions". O que eu achei? Não gostei. Tem alguns efeitos bacanas, mas nada que se compare ao impacto que o primeiro filme causou. Nada. Não recomendo. É divertido e tal, mas meio longo e paradão. No final é que tem umas cenas legais. Já deveria ter notado aí que a noite não seria exatamente perfeita...
E é claro que em se tratando de Maria+Stefan não poderia faltar uma pitada de aventura na noite. Colocamos nosso carro num estacionamento coberto, com rede elétrica para aquecê-lo. Depois do "Finding Nemo" e do sanduíche, fomos lá e colocamos mais moedinhas no treco. Só que os dois bocós aqui não viram que o tal do estacionamento fechava às 20hs. Quando saímos do cinema, às 20h30, estávamos sem carro.
Ligamos pra empresa que administra esses estacionamentos e ficamos sabendo que eles viriam logo abrir a garagem, mas nós teríamos que pagar 400 coroas (cerca de 30 dólares). Achamos um absurdo porque não havia nada escrito nas placas do lado de dentro nem de fora do local. Quando o guarda veio, começamos a discutir educadamente mas dissemos que aquilo era um absurdo.
Não quero falar mal daqui da Suécia não, sabe. Gosto de morar aqui etc e tal. Mas esse tipo de coisa me irrita. A gente não pode deixar o carro até mais tarde num local fechado porque esse pessoal vai pra cama com as galinhas! Ah, que saco! No final deu tudo certo, graças a Deus. Acabou que Stefan conhecia o cara, tinha até trabalhado com ele. Tiramos o carro de lá de graça. Mas poderíamos ter ficado sem essa.
Aí fico tentada a dizer: "Ah, se fosse no Rio, nada disso teria acontecido!" Bom, realmente é difícil imaginar ter de esperar por dez minutos num frio de seis graus negativos pelo cara para abrir a garagem. Seria mais fácil acontecer assim: eu estacionaria o carro e eles fechariam as portas. Aí eu teria que esperar uma hora num calor de 30 graus no meio da rua escura, seria assaltada três vezes e o cara ainda me pediria a grana da "cervejinha" dele. Não, tô fora.
Escrito por Maria às 10:03 PM | Mais: De bem com a vida | Comente! (0)

novembro 14, 2003

Provona

Tô cansadona. Acabei de chegar em casa depois de fazer uma prova por quase cinco horas. É isso mesmo, vocês leram certo, cinco horas. Trata-se da prova nacional final do último nível de sueco. Ela dura cinco horas porque é, na verdade, uma "redação". Coloquei entre aspas porque não basta escrever qualquer coisa.

O lance é que semanas antes das provas - sim, são três as danadas - lê-se um caderno com textos sobre variações sobre o tema central, que nesse semestre é "Tempo". Falamos sobre estresse, falta de tempo, gente que tem tempo demais e acaba fazendo besteira etc. Além dos textos, você recebe nessa última prova uma folha com nove questões, das quais deve escolher apenas uma.

Isso porque em cada questão pede-se para se explicar, justificar, comparar e exemplificar nossas opiniões, citando pedaços de um ou dois textos do caderno. Não é difícil, mas é trabalhoso. Resolvi que me concentraria para escrever o máximo possível antes da hora do almoço, que estava marcado de 11h15 às 11h45. Começamos às 8h20 e às 10h30 eu já näo agüentava mais ficar sentada.

Fui dar uma volta, refrescar as idéias. Almocei e voltei pra terminar. Por isso é que a prova dura cinco horas. Como é quase impossível colar na preparação de um texto longo, temos essa liberdade de sair e voltar. Acabei escrevendo mais do que o pedido - máximo de 800 palavras. Dei uma enxugada no texto, que tinha o sugestivo título "Hur lång är tiden?" ("Quão longo é o tempo?" - não fui eu quem o escolheu) e fechei a conta com 786 palavras.

O melhor dessa história toda é que pudemos fazer a prova em computadores. Ficou infinitamente mais simples escrever, pelo menos pra mim, que crio melhor direto no micro. A outra coisa boa foi que nós, imigrantes, pudemos usar nossos dicionários. Eu não me fiz de rogada e levei a turma toda: sueco-sueco, inglês-sueco/sueco-inglês; sueco-português; sinônimos em sueco e até meu dicionário de inglês para quem fala português (da Martins Fontes, muito bom).

Não sei como me saí, mas tentei explicar que pra mim o conceito de tempo é relativo, dependendo se você persegue a pontualidade perfeita ou se leva a vida aproveitando os momentos quando eles se apresentam. Quando se é feliz num instante, vive-se numa outra dimensão, onde o tempo perde em importância para a experiência em si.

Complicado? Bom, fez sentido na hora.

Escrito por Maria às 01:58 PM | Mais: Universidade | Comente! (0)

novembro 13, 2003

Tem que rir pra não chorar


Presente da sumida Marcia Aguiar.

Escrito por Maria à s 02:41 PM | Mais: Irritação e ironia | Comente! (0)

Biscoito fino

Prestem bem atenção que chique: o tradutor dos livros do meu pai na Catalunha (ou seria Espanha?), Josep Domènech Ponsa, já traduziu um dos poemas para o catalão do novo livro do meu pai. Não tenho como analisar o poema (quem sou eu) mas posso dizer que saboreio o idioma e noto traços de francês, italiano, espanhol e até português. Logo abaixo o poema no original. Enjoy!

19

Escriure el pensament a mà.
Reescriure passant en net
passant la pinta gruixuda, ratllar
guixar a la interlínia, copiar
aguantant-se el cap, pels cabells
escrivint a màquina, passant la pinta
fina furiosa, corregint, suant
i escoltant el temps de la respiració.
Després, teclejar sense dolor, esborrant
absolutament l'error, errar.

19

Escrever o pensamento à mão.
Reescrever passando a limpo
passando o pente grosso, riscar
rabiscar na entrelinha, copiar
segurando a cabeça, pelos cabelos
batendo à máquina, passando o pente
fino furioso, corrigindo, suando
e ouvindo o tempo da respiração.
Depois, digitar sem dor, apagando
absolutamente o erro, errar.

Armando Freitas Filho, Numeral / Nominal. Editora Nova Fronteira, 2003.
Escrito por Maria às 07:45 AM | Mais: Livros | Comente! (0)

novembro 12, 2003

Sem alfinetes

Ai, que coisa horrível esse botão novo que a Bravenet resolveu colocar no GuestMap (Veja ali ao lado, na coluna roxa). Estou tristíssima com essa coisa que muda e pisca o tempo todo. Parece um comercial barato... Acho que vou tirar o mapa daí. Até porque já ultrapassei o limite de 100 pessoas alfinetadas, de forma que os antigos desaparecem. Que saco!

Alguém tem idéia para uma alternativa? Um GuestBook, talvez? Sou meio resistente à idéia porque acho que as pessoas deixariam de comentar... Mas, ao mesmo tempo, é superlegal ler o que se escreve no livro de visitas. A última vez que escrevi em um foi numa exposição de jardins e flores. Botei lá: "Lindo o seu jardim. Parabéns! Maria Fabriani, de Boden e do Rio de Janeiro". Ha! :c)

Escrito por Maria à s 10:20 AM | Mais: Irritação e ironia | Comente! (0)

novembro 11, 2003

Uma, duas, três... mais coisas

São três da tarde e o sol está se pondo. Não sinto tanta falta da luz, até porque sei que dentro em breve vamos começar novamente a ganhar preciosos minutos de luz todos os dias, depois do solstício de inverno. Ainda bem. Quase não tenho angústia de escuridão e nem de frio, mas o dia 22 dezembro é muitíssimo bem-vindo.

Acabei de voltar da farmácia onde fiquei sabendo por acaso do lançamento de uma espécie de seringa-pistola especial para se dar remédios para gatos e cachorros. Comprei duas e vou mandar pra mamãe de Natal, para facilitar a vida dela. (Veja imagem ao lado)

Se lembram da neve que veio no final de outubro? Quando tirei aquela foto das pegadas? Pois é, derreteu tudo. Deve nevar dentro em breve, mas quanto mais pra dentro de novembro, melhor. Já até guardei novamente minhas botinas McKinley e voltei a usar meus velhos Reeboks pretos.

Abraço todos os dias o cachorro de pelúcia que comprei em 97 na FAO Schwartz em São Francisco e penso no meu irmão, que sempre adorou aquele cachorro. Agora Carlos não se interessa mais por essas coisas, afinal ele já é um adolescente. Mas sinto falta do meu irmãozinho querido... grande ou pequenininho.

Ai, que saudades. :c(

O livro da Marianne Fredriksson é bom; parece uma espécie de literatura fantástica escandinava. É uma Isabel Allende com tensão psicológica, entende?

Escrito por Maria às 03:16 PM | Mais: Variedades | Comente! (0)

novembro 10, 2003

Os suecos que fazem bem à saúde

Terminei de ler ontem de manhã o "Lasermannen - en berättelse om Sverige". Na verdade, eu não li o livro apenas. Eu o estudei. Recomendo-o a quem puder ler. São 400 páginas interessantérrimas. Tomara que seja logo traduzido. Será que nenhuma editora brasileira se interessaria? O livro tem inclusive uma conexão com o Brasil, já que uma das vítimas do Homem do Laser foi uma brasileiro, Herbeson da Costa, de São Bernardo dos Campos.

Comprei online e espero receber em breve "Pojkår", do J.M. Coetzee - ganhador do Prêmio Nobel de Literatura desse ano. Na verdade queria lê-lo em inglês, mas a edição britânica era tão mais cara que resolvi dar uma de econômica - vulgo sovina - e me contentar com a versão local. Tomara que eu não perca muito. Em inglês o livro chama-se: "Boyhood: Scenes from Provincial Life".

Ontem estava navegando quando me deparei com o site da exposição "Improving Life - the design of Swedish innovations", que aconteceu durante o mês de outubro em São Paulo. A exposição mostrou invenções suecas que facilitaram (e ainda facilitam) a nossa vida.

A gente não sabe, mas tem um dedinho sueco em muitos aspectos do nosso dia-a-dia. A saber: foram os loirinhos daqui que inventaram o zíper, os fósforos, os aspiradores de pó, a dinamite, a xilocaína, o cortador de grama, os hormônios de crescimento e até a chave-inglesa, que na verdade deveria ser chamada chave-sueca. Tem muito mais. Veja aqui.

Escrito por Maria à s 10:28 AM | Mais: Europa & Escandinávia | Comente! (0)

novembro 09, 2003

O que será, será... Será?

Ontem assisti ao filme "Sliding Doors", com a Gwyneth Paltrow. Já tinha visto o filme antes, mas decidi ver de novo porque gosto dessa coisa da relatividade do destino - se é que existe tal coisa como destino. Anyway, depois do filme, não pude deixar de me perguntar umas coisas.

Imagine se eu tivesse resolvido ficar no Brasil, como minha vida estaria agora? Bom, primeiro acho que eu teria trabalhado por mais um ano na Globo.com, mas provavelmente seria mandada embora quando a Globo.com se transformou em Globonews e depois em um pedaço do Globon.

Estaria ainda morando no meu amado apartamentinho na Urca, mesmo tendo que pagar um aluguel caro. Muito provavelmente, depois de ser demitida começaria a escrever frilas pra revistas em geral e tentaria um emprego numa assessoria de imprensa.

Continuaria a ter contato diário com minha família e meus amigos. Acho que Stefan teria ido morar comigo no Brasil, mas não posso ter certeza se ele realmente teria coragem de largar tudo e ir. Mas acho que sim. Também é interessante pensar no que eu não teria feito, caso permanecesse no Brasil.

Nunca teria aprendido sueco tão bem; provavelmente nunca conheceria iranianos, bósnios, croatas, iraquianos, turcos, russos, assim como, claro, outros suecos (a não ser Stefan). Não teria oportunidade de me sentir viva, vivendo um amor e nadando contra a corrente social que teima e me colocar "no meu lugar".

Nunca teria visto tanta neve e nunca teria experimentado a sensação de beleza da aurora boreal. A questão é: será que eu estaria mais feliz? E a resposta é: impossível saber.

Aliás, completo hoje dois anos e meio de Suécia. :c)

Escrito por Maria à s 02:09 PM | Mais: Elucubrações | Comente! (0)

novembro 08, 2003

Está provado!

Cientistas da Universidade de Cornell nos EUA provaram o que eu sempre soube: cacau tem mais qualidades antioxidantes do que chá e até vinho tinto. Sempre soube que minha pele de pêssego não era apenas fruto de bons gens... Hohoho.

Escrito por Maria à s 02:37 PM | Mais: Irritação e ironia | Comente! (0)

novembro 07, 2003

Boa noite.

Boa noite.
Escrito por Maria às 10:13 PM | Mais: Variedades | Comente! (0)

Açúcar e amargura

O detran sueco estuda a possibilidade de colocar açúcar nas ruas e estradas cobertas de gelo durante o inverno. Até agora usava-se sal para facilitar o descongelamento do asfalto. A razão oficial da mudança é que o sal pode penetrar na terra e piorar a qualidade da água potável. Mas, na verdade, sabe-se que o sal ocasiona ferrugem nos carros. Os especialistas dizem que o açúcar, nesse caso, apresenta o mesmo efeito do sal no asfalto gelado.

Resolvi comentar essa notícia trivial porque na verdade estou cansada de me revoltar contra absurdos. Precisava mesmo falar de açúcar, de preocupações leves, planos ligeiros e pequenas curiosidades. Isso porque, enquanto joga-se açúcar nas ruas e estradas suecas, no mundo real - vulgo Brasil - velhinhos de mais de 90 anos são obrigados a ir aos postos do INSS para se recadastrar. É demais pra minha cabeça.

Update::: A Cintia me perguntou porque eu não quebrava o pau aqui por causa dessa coisa das pensões. Bom, antes que eu perca minha fama de "boa de briga", ermm, eu explico. Não reclamo pro governo porque sei que não tem ninguém do outro lado, ouvindo. Não quero dar uma de Snoopy e escrever aqui na minha torre de gelo pros poderosos do país. Essa indiferença oficial brasileira me fere profundamente.

A razão pra isso é que essa história de desrespeito com os idosos e com suas famílias me é muito próxima, já que minha avó materna depende de suas pensões e tem 92 anos de idade. Minha mãe terá de ir ao posto do INSS enfrentar fila para evitar que a economia delas vá pro beleléu. Isso me deixa tão enlouquecida que não consigo organizar minhas idéias, os sentimentos pululam no meu cérebro e eu acabo perdendo o fio da meada.

Escrito por Maria à s 04:45 PM | Mais: Irritação e ironia | Comente! (0)

novembro 06, 2003

Primeira gången

Acabei de chegar em casa. Dia loooooooongo e prova. Fui bem. Ufa! Na aula de psicologia alguns alunos apresentaram seus trabalhos de aprofundamento. O meu foi sobre Lekterapi. Não sei a tradução para portugisiska, mas é mais ou menos uma "terapia da brincadeira". É um tratamento para que crianças com traumas e dificuldades psicológicas em geral consigam vencer seus medos e voltem a se desenvolver normalmente.

Mas não é sobre isso que quero escrever hoje. É que pela primeira vez desde que comecei a estudar sueco aconteceu uma coisa muito bacana: estava assistindo a uma apresentação de um aluno que falava sobre esquizofrenia e fiz uma anotação sobre o cara, pensando: "Vou anotar isso aqui pra poder comentar no blog depois". O engraçado é que quando fui olhar a anotação agora, vi que ela está escrita em sueco.

Aí você pode perguntar o que é que há de errado com isso. E eu respondo: é que eu me lembro claramente de ter pensado enquanto anotava "vou escrever em português pra garota que senta do meu lado não entender". Escrevi allt som jag ville fast på svenska. Estranhíssimo como o cérebro engana a consciência. :c)

Minha anotação era sobre o cara que estava aprensentando, Hans, que foi adotado na China. Achei engraçado um chinês com nome Hans. Ainda mais interessante é que ele conseguiu apresentar o trabalho sem mexer um músculo da face. Quando falava mal abria a boca. Um fenomen.

Escrito por Maria à s 03:47 PM | Mais: Elucubrações | Mais: Universidade | Comente! (0)

Bom dia.

Bom dia.
Escrito por Maria à s 05:39 AM | Mais: Pra frente é que se anda | Comente! (0)

novembro 05, 2003

Oi

Estou estudando, não dá pra escrever hoje. Bisous.

Escrito por Maria às 02:47 PM | Mais: Universidade | Comente! (0)

novembro 04, 2003

A "praia" sueca

Sou carioca e cresci ouvindo que o ambiente mais democrático do Rio é o das praias - apesar desse conceito de democracia praiana ser bem polêmico, dependendo de quanta grana você tem, de onde você mora e até do seu corpo. Mas mesmo assim, os cariocas gostam de se iludir dizendo que o Rio é igualitário quando todo mundo fica semi nu estendido na areia. Pois eu acho que descobri a "praia" sueca.

Sexta-feira passada fomos comprar vinho para um jantarzinho que faríamos no sábado para amigos. Esqueci se já escrevi sobre isso, mas aqui a venda de álcool é monopólio do governo, que monta lojas, chamadas System Bolaget, em todas as cidades do país. Lá encontra-se vodka, cerveja, vinho do mundo inteiro e bebidas em geral. Enquanto esperavamos pela nossa vez, olhei em volta e tive um insight.

Os geralmente sérios e tímidos suecos conversavam animadamente entre si. Riam, sorriam. Falavam inclusive alto, o que é uma raridade. E todos ainda estavam sóbrios. Quando chegamos lá a senha que estava sendo atendida era 428. A nossa era 497. Esperamos por 30 minutos e eu percebi que tinha descoberto a praia sueca, onde todos são iguais e estão em busca de divertimento e relaxamento.

Esse fenômeno engraçado se deve ao fato da bebida fazer parte da cultura escandinava em geral e sueca em particular (assim como norueguesa, finlandesa e dinamarquesa). Enquanto na Itália e no Brasil a festa é em torno da mesa, aqui comida é detalhe. A festa só começa mesmo quando as garrafas de vodka são abertas. Acho que se encontrar no systemet - como as lojas são carinhosamente chamadas - é uma das atividades sociais mais expansivas daqui.

Passou um comercial na TV no Natal passado em que um senhor sueco teve um pesadelo e acordou gritando. A mulher perguntou o que era e ele descreveu um pesadelo horrível, o mundo iria acabar, as pessoas eram queimadas vivas e, por fim: "O systemet tinha fechado!" :c)

Escrito por Maria à s 12:34 PM | Mais: Cultura e comida | Mais: Europa & Escandinávia | Comente! (0)

novembro 03, 2003

Ói nóis aqui

O Montanha-Russa saiu no caderninho de informática do Globo! Valeu pela matéria superbacana, André! A reportagem está aqui.

Escrito por Maria às 01:29 PM | Mais: Variedades | Comente! (0)

novembro 01, 2003

Sobre livros

Terminei de ler o "Five Quarters of the Orange" (Joanne Harris) ontem e tenho que dizer que gostei muito. Adorei a coisa da mãe escrever um diário em seu livro de receitas. Ela faz confissões entre listas de ingredientes e modos de fazer. Muito bom. É uma literatura mais feminina, devo dizer. Mas a história propriamente dita - o que aconteceu com uma família numa cidadezinha do Vale do Loire na França durante a Segunda Guerra Mundial - é interessante para homens também. Acho que vou comprar mais livros da Joanne Harris. Além de Chocolat, alguém já leu mais algum que valha a pena?

Ontem à noite comecei a ler "Lasermannen : En Berättelse Om Sverige". O título pode ser traduzido como: "O homem do laser - uma história sobre a Suécia". Peguei o livro às 23hs e não consegui mais largar. Fui dormir tardíssimo. O livro é, na verdade, uma reportagem-livro do jornalista Gellert Tamas na qual ele reconstrói a Suécia de 1991-92, quando John Ausonius matou um homem e feriu outros dez com sua arma com mira a laser. Todos os homens feridos eram imigrantes. Detalhe: Ausonios era ele próprio filho de imigrantes. O livro é fenomenal.

Tamas constrói a narrativa perfeitamente, dando todos os detalhes importantes de background de cada participante da trama, desde Ausonius, cuja mãe era alemã e o pai suíço, até as vítimas (imigrantes da Eritréia, do Irã etc), como fugiram de seus países e seus planos em ter uma vida melhor na Suécia, passando por políticos que à época construíram mais um partido político de extrema-direita e conseguiram inclusive assentos no parlamento.

Além de contar uma história eletrizante de uma mente que enlouquece aos poucos no meio da pacífica Suécia, Tamas constrói um cenário social interessantíssimo, de como seu país funciona. Estou encantada. O livro me lembra muito "A Sangue Frio" de Truman Capote (que meu pai me emprestou anos atrás). Alguém aqui leu? É simplesmente M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O.

UPDATE => Tem até um brasileiro entre as vítimas do "Homem do laser" sueco. Herbeson Vieira da Costa, de São Bernardo dos Campos, foi a quarta vítima do maluco em Estocolmo. Ele foi atingido por três tiros mas conseguiu sobreviver (pelo menos até a página 121, onde parei de ler ontem à noite)

Escrito por Maria às 12:50 PM | Mais: Livros | Comente! (0)