novembro 15, 2005

Prova - o resultado

Ai, estou tão feliz! Passei na prova de ciências políticas! E passei bem! De 48 pontos possíveis tirei 42,5!!!!!!!!!!! Já dancei sozinha aqui em casa, me abracei e agradeci a mim mesma pela paciência e pela disciplina que tive durante todo o curso, apesar de muitas vezes achar que minha vaquinha estava enveredando pelo caminho do brejo.

O professor, Bo (pronuncia-se Buu), é um amor de pessoa, cultíssimo e muito bem humorado. Ele ficou contente de eu ter tirado uma nota tão boa e deixou até um recado superlegal no final da prova:

"Underbart Maria! Jag visste det! Strålande insats och tyvärr får jag inte ge dig ett VG! 'Brasiliansk samba' i toppklass! Lycka till i fortsättningen!"

O que quer dizer: "Fantástico Maria! Eu sabia! Participação brilhante e é uma pena que eu não possa te dar um VG! 'Samba brasileiro' de primeira classe! Boa sorte no resto do curso!"

(A coisa do VG é o seguinte: no meu curso recebemos conceitos para passar. Pode-se tirar IG (icke godkänt) pra quem não foi aprovado ou G (Godkänd) quer dizer aprovado e é o conceito máximo de quem passou, não importantando se com a nota máxima ou apenas acima da média mínima).

Estou nas nuvens!

A palavra em sueco do dia é självkänsla, amor-próprio.

Posted by Maria at 04:04 PM | Comments (22)

agosto 16, 2005

:c)


churchsign2.jpg

Tem coluna nova lá no WNews. Sobre a importância do tamanho para a satisfação humana. :c)

A palavra em sueco do dia é storlek [sturlek], tamanho.

Posted by Maria at 11:25 AM | Comments (7)

junho 09, 2005

Novidade


bandeira_sueca_tremulando.jpgSeguinte: agora sou cidadã sueca. A decisão do órgão de imigração demorou cinco dias úteis. Dia 26 de maio recebi a confirmação que meus documentos chegaram e que meu caso estava sendo analisado. Ontem recebi meu diploma, que havia sido assinado dia 2 de junho.

Nós, suecos, somos muito eficientes, né? HOHOHOHOHOH

Quando o correio de ontem veio, vi um aviso pra eu ir buscar uma encomenda no posto de gasolina. Aqui o correio racionalizou tanto para poupar dinheiro, que os pacotes maiores ficam a espera de seus destinatários no posto de gasolina mais próximo.

Fui, achando que era alguma coisa do Brasil. Feliz em receber farinha, shampoo Seda e sabonete Phebo, dei o papel pro rapazinho no caixa. Mas ele não veio com uma caixa. Em troca de uma assinatura minha, me deu um envelope branco tamanho A4. Abri ali mesmo e vi meu diploma.

hus.jpgFiquei lá, em pleno posto de gasolina, com meu diploma atestando que eu era sueca na mão, meio que sem saber o que fazer. Bem low profile, assim como nós, suecos, gostamos. Hohoho.

PS.: Sim, continuo sendo brasileira, claro.

Posted by Maria at 09:39 AM | Comments (33)

maio 04, 2005

Virei colunista

Quarta-feira boba sem ter muito o que fazer? Dá um pulo no mais novo canal de notícias de tecnologia do site da Oi. Mais precisamente, leia a minha coluna, ou dê uma geral nos outros colunistas.

Te mete! Hohoho!

Teria de escrever sobre tecnologia, sendo uma ex-repórter da área e morando numa das regiões mais desenvolvidas nesse segmento no mundo, mas na verdade, a coisa da tecnologia é apenas um detalhe. Tentei quinhentas e cinco vezes escrever algo sério, taciturno, técnico e... não consegui. Ou melhor, consegui sim, porque os textos ficaram chatíssimos! Apaguei tudo e escrevi um post, como se o tivesse escrito pra publicar aqui no Montanha... Aí, deu certo.

Posted by Maria at 10:46 AM | Comments (19)

abril 11, 2005

Na correria

Imprestável, eu ando imprestável, eu sei. Emails não respondidos, contatos não estabelecidos, me perdoem. A vida anda corrida aqui no topo do mundo. Não vi enterro do papa, nem casamento de Charles e Camilla, nem mais nada. Lá no "trabalho" as coisas andam bem. Na sexta foi emocionante: fomos buscar refugiados novos que estavam chegando diretamente a Luleå depois de viajar meio-mundo (literalmente). Cansados mas felizes, eles agradeceram muito pela possibilidade de vir morar na Suécia, o que representa muitas vezes uma possibilidade de sobrevivência, uma vida nova. E-mo-ci-o-nan-te.

No final de semana nem chance de descanso. Sábado meu urso recebeu uma medalha no seu trabalho (trabalhar no exército tem dessas, ao invés de aumento no salário, nego afaga o ego do funcionário dando uma medalhinha aqui, outra ali) às dez da matina. Antes disso, já tínhamos limpado e arrumado o apartamento todo porque às duas da tarde iriamos receber a irmã de Stefan com o marido prum café/almoço. Saí da cerimônia da medalha lá pelas 11 da manhã e fui entrevistar uma pessoa pro meu "trabalho". Tudo correu bem e, quando cheguei em casa às três da tarde, bufando por estar atrasada, eles ainda não haviam chegado.

Bom, o café/almoço virou jantar porque eles só chegaram às sete da noite. Nem sei que horas eram quando eles foram embora, mas só me lembro de ter colocado a camisola e ter apagado na cama. Ah! Passei no último curso da universidade, "Qualidade de Avaliação"! Amém! Terminei de ler o livro "How To Lose Friends And Alienate People" do jornalista inglês Toby Young. Muito engraçado, recomendo. Agora comecei dois livros: "Hälsans Mysterium" (ou "O Mistério da Saúde"), de Aaron Antonovsky (pro "trabalho") e "Brick Lane" de Monica Ali (porque preciso descansar Tico e Teco de vez em quando). Na TV hoje tem estréia: "CSI New York" com o pãozaçoaçoaço Gary Sinise.

E vamo que vamo. :c)

Posted by Maria at 04:48 PM | Comments (22)

abril 02, 2005

"Férias" e "trabalho"

lindinho.jpgBom, estou voltando aos poucos. Essas férias na verdade não foram férias do sentido convencional da palavra. É que desde terça-feira passada (segunda foi feriado) estou "trabalhando" no escritório que recebe refugiados e imigrantes da cidade de Luleå (distante 30 minutos de carro de Boden). A palavra "trabalhando" aparece entre aspas porque o que faço na verdade não é um trabalho per se, mas uma espécie de estágio acadêmico, também chamado de "trabalho de campo" (fältarbete), que faz parte do currículo da universidade.

Acompanho os profissionais, observo, aprendo e, no final, escreverei um trabalho de aproximadamente 20 páginas sobre alguma coisa que achei interessante. Ainda não me decidi sobre o quê escreverei, no entanto. No momento funciono meio que no automático, anoto quase tudo que ouço e chego em casa quase morta de cansaço. O problema é que não posso discutir minhas impressões com ninguém, nem com meu urso. A razão é que tudo o que acontece lá é confidencial. Mas o que posso dizer é que está sendo uma das experiências mais emocionantes da minha vida.

lindinha.jpgÉ, eu sei que é sacanagem não contar nada e escrever isso aí em cima, mas entendam, aqui o lance é sério mesmo. Mas que dá vontade de escrever um livro sobre as vidas de várias pessoas que encontrei lá, ah isso dá. Nessa semana conheci desde médicos e professoras a analfabetos, passando por enfermeiras e até um padre. Gente vinda de Burundi, Colômbia, Eritréia, Iraque, Burma, Irã, Camarões, Afeganistão e do Sri-Lanka. A cidade de Luleå recebe todos os anos uma quota de refugiados indicados pelo órgão United Nations High Commissioner for Refugees (UNHCR) e é com eles que lidamos.

Não posso contar mais do que isso, mas afirmo o seguinte: acordo todos os dias às seis da matina feliz da vida. :c)

Posted by Maria at 08:33 AM | Comments (16)

fevereiro 24, 2005

Alegria pura

tulipas_amarelas.jpg

Acabei de fazer algo que nunca havia feito antes: comprei um buquê de tulipas amarelas pra mim mesma no supermercado. A razão? Ah... Simples: PASSEI NA PROVA DE ESTATÍSTICA!!!!!!!!!! :c)))

Ah, que delícia de sensação! Livre! Estou livre dessa maluquice! Ahhhhhh!!!! Conquistei 27 pontos de 40 possíveis. Para passar precisávamos de 20. Minha felicidade aumenta ainda mais quando olho pras minhas tulipas, que são intensamente amarelas. Eu as carrego por todos os cômodos da casa: na cozinha, onde almocei; no quarto, onde li jornais antigos; agora na sala de jantar, onde escrevo; e aqui no Montanha, como um agradecimento a vocês todos que me deram a maior força. Valeu! :c)

Acabei de voltar da cidade onde fui comprar um fichário pra arquivar minhas anotações do curso de estatística. Só que a papelaria é ao lado da minha livraria favorita. Eu, feliz da vida, não resisti - ou melhor, nem tentei resistir - e comprei dois livros: "Blonde", de Joyce Carol Oates (uma biografia romanceada de Marilyn Monroe), e "How to lose friends an alienate people", de Toby Young (um livro-reportagem sobre o tempo em que o britânico Young trabalhou como repórter na revista Vanity Fair americana, com muita fofoca, intriga e o humor cínico britânico).

Oi, viva eu
oi viva tu
viva o rabo do tatu. UHU! :c)

Posted by Maria at 08:35 PM | Comments (21)

novembro 03, 2004

Altos e baixos


Hoje saiu o resultado da minha prova do curso jurídico e eu PASSEI!!!! Me dei muito bem no trabalho especial, chamado Promemoria. De 7 pontos possíveis, conquistei 6,5 (ninguém ganhou 7). Na prova propriamente dita, de 26 pontos possíveis, consegui 19,5. Tudo isso somado, minha nota final foi de 26 pontos (33 pontos era o máximo possível) Uma amiga do meu grupo tirou a maior nota das 86 pessoas no curso, 28,5 pontos. Estou TÃO FELIZ que poderia gritar. Dançar eu já dancei em plena universidade quando recebi o resultado hohohohoh.

Depois ainda tem gente que me pergunta o porquê disso aqui se chamar Montanha-Russa. Basta comparar o post passado com esse daqui e você logo compreende... :c)

Só não fico mais feliz porque parece que o Bush vai levar mais essa e que teremos de suportar mais quatro anos com um boçal no posto de homem mais poderoso do planeta. É lamentável.

Posted by Maria at 01:15 PM | Comments (32)

outubro 11, 2004

Conquista

Hoje estou TÃO feliz! Lara-ri lá lá
Posted by Maria at 01:16 PM | Comments (14)

outubro 09, 2004

100.000

contador.jpgNão costumo escrever sobre isso, mas agora é importante: o Montanha está perto de chegar acabou de chegar à marca das 100 mil visitas. Fico tão feliz de ser visitada por quem aprecia o que escrevo aqui, que deixa comentários (ou não). Acho isso incrível. Obrigada a todos. Ao visitante de número 100 mil prometo uma caixa de biscoitos suecos. :c)

Update => A vencedora foi a Dani. Querida, obrigada pela visita, pelo comentário e por ser você. Já te mandei um email (pro hotmail). Beijocas!

No jornal de hoje, muitas sobrancelhas suecas levantadas quando a queniana Wangari Maathai, ganhadora do Nobel da paz, disse que o vírus da AIDS foi criado em laboratório e usado como arma biológica. Ainda na matéria sobre Maathai, um comentário engraçado do ex-marido: "Ela é inteligente demais, forte demais, bem-sucedida demais, teimosa demais e difícil de ser controlada". Eles se separaram nos anos 80 por iniciativa dele. No wonder. Hohoho.

Fico cada vez mais interessada sobre Elfriede Jelinek (Nobel de literatura). Ela disse que não vem à cerimônia de recebimento, em 10 de dezembro desse ano. Horace Engdahl, secretário da academia sueca, disse que vai tentar convencê-la a vir. Jelinek, no entanto, diz que não pode vir por sofrer de fobia social. Ela diz que tem um desequilíbrio psíquico e que simplesmente não consegue fazer um discurso na frente de tantas pessoas. Que coisa.

Meu jornal começou a publicar aos sábados anúncios de mortes acontecidas no exterior. Hoje foi a vez de Janet Leigh (atriz de Hollywood), Nigel Nicolson (escritor inglês) e Renato Cleonício dos Santos Silva, 28 anos, jogador de futebol do Zürich, na Suíça, que foi morto com um tiro quando andava de carro em uma favela carioca. ... ...

Posted by Maria at 05:59 PM | Comments (33)

setembro 20, 2004

Crianças

farfar_stor.jpgPassei o fim de semana inteiro em treinamento. É que fui aceita como jourare, ou voluntária, do BRIS (Barns Rätt I Samhället = Direito das Crianças na Sociedade). Trata-se de uma organização não-governamental que responde por meio de telefone e email às dúvidas de crianças e as ajuda quando necessário nas questões mais difíceis da vida.

As crianças escrevem/telefonam e contam de tudo. Violência sexual cometida por membros da família, desespero, solidão, mobbning, mas também problemas mais "leves", como dúvidas gerais sobre como dizer pro namorado que não gosta mais dele. Tanto meninas como meninos escrevem, mas as moças usam mais o email e os rapazes telefonam mais. Depois de seis meses de treinamento, começarei então como voluntária para responder aos emails das crianças uma vez por mês.

No sábado discutimos a perspectiva da criança (de como é importante não "dar aula" todas as vezes em que uma criança escreve dizendo que o mundo vai acabar porque ela terminou com o namorado). Quem é adulto sabe que o mundo não acaba, que a gente se sente supermal, mas acaba se acostumando com o tempo - e depois conhece um cara ainda melhor. As crianças ainda não têm capacidade de enxergar as coisas em perspectiva. No final do dia, fomos jantar num restaurante chinês. Foi bacana conhecer as outras 17 mulheres que estão fazendo o treinamento.

No domingo começamos o dia com uma visão geral sobre a convenção dos direitos das crianças das Nações Unidas (muito importante na legislação sueca), além de leis locais. Ficamos sabendo que aos 13 anos uma criança pode ter um "trabalho leve", de apenas 12 horas por semana. Aos 15 anos é permitido iniciar sua vida sexual, dirigir scooter (moped). Aos 16, uma criança pode deixar de ir ao colégio se assim desejar e já pode trabalhar normalmente, 40 horas por semana. Aos 18 a criança deixa de ser criança e passa a ser considerado "adulto".

Treinamos a dar respostas a algumas cartas e nos familiarizamos com o sistema de email da home page do BRIS. Estou MUITO feliz de ter sido aceita no curso/treinamento. Isso porque não é certo de que você seja aceita quando se candidata a trabalhar de graça. Fala-se por telefone e depois faz-se uma entrevista ao vivo, onde eles perguntam tudo. Como foi sua infância, se teve traumas, por quê, como resolveu etc. O treinamento, que é de graça pra mim, custa uma fortuna. Até por isso, você é obrigada a ser voluntário por pelo menos dois anos depois do fim do treinamento.

Posted by Maria at 02:27 PM | Comments (20)

setembro 14, 2004

Na sala de aula

Hoje o dia foi fantástico. A convite da professora do meu curso de verão, fui comentar o livro do Mauricio Rojas "No labirinto da solidão: imigração e identidade sueca" ("I ensamhetens labyrint: invandring och svensk identitet") no curso recém-iniciado dela, que é voltado para quase-professores. A turma, formada por cerca de 20 mulheres, foi dividida em quatro grupos. Passei de 10 a 15 minutos com cada grupo, levantando polêmicas, perguntando opiniões, dizendo o que achava. Foi muito interessante porque cada vez que leio esse livro descubro mais pontos instigantes.

Quando suecos leêm Rojas é normal que fiquem revoltados com as "simplificações" que ele faz, descrevendo as manias do povo daqui de forma pragmática, sem firulas mas com muita base teórica. Uma moça disse que "era muito difícil mudar o modo como o povo se comporta", para que os imigrantes pudessem se sentir mais em casa. Aí tive de intervir e comentei que o que Rojas escreve e o que todos os imigrantes defendem não é uma mudança dos suecos no seu jeito de ser, mas uma abertura para que o nosso jeito de ser sueco também seja reconhecido como válido e aceito.

Comentei ainda que entendia quem se sente inconfortável com tamanha presença de imigrantes no seu país. O lance é que se um sueco disser que há muitos imigrantes por aqui, ele é logo taxado de racista. Depois de ler Rojas, entendi uma série de coisas como a distância das leis suecas, que garantem igualdade de direitos a todos, e a realidade, que é beeeem diferente.

Ninguém perguntou ao povo sueco se eles queriam receber tantos refugiados de guerra, se queriam viver numa sociedade multicultural. As leis foram sendo feitas, o tempo passando, a modernidade chegando e o sueco típico não teve tempo de se acostumar com gente de pele escura que fala sua língua com sotaque. Acha estranho, sente-se incomodado. O que, aliás, é normal, se levarmos em consideração a formação populacional daqui - quase que totalmente homogênea por séculos a fio.

A discussão foi muito interessante. Gostei demais de estar lá, dando meu testemunho, perguntando, comentando. Acho fascinante como pessoas podem ler o mesmo livro e entender mensagens diametralmente opostas. O mais legal é que entendo mais e mais a alma sueca - os prós e os contras, o humor ou a falta dele. E isso é fundamental pra mim.

arco_iris.jpg
Umeå agora, vista da janela da cozinha.

Posted by Maria at 04:21 PM | Comments (20)

julho 29, 2004

vovo_celia_peq.jpg

Hoje é aniversário da minha avó Célia, que está fazendo 91 anos. Ela está muito doente no Rio, onde é cuidada pela minha mãe (+ Rosângela e Joana). Minha avó sempre foi um porto-seguro pra mim, sempre esteve ali. Cresci contando com a força e o amor dela. Vó, tô com saudades. Te amo. Fique bem. Sua neta, Maria (sempre pensando em você)

Ufa!!! Consegui acabar de organizar o Montanha!!!! Estou tão feliz e realizada! :c) Apaguei algumas imagens que já não tenho mais e subi muitas que já estavam no "arquivo morto". Foi uma luta. Primeiro tive de abrir todos os posts a partir de março de 2004 até fevereiro de 2002 para apagar títulos duplos (resultado inevitável da migração do Blogger para o Movable Type). Depois, criei e atribuí categorias a todos os posts. Veja as categorias criadas aí na coluna lilás à esquerda, depois dos arquivos.

Publiquei as fotos que tinha com tamanho bom (sendo que algumas ultrapassaram meu limite auto-imposto de 100K, como a da minha cachorrinha Alice, que faz anos no dia 15 de maio). Não conferi os links porque seria uma odisséia a mais. Deixa pra lá. Descobri que me repeti pelo menos um post sem perceber. Foi quando contei a história da manga (versão pequena em 18 de março de 2002 e uma melhor em 4 de março de 2003).

Posted by Maria at 01:33 AM | Comments (16)

janeiro 20, 2004

"We must become the

"We must become the change we want to see" -- Gandhi

Pois é. Há quase dois anos escrevi essa frase lá em cima da coluna lilás do meu blog porque acredito que precisamos assumir nossa vida, aceitar limitações e descobrir possibilidades que nos permitam viver mais felizes. Precisamos literalmente fazer acontecer. E foi isso que eu fiz.

Queridos, escrevo para contar uma boa notícia: estou em Umeå, cidade mais ao sul e distante quatro horas de carro de Boden, onde se localiza uma das universidades mais importantes da Suécia, a Umeå Universitet. É lá que comecei a estudar nesta segunda-feira, dia 19, no curso de Socionom, que é uma mistura de sociologia com assistência social.

Sim!!! Conquistei minha vaga na universidade!!!!!!!!!

A razão de eu ter escolhido esse curso - sim, era a minha primeira opção! - é minha vontade de trabalhar com imigrantes. Pessoas que, como eu, chegam aqui nessa terra e precisam de ajuda para se adaptar aos costumes, às leis do mercado de trabalho etc. Quero ajudar essas pessoas cheias de valor e que não têm uma vida fácil aqui.

Ainda é tudo muito surreal; as coisas acontecem e eu meio que vou vivendo automaticamente, meio que num estado de graça e confusão. As pessoas me dizem que preciso comprar cartão para fazer cópias xerox, cartão para entrar nas salas de computadores, cartão da biblioteca, cartões, identificações, logins...

Finalmente, uma oportunidade, um break! Ainda estou confusa com todos os livros que preciso comprar: 11 publicações apenas para o curso introdutório, que termina em abril. Depois tem sociologia até junho e outros 13 livros. Parece que vou enlouquecer de tanta coisa que tenho que fazer, mas, sei lá, estou me sentindo tão bem!

Consegui alugar um apartamento pertíssimo da universidade, o que é um alívio no meio do inverno. Amanhã uma frente gelada vem do pólo norte e a temperatura aqui vai ficar em torno dos 20 graus negativos. Mas eu estou feliz feliz feliz! As pessoas com quem estudo - 98% mulheres - não são lá essas coisas, mas fazer o quê, né? Não se pode ter tudo.

Tenho pela frente três anos e meio de muito estudo, economia apertadíssima e, infelizmente, dias sem ver meu urso polar. Mas ele estava aqui até agora, porque conseguiu dois dias de licança do trabalho pra me ajudar com a mudança, os ajustes do computador e, claro, me auxiliar no reconhecimento da cidade. Em vão: já me perdi duas vezes... :c)

Nosso carro não agüenta as quatro horas de estrada nesse frio danado, então alugamos um carro pequeno - que pudéssemos pagar - mas que desse conta de carregar a mudança sem problemas. Involuntariamente acabei seguindo o destino de milhares de estudantes europeus, que se mudam pra cidade onde estudarão num fusca.

Nosso fusca, no entanto, era uma máquina de primeira linha. Juro que achava que iríamos ter que amarrar malas no teto mas incrivelmente não só as malas como nós dois coubemos perfeitamente no carrinho, que era amarelo - cor de taxi do Rio. Então viemos nós dois, cinco malas (não apenas de roupas, calma), computador, monitor, impressora e todos os meus dicionários (sete unidades).

As fotos aí de cima eu tirei no caminho. Volto amanhã ou quando conseguir um tempo. U-HU! :c)

Posted by Maria at 10:25 PM | Comments (0)

dezembro 12, 2003

Vitória!

Vitória!

Posted by Maria at 02:00 PM | Comments (0)

novembro 27, 2003

Notas

Acabei de voltar do colégio. Hoje o dia foi longo mas produtivo e muito gratificante. Isso porque recebi minhas notas finais dos cursos que estou fazendo, mesmo ainda restando um mês para o final do semestre. E eu me dei bem! :c)

Consegui alcançar o conceito máximo, MVG (Mycket Väl Godkänt = Excelente), em duas matérias: ciências sociais e religião. Nas outras três, Sueco B para imigrantes, Psicologia e Sueco B comum, consegui tirar VG (Väl Godkänt = Muito bom), o que, pra mim, é ótimo.

A razão de eu estar apressando as coisas é que pretendo um dia conseguir uma vaga na universidade e essas notas ajudam muito a aumentar minha média geral, calculada tendo como base minhas notas no ginásio lá no Rio.

Não sei se vou conseguir uma vaga na universidade, o curso que escolhi é muito procurado, mas tudo bem. A gente tenta de qualquer jeito. Se der, deu. Senão, eu vou chorar na cama que é um lugar quente. ;c)

A foto que ilustra este post eu tirei agorinha, depois de ganhar de presente do meu urso polar esse vasinho com os cactus mais lindos. Queria ter cactus já tem um tempo, mas a grana sempre encontrava outros caminhos... Mas hoje, eu mereço. :c)

Posted by Maria at 03:28 PM | Comments (0)

abril 17, 2003

Ela chegou!!!!

carteira.gif

Minha carteira não é linda??? E é rosa ainda por cima!!! :cDDD
Adoramos "About Schmidt". O Jack Nicholson é um senhor ator! Ele é o filme e o filme é ele. F-E-N-O-M-E-N-A-L.
Posted by Maria at 05:52 PM | Comments (0)

abril 11, 2003

Típico

Depois de cinco meses de estudos sobre carros, regras e leis de trânsito, finalmente consegui minha carteira. Aí, o carro quebra.

Posted by Maria at 05:35 PM | Comments (0)

abril 09, 2003

Ufa!

O dia de ontem foi muito bom. Só pensava na tal da prova prática e nos 40 minutos nos quais teria que dirigir perfeitamente, como uma pessoa nascida e criada nas ruas dessa diminuta cidade. Mas, estranhamente, não estava desesperada de nervoso. Estava ansiosa para que a prova viesse logo e acabasse logo.

Cheguei lá no estacionamento de uma casa de banhos que tem aqui em Boden pouco depois das 14h30m, hora marcada para meu exame. Tinha dirigido a última meia-hora com minha professora de auto-escola que estava chateada. Um homem a havia destratado na frente de todo mundo porque não tinha passado na prova. Ele era russo e eu pensei: "Bonito, um imigrante se comporta assim antes de outra imigrante - eu - ir fazer a prova".


Estacionei o carro e esperei. Achava que seria um examinador, mas foram dois. DOIS. Muito simpáticos e tal. Comecei fazendo uma verificação de segurança dos freios. Depois saí para dirigir. Ainda no estacionamento, senti que não havia fechado a porta corretamente. Tive que parar para fechá-la. Tremi um pouco mas consegui me segurar. Depois dirigi num caminho conhecido por mim (já havia treinado muito), o que não foi difícil. Passei por um trevo (circulationsplats) e acertei todo o posicionamento e as setas. Fui dirigir na estrada. Tive que fazer uma curva à esquerda, o que é complicado, uma vez que você precisa controlar não somente o trânsito que vem por trás mas o que vem pela frente também.


Passamos por uma linha de trem e a todo o momento eu pensava que precisava me concentrar em tudo o que examinador dissesse. E ele falou à beça. Conversava com o outro cara sobre coisas que eu não entendia e me perguntava como eu tinha vindo parar em Boden; de onde eu vinha no Brasil; qual era a palavra que queria dizer neve em português (snö, [isnô] em sueco); se nós tínhamos neve no Brasil (caiu na gargalhada quando contei que tínhamos sim neve no Brasil, mas apenas no sul e que todos os turistas corriam pra ver um centímetro de neve quando caía).

Sentia que era difícil me concentrar enquanto estivesse conversando com eles, mas quando chegávamos em um cruzamento, eu emudecia e eles também. Eu ficava recitando baixinho, para mim mesma, as leis que havia aprendido nas aulas práticas, com os infindáveis programas de computador e com meu livrão de regras de trânsito. Tomei muito cuidado em não ser uma "tartaruga" no trânsito mas principalmente para não ultrapassar o limite de velocidade. Afinal, foi por essa razão que o russo tinha sido reprovado.


Tive também que achar o caminho para uma loja grande que tem aqui. O examinador foi gentil o suficiente para perguntar se eu podia achar porque havia dito a ele que não morava em Boden havia muito tempo, mas eu achei o caminho de qualquer forma. Estacionei o carro de frente, numa daquelas vagas enoooormes. Ainda assim, sem muita rodagem com o BMW, entrei errado. Mas sabia que eu podia corrigir, indo para trás e voltando. Fiz isso e deu certo. Depois foi apenas me segurar para não fazer nenhuma besteira até o final. Dirigimos pela cidade ainda mais um pouco e depois fomos para o estacionamento da casa de banhos.

Esse teste foi um exercício de controle e disciplina pra mim. Quando terminei, ele me disse que eu tinha sido aprovada ("Du är godkänt, Maria") e preencheu o papel com o qual posso dirigir até que minha carteira chegue. Saí do carro e só não gritei porque aqui tudo é tão calmo e silencioso que fiquei inibida. Minha professora já estava perto de mim. A abracei e quase chorei. Na verdade, tenho vontade apenas de rir, rir, rir.

Hoje completo 1 ano e 11 meses de vida na Suécia.

Posted by Maria at 09:57 AM | Comments (0)

abril 08, 2003

Vocês estão lendo o

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Vocês estão lendo o blog de uma brasileira que tem uma carteira de motorista sueca. Agora dá licença que eu vou tomar um vinho... :cD
Posted by Maria at 04:29 PM | Comments (0)

"There's no spoon"

"There's no spoon"
Posted by Maria at 08:15 AM | Comments (0)

abril 07, 2003

(...) Jorge sentou praça Na

(...) Jorge sentou praça Na cavalaria E eu estou feliz porque eu também Sou da sua companhia Eu estou vestida com as roupas E as armas de jorge

Para que meus inimigos tenham pés
E não me alcancem
Para que meus inimigos tenham mãos
E não me toquem
Para que meus inimigos tenham olhos
E não me vejam
E nem mesmo um pensamento
Eles possam ter para me fazerem mal

Porque eu estou vestida com as roupas
E as armas de Jorge
Salve Jorge
Salve Jorge
Salve Jorge

Armas de fogo
O meu corpo não alcançarão
Facas e espadas se quebrem
Sem o meu corpo tocar
Cordas e correntes arrebentem
Sem o meu corpo amarrar

Porque eu estou vestida com as roupas
E as armas de Jorge
(...)*


*Música: "Jorge de Capadócia", Jorge Ben. (Ilustração de Angus McBride).

Posted by Maria at 08:55 AM | Comments (0)

março 17, 2003

PASSEI, PASSEI, PASSEI!!! Passei

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PASSEI, PASSEI, PASSEI!!! Passei na prova teórica de auto-escola!!!! Meu Deus, que maravilha!!! Meses de preparação, estudos, horas na frente do computador resolvendo exercícios nem sempre congruentes. PASSEI!!!!!!
Agora é esperar pela prova prática e pelo teste de segurança, no qual precisamos saber onde fica a bateria do carro, temos de acender os pisca-alertas etc. Ainda não está nada certo. A carteira de motorista sueca ainda não é minha.
Mas o pior já passou. :cD
passei.gif
Posted by Maria at 02:30 PM | Comments (0)

fevereiro 25, 2003

Mr. Postman

O carteiro acabou de passar aqui e deixar a correspondência. Sou maluca por cartas. Gosto até da papelada de anúncios. Mas hoje veio carta boa. Da Vägverket, o Detran sueco. Eles aprovaram meu pedido de prolongamento do tempo para eu fazer a prova teórica. Me deram mais 15 minutos.

Isso é tudo o que eu preciso pra poder pensar bem antes de responder às perguntas mais cabeludas e capciosas. Ao todo devo ter mais ou menos 50 minutos pra fazer a prova com 70 perguntas. Mas posso estar errada no que diz respeito à quantidade de tempo e de perguntas. Só sei que para ser aprovada preciso acertar 52 questões.

Posted by Maria at 11:03 AM | Comments (0)

janeiro 27, 2003

Menos um pequeno obstáculo

Acabei de voltar da auto-escola. Consegui gabaritar o exercício sobre carros!!!! Acertei todas as 70 perguntas possíveis!!! YESSSSSSSSSS!!! Agora faltam apenas três exercícios-testes misturados com todas as quatro fases (A, B, C e F) e a prova final. UHU!

Respondi lá, entre outras coisas, sobre o que significa ter um freio ABS para a segurança do veículo; quando um carro precisa ser controlado de acordo com o último número da placa; qual a velocidade máxima de um trator; qual o tipo de líquido permitido para se colocar em baterias; como se colocar crianças no carro com segurança etc.

Podem me perguntar o que quiser sobre carros. Única condição: só respondo em sueco porque não faço idéia de como é metade dessas regras em português. *Hohoho*

Posted by Maria at 03:15 PM | Comments (0)

janeiro 23, 2003

Avanços

Ontem o dia foi cheio. Depois do almoço tinha hora marcada em um dos computadores da auto-escola para treinar. É que para poder fazer a prova teórica preciso passar em todos os sete exercícios da escola. Minha via-crucis com essa carteira de motorista sueca está apenas no começo, mas estou avançando: ontem passei nos dois primeiros exercícios, A e B. Agora só faltam mais cinco :c( E aí, claro, tem as outras provas (a de direção propriamente dita e a de controle de segurança).

Depois de lá fui finalmente para minha aula de sueco. Digo 'finalmente' porque estava sem aulas desde o início do ano. É que não há professores para o curso que estou fazendo e como é tudo pago pelo governo, o investimento em educação de imigrantes adultos não chega a ser uma prioridade. Uma pena. De todo modo, minha professora antiga se importa conosco e nos reuniu ontem excepcionalmente para nos emprestar um exemplo de uma prova nacional, que teremos de fazer na primavera.

Trata-se de um exame feito em toda a Suécia por jovens que estão saindo do colégio e indo para a universidade. Nada de múltipla-escolha ou coisinhas assim: a prova é composta por um caderno de 31 páginas recheado com matérias de jornais, excertos de livros e quadros de informações. Receberemos ainda um outro caderno com cerca de dez perguntas diferentes, cada uma fazendo referência a um assunto em particular. Devemos escolher uma das questões e escrever um ensaio de até 700 palavras sobre o tema, tendo os textos como ajuda.

Vai ser duro, mas o que não é duro nessa terra? A boa notícia é que provavelmente eu e minha turma (um rapaz da Áustria e uma moça do Uruguai, muito gente boa, aliás) deveremos nos juntar a uma turma de estudantes suecos que estão terminando seus estudos de sua língua antes de ir para a faculdade. É bom porque não teremos a moleza de uma professora que aceita nossas falhas como normais para um imigrante. Acho que já estava na hora da gente sair à luta, sem favores. Senão nunca vou aprender esse idioma do jeito que quero.

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janeiro 16, 2003

Derrapando no gelo

Esta semana está animada. Acabei de voltar de Piteå, onde fui passar o dia dirigindo na chamada Halkbana, ou "pista de derrapagem". É que como já expliquei antes, para tirar a carteira de motorista aqui é necessário ir dirigir nessa pista, onde derrapa-se de lado, de costas, de frente, uma festa.

Até parece que estou inventando coisa pra ter assunto, mas juro que é verdade: na ida deu tudo certo. No carro - BMW novamente - eu, a professora, duas meninotas suecas e um rapaz de origem tailandesa, mas que mora na Suécia desde os oito anos de idade. A professora me colocou para dirigir com o rapaz e eu achei ótimo. "Nada dessa timidez entediante dessas garotinhas", pensei.

Estava certa quando achei que não sentiria tédio. Em uma das retas, o rapazola simplesmente dirige direto na vala, cheia de neve. O negócio só não foi mais grave porque estávamos a apenas 30 Km/h. Mas o carro entrou mesmo na neve e precisamos de um trator para nos tirar de lá. Foi um acontecimento.

Todos os outros carros pararam, o trator veio pro meio da pista, e todo mundo perguntando: "Como é que você foi parar na vala se aqui é uma pista reta?". Coitado, o rapaz ficou sem graça o resto do dia. O legal dessa Halkbana é que tudo é feito para que você de fato perca o controle do carro e derrape. É assim que se aprende a controlar o veículo quando uma situação de risco na neve se apresenta. Muito legal.

Antes de terminar a aula, vimos um vídeo sobre acidentes de trânsito com aquelas imagens de bonecos em carros de teste. É impressionante como o estrago é diferente - e pior - quando se dirige em alta velocidade. É claro, sabemos disso automaticamente. Mas acho legal que esse tipo de filme seja mostrado agora, quando a maioria das pessoas que estão ali tem 16, 17, ou 18 anos. Eu, com 31, fiquei impressionadíssima e vou pensar duas vezes antes de fazer uma ultrapassagem perigosa.

A pista é a mesma, mas a foto não é minha. Copiei de uma página sueca. O carro que aparece aí é uma ambulância...

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janeiro 09, 2003

Decididamente precisamos ter muito cuidado

Decididamente precisamos ter muito cuidado com o que desejamos porque tudo é possível...

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janeiro 07, 2003

Primeira, acelera, segunda, acelera...

Acabei de voltar de minha primeira aula prática de auto-escola (é, mãe, tou refazendo tuuuuudo de novo). Bom, o carro é magnífico, um BMW novíssimo, vermelho, cheio dos breguetes. Levanta banco, guidon e a moral. Bom, a professora, Mona, muito legal, me explicou que teria que fazer uma aula de controle, pra ver o que eu já sabia e começar a explicar o que eu não sabia.

Ela ficou contente de eu já saber dirigir a ponto de não precisar ficar explicando tudo, como "pisa na embreagem, passa a primeira, acelera" etc. Ao invés disso, ela me explicou uma série de coisas que achava irritantes no trânsito daqui e que agora compreendo o por quê.

Por exemplo, tive que treinar muito como fazer uma curva. É que aqui há uma regrinha até para isso. Para virar à direita, olhe no espelho retrovisor --> no espelho do lado direito --> ligue a seta --> freie --> engate a segunda --> freie mais um pouco até chegar à esquina --> olhe para a calçada para ver se não vem nenhuma bicicleta --> faça a curva bem d-e-v-a-g-a-r. Já na outra rua, acelere e olhe no espelho retrovisor.

Se errar a ordem na hora de dirigir com o fiscal, dançou.

Agora entendo por que as pessoas dirigem do jeito que dirigem nessa terra. Tudo muito devagar, olhando um milhão de vezes para cada lado antes de fazer uma curvinha etc. Eu sei que eles estão corretos, mas tantas regras me deixam meio irritada.

Além disso, tenho a desvantagem de ter aprendido a dirigir em carros, digamos, bem mais modestos do que um Beemer. Cada vez que eu freiava o carro respondia tão rápido que eu achava que iríamos capotar de frente, que nem cavalo xucro. Sexta-feira tem mais.

Posted by Maria at 11:28 AM | Comments (0)

dezembro 11, 2002

Primeiro dia de aula

Acabei de voltar do meu primeiro dia como professora substituta em uma escola sueca. A moça da prefeitura me ligou hoje cedo, dessa vez com uma voz de gente normal, e me deu as coordenadas. Era pra substituir a professora de uma turma da quarta-série (crianças de cerca de 10, 11 anos) durante o dia inteiro. Nem precisa dizer que meu coração estava aos pulos quando entrei na sala e vi aquelas 16 carinhas curiosas olhando pra mim.

Quando cheguei lá eles estavam assistindo a um filme no vídeo. Depois do pequeno recreio, recebi as meninas para uma aula na qual cortamos estrelas de papel, colorimos e colamos. Foi divertido porque é uma coisa que eu sempre gostei de fazer e as crianças ficaram felizes quando conseguiram fazer as estrelonas. Quarenta minutos depois foi a vez dos meninos, que estavam na ginástica, cortarem e colarem. Almoço e logo depois uma hora de aula de matemática.

Eu tenho horror a matemática na minha língua, quanto mais em sueco, mas não podia fugir. Fiquei com vontade, mas achei que não ficaria bem. As crianças tinham que trabalhar em grupo quatro perguntas sobre multiplicação, lógica etc. Quase morri de desespero, mas consegui resolver os problemas no meu horário de almoço.

Depois apresentei imagens sobre o Brasil, o Rio de Janeiro e meninas e meninos fizeram muitas perguntas bacanas. Em seguida seis deles apresentaram seus trabalhos sobre a Idade Média na Suécia e eu aprendi mais do que eles. :c)

Minha primeira impressão foi muito boa. As criaturinhas foram gentis comigo e seguiram todas as minhas ordens, mesmo que às vezes não o quisessem. Disseram que eu falava bem sueco para o pouco tempo em que estava aqui e eu fiquei feliz. Criança não costuma mentir assim, na frente dos outros só pra agradar professor.

Preferi dar aula para os meninos do que para as meninas, que se mostraram muito mais voluntariosas. Os meninos fazem mais zona, mas foram os que perguntaram mais e melhor. No final, já mais relaxada, pude falar bastante sobre o Brasil e todos me perguntaram se eu voltaria amanhã. Fiquei feliz.

Conversei com a professora deles, Eva, que está doente, e ela disse que provavelmente não estará apta para dar aula amanhã e me perguntou se eu poderia substituí-la. Eu disse que sim. Ele ficou de me deixar um esquema com tudo o que eles devem fazer, mas eu já sei que tem dever de sueco - preposições e pronomes - além de dever de inglês também. No inglês eu me garanto, mas no sueco acho que vou mudar de cadeira e pedir pra um deles me explicar algumas coisinhas... :c)

Posted by Maria at 03:08 PM | Comments (0)

dezembro 06, 2002

O artigo

Algumas pessoas ficaram curiosas sobre o artigo que escrevi sobre a política de imigração e integração sueca. Como tinha que traduzi-lo de qualquer forma para enviar para meus pais, aqui vai sua versão em português. Quero dizer apenas que trata-se de uma versão em português porque, como disse antes, o escrevi direto em sueco. Há certas expressões, frases e até mesmo palavras que não têm tradução em português. Além do mais, assim como inglês, o sueco é uma língua concisa, o que nem sempre é o caso do português. Bom, feitas todas as ressalvas, ao que interessa:

CARTA ABERTA PARA MONA SAHLIN SOBRE A POLÍTICA DE IMIGRAÇÃO DA SUÉCIA

por Maria Fabriani

Concordo com você, ministra da integração Mona Sahlin, quando diz que o problema da política de imigração sueca é uma descriminação estrutural. Por outro lado, considero que com a política atual de mercado de trabalho é quase impossível que imigrantes sejam empregados até mesmo por empresários que assim o escolham. Eu venho do Brasil e devido ao meu trabalho como jornalista conheço as realidades de muitos países. Nunca, no entanto, vi uma sociedade tão fechada como a sueca.

Não existe uma "Suécia Multicultural". Tentarei esclarecer o que é multicultural: cerca de 89% dos brasileiros são católicos e, ao mesmo tempo, a Igreja Católica demonstra respeito e aceitação por Umbanda e Candomblé, duas religiões que vieram da África no começo do século XVII, quando os escravos vieram para o Brasil para trabalhar.

Ser multicultural não é apenas ter imigrantes no país. É ter pessoas que falam diferente e que têm experiências diversas. Ser multicultural quer dizer, além disso, absorver aspectos da cultura dos outros e, mais do que tudo, não tentar enquandrar os imigrantes em uma fôrma sueca.

Um país multicultural não nasce por decreto. O processo é demorado e deve ser natural. Talvez os imigrantes não precisem ser suecos; funciona bem ser diferente. O ponto mais importante é entender que os imigrantes podem ser tão interessantes para o mercado de trabalho quanto os suecos.

A Suécia perde mão de obra competente que não agüenta vir para esse país e não ter uma única esperança de melhoria de sua situação de trabalho. Eu sei que é uma palavra feia em sueco, mas o que vocês estão criando hoje, Mona Sahlin, é uma sociedade de classes. (Em sueco é uma palavra só: klassamhälle)

Quando vim morar na Suécia há um ano e seis meses atrás, não sabia falar sueco mas estava convencida de que quanto mais rápido eu conseguisse aprender a língua mais fácil seria conseguir um emprego. Claro que previ muitos problemas; sabia que seria difícil convencer os empregadores suecos das minhas qualidades profissionais. Mas tudo bem, pensei, porque tenho educação formal, experiência, sou educada, honesta, persistente e, além disso, sei várias línguas estrangeiras. Mas eu estava completamente errada.

Hoje, depois de ter estudado sueco por um ano e dois meses, pensei que poderia tentar encontrar um trabalho para ajudar na economia doméstica. Eu sabia que meu sueco não era suficiente para um trabalho em jornalismo, então mandei meu currículo para vários outros locais, de vendedora de butique até tradutora. Nenhuma resposta. Como eu posso mostrar pra você, Mona Sahlin, que eu posso trabalhar tão bem como qualquer sueco? Vocês querem que a Suécia seja aberta à imigração, então precisam entender o que isso significa.

Agora é que estou começando a entender como é difícil a sequer conseguir uma entrevista preliminar. Eu pensei em talvez voltar à universidade e estudar para ter um diploma sueco. Apesar do meu diploma e meus quatro anos de estudos já terem sido reconhecidos e meus sete anos de experiência terem sido validados pelo sindicato dos jornalistas suecos que me aceitou como membro associado. Então, pensei, eu poderia procurar um trabalho que realmente me interessasse. Mas agora eu duvido disso.

Por que eu deveria passar mais alguns anos numa universidade quando estou quase convencida de que terei problemas para encontrar um emprego depois simplesmente porque vim de outro país? Por que investiria o meu tempo e o meu dinheiro - meu dinheiro, não o do estado, meu dinheiro que está em uma conta de um banco sueco - em uma educação que eu sei que não adiantaria nada?

Eu sinto como se eu estivesse batendo contra um muro. Eu bato, grito e tento dar a volta mas não consigo. Minha sensação é que eu preciso ser um dos tijolos para ser aceita, ou todo o meu conhecimento é jogado fora. A pergunta é: será que algum dia conseguirei ser um desses tijolos?

O que eu gostaria de dizer é que o governo PRECISA entender que uma mudança da política do mercado de trabalho é absolutamente necessária. Menos demandas para os empresários e novas leis para facilitar a situação dos imigrantes sem colocar o emprego dos suecos em perigo.

Por outro lado, os suecos DEVEM entender que existe sim racismo na Suécia. Existem aqueles que gritam e que mostram abertamente que nos odeiam e existe um outro tipo de discriminação: aqueles que consideram os imigrantes como pobre coitados que têm tudo de bom aqui na Suécia e não precisam mais do que um teto sobre suas cabeças.

Eu digo apenas: eu tinha tudo de bom no Brasil. Vim para a Suécia de livre e espontânea vontade porque o meu namorado é sueco e quero trabalhar aqui. Eu quero ter uma carreira aqui, exatamente como no Brasil. Quero ser elogiada e ser considerada uma trabalhadora muito boa. Exatamente como antes. Por que eu deveria aceitar menos do que isso?

Conheço imigrantes que são exatamente como eu. Existem muitos outros, no entanto, que não querem trabalhar. Mas existem também muitos suecos que preferem trabalhar como substitutos no verão e viver do seguro social o resto do ano.

Eu amo a Suécia e gostaria de continuar a morar aqui mas eu preciso me expressar e realizar algum trabalho produtivo. Tenho um profundo respeito pela Suécia, um país democrático e que realmente cuida bem de seus cidadãos. Mona Sahlin, você talvez esteja se perguntando o que eu quero depois de ter escrito tudo isso aqui. E eu respondo: quero ter uma chance para mostrar do que eu sou capaz.

Posted by Maria at 10:11 PM | Comments (0)

dezembro 02, 2002

Papel de embrulhar peixe

Escrevi um artigo sobre essa coisa de racismo e a dificuldade de se conseguir emprego - ou sequer uma entrevista preliminar - e pelo menos um jornal o publicou. Foi o Kuriren, e o meu artigo está aqui, na página de Opinião (não a de cartas dos leitores, mas na página de opinião do jornal, o que é bem diferente).

Legal.

O problema é que nada muda por causa disso. Muito provavelmente, a ministra da integração, para quem escrevi a carta aberta, nem sequer leu o artigo (o Kuriren é um jornal local). Mas foi bom ao menos poder dizer o que estava entalado aqui na minha garganta. No mínimo, no mínimo, exercitei meu sueco. O duro disso tudo, é que tem suecos que concordam comigo em gênero, número e grau, mas duvidam que tenha sido eu quem escreveu o artigo no idioma deles.

Posted by Maria at 04:00 PM | Comments (0)

novembro 25, 2002

"Ai, que saco!"

Estava lendo sobre tempo de reação para se freiar carros e lutando contra minha falta de concentração. É como se a adolescente que um dia eu fui estivesse pulando aqui dentro do meu peito e gritando, em protesto: "Por que eu tenho que ler esta meeeerrrrddddaaaa?????? Eu já sei tudo isso!!!!!!". E eu, aqui de cima, tentando controlar no melhor estilo super-ego, esse id inflamado. "Sim, é chato. Sim, você já sabe disso, mas tenha paciência, é necessário ceder um pouco para poder se ajustar".

O fato é que a adolescente não está cedendo aos meus apelos e eu estou aqui, escrevendo no meu blog, ao invés de ler o livro da auto-escola. Hoje tá difícil. Foi difícil o fim de semana inteiro, mas não adianta ficar curioso porque eu não vou contar nada. Só acho que, como estou muito sensível, tudo parece ter um peso extra. Palavras ditas e as não ditas, piadinhas ridículas que estão parecendo fora de contexto hoje, mas que qualquer outro dia seriam normais, tudo tá muito complicado.

Já me segurei para não mandar emails inflamados para três pessoas, perguntando pura e simplesmente o que há de errado, se eu fiz alguma malvadeza sem perceber porque nenhum ser humano merece ser tratado com tanta indiferença e falta de boa vontade. Mas, como já tenho um pouco de experiência com esses ataques, deixei pra lá porque desconfio que no máximo em duas semanas essa sensação de rejeição generalizada vai passar e aí eu não quero ter que escrever emails pedindo desculpas a Deus e todo mundo.

Nossa, acho que a TPM é uma adolescência mensal. Cruzes!

Posted by Maria at 11:12 AM | Comments (0)

novembro 19, 2002

Biritasssshhhh

Ontem, na aula de auto-escola, tivemos palestra de um cidadão da Sociedade Nacional de Seguranca das Estradas (NTF, da sigla em sueco), e fiquei sabendo de umas coisas engracadas sobre as leis de trânsito desse estranho país. Bom, nem preciso repetir que a tolerância sueca para pessoas pegas bêbadas ao volante é zero, né? Pois é, vocês sabiam que é proibido ter mais de 0,2% de álcool no sangue até para dirigir esse cortador de grama aí do lado?

E tem mais! A polícia tem o poder de requisitar a sua carteira de motorista mesmo se você não estiver dirigindo, mas andando pela rua torto de tanta birita. O fato de você ter bebido muito e ter perdido a linha indica, aos olhos da lei sueca, que você não tem capacidade de parar de beber e pode vir a dirigir alcoolizado. Então tchau carteira. Legal, né?

Agora, se isso realmente fosse feito como eles dizem que é (não sei se nas cidades maiores acontece mas aqui eu nunca vi), acho que um terco da populacão sueca não poderia guiar. Esse povo bebe muito!

Posted by Maria at 04:35 PM | Comments (0)

Na auto-escola

Depois dessa vitória sobre os impedimentos da mente, fui encarar meu outro problema: a carteira de motorista. Andei até a minha auto-escola para estudar nos computadores de lá as perguntas que devem cair na prova. É que aqui na Suécia a prova teórica, marvada, é feita em computadores, nada é escrito. A prova prática, claro, é feita no carro, com o instrutor ao lado tirando pontos por cada besteira feita. Bom, fui até lá, me sentei na frente do computador e comecei a responder às perguntas. Uma delas me chamou a atencão:

Como você pode diminuir o grau de dificuldade ao dirigir?
a) Evitando dirigir em tráfico movimentado
b) Tendo sempre um passageiro consigo
c) Dirigindo à noite


Fico só imaginando essa pergunta na prova do Detran do Rio ou no de Säo Paulo. Como alguém vai conseguir dirigir sem encontrar tráfico intenso?
Qual acham que é a alternativa correta?

Posted by Maria at 10:19 AM | Comments (0)

A professorinha

Passei ontem a tarde toda na rua. Saí de casa às 13hs e fui andando até o centro da cidade, que fica a 20 minutos a pé da minha porta. O problema é que o chão está coberto de neve e por mais que a prefeitura tenha mandado as máquinas retirarem grande parte do gelo, ainda sobra muito. Parece que estou andando numa roupa de astronauta e com botas enoooormes. A sensacão é que navego por dunas de areia: ando, ando, ando e avanco pouco (olha se esse não é um paralelo interessante para a minha vida?).

Bom, saí de casa decidida a ir até a prefeitura, aqui chamada de Kommun, para colocar o meu nome numa lista de pessoas que desejam trabalhar como professores substitutos. Quando cheguei ao centro, dei uma passada pelo correio para enviar a justificativa da minha ausência no primeiro turno para a Embaixada do Brasil em Estocolmo... e desisti. As minhoquinhas que moram na minha cabeca comecaram a dizer: "Você não sabe ensinar!", "Essa não é a sua!", "Você não tem paciência com criancas, muito menos com adolescentes". Bla bla bla. Desisti.

No caminho todo de volta, com um sabor de derrota na boca, pensava: "É melhor mesmo. Ia ser uma vergonha não conseguir encarar aquelas pestinhas e ficar com medo". Mas aí, me dei conta de como estava entrando na armadilha não tão subconsciente assim de continuar na dependência, ficar dentro de casa (afinal, está frio, né?) e pronto. Odeio quando faco isso comigo mesma. Por essa razão, dei meia volta quando já estava perto de casa e voltei o caminho inteirinho.

Cheguei lá na senhora responsável por receber as pessoas interessadas e tudo correu bem. Eu estava um pouco nervosa, gaguejei um pouco, mas fiquei contente por ter conseguido ultrapassar mais esse obstáculo. Me inscrevi para substituir professores de inglês e de desenho (disse pra moca que minha mãe é artista plástica, o que é verdade, mas que não quer dizer rigorosamente nada no que diz respeito a minha competência para qualquer coisa relacionada ao assunto).

Se eu for chamada - isso depende se precisarem de substitutos nas escolas para as quais me inscrevi - não vai ser nada para agora, porque quem quer ser professor tem que mandar o seu nome e dados para a polícia federal daqui para que se verifique que não se trata de pedófilos ou monstros em geral. Quanto a isso, estou tranqüila.

Posted by Maria at 10:00 AM | Comments (0)

novembro 01, 2002

"Detran, Meu Amor" ou "Eu era feliz e não sabia"

Estudei horrores hoje. Li 65 páginas do meu livro da auto-escola e ainda nem cheguei no meio. Mas até que está sendo interessante. Tem um monte de coisas que eu não sabia e que apenas seguia o fluxo quando dirigia aqui. Um exemplo? Aqui há muitos cruzamentos sem qualquer sinal (ou semáforo, para meus queridos leitores advindos da Terra da Garoa). O que vale então são as regras básicas de direcão, por exemplo: se você está vindo e tem um carro na rua à sua direita, ele tem direito de passagem. Você, mesmo sem ter sinal nenhum, é obrigado a parar e deixar o carro que aguardava na rua à sua direita, passar.

Fico até imaginando esse livrinho bonitinho nas mãos do motorista carioca (e paulista) médio. É de morrer de rir. São tantas as regras que você corre o risco de ficar maluco porque é tudo muitíssimo bem explicado, de forma a não deixar nenhuma dúvida. Tinha um parágrafo que eu não entendia de jeito nenhum. Achei que era por culpa do meu sueco ainda trêmulo e fui perguntar a Stefan.
-- Eu enburreci ou isso aqui quer dizer que é proibido dirigir na contra-mão?
-- É isso mesmo -- respondeu ele.
-- Mas isso não é óbvio?
-- Sim, mas é necessário escrever todas as regras para que fique claro para todo mundo.


Gente!!!!

Isso sem falar nas palavrinhas que eles usam... Uma rua não é apenas uma rua, mas o conjunto de quatro coisas. A saber:
körbana = as duas faixas de rodagem;
körfält = uma faixa de rodagem;
vägren = acostamento; e
väg = a soma dos três acima.

AAAAAAIIIIIIIII!!!!!!!!

Posted by Maria at 06:04 PM | Comments (0)

outubro 26, 2002

Posted by Maria at 07:41 PM | Comments (0)

Quase Lula lá

Fui procurar saber como foi o debate de ontem. O JB, o Globo e a GloboNews destacaram o clima de cordialidade... e só. Não disseram que o Serra arrasou nem nada. Então o Lula ganhou disparado, tô certa? :c)

Estou indo pra Estocolmo hoje à noite. Mil e cem quilômetros de trem, cerca de 11 horas. Tudo pra participar dessa eleicão.

Mico internacional -- Minha querida BBC cada vez ganha mais o meu coracão verde, amarelo e vermelho. Hohoho.

Posted by Maria at 09:31 AM | Comments (0)

outubro 22, 2002

Dia a dia

Ontem o dia foi cansativo porém gratificante. Depois de voltarmos da universidade, Stefan, que estava de folga, e eu fomos pegar a chave da nossa nova garagem (aleluia! Depois de um ano e três meses de espera), passamos pelo chaveiro pra fazer uma chave extra e ainda resolvemos quando eu poderia começar as aulas de teoria para tirar a carteira de motorista. Começo na semana que vem*.

Já em casa, montamos a estante nova do escritório (ficou linda!) e tiramos as outras antigas, que colocamos na garagem. Depois de montá-las novamente (fácil) descarregamos nosso Toyotinha das coisas que, por falta de storage space**, entupiam o bagageiro do carro.

Chegamos em casa às sete da noite, exaustos mas felizes porque é ótimo realizar tudo o que queríamos. Hoje estou lavando roupa. Desco até o porão, onde ficam as máquinas de lavar e de secar, com a cesta de roupa suja; subo com a cesta de roupa limpa. Estou nisso desde o meio-dia. Cansei.

* Esse assunto ainda vai dar panos pra manga aqui...
** Aliás, numa side note: êta raça pra juntar coisa essa dos homens, viu? Nunca vi uma pessoa com tanto treco como Stefan, afe maria! E quando eu reclamo que ele deveria jogar fora umas coisas ele reage, inflamado, dizendo: "um dia ainda podemos precisar disso".

Posted by Maria at 02:23 PM | Comments (0)

outubro 21, 2002

De volta à Academia

Acabei de voltar da Universidade de Luleå, que fica a 30 minutos de carro daqui de Boden (como do Leblon à Barra em dias privilegiados). Fui lá conversar com um studievägledare, uma espécie de consultor que indica caminhos aos estudantes que estão em dúvida sobre que curso fazer. No meu caso é ainda mais aguda a necessidade de orientacão porque sequer sei como o sistema de ensino funciona. Levei meus diplomas, já reconhecidos pelo organismo de educacão superior daqui, e o cara ficou meio de queixo caído.

Não que eu tenha uma educacão fora dos padrões, mas quatro anos de universidade (UFRJ), sete de experiência profissional e mais vários cursos de idima são mais do que o suequinho poderia esperar de uma imigrante. Para cursar qualquer coisa aqui você tem que ter um curso de inglês básico. Mostrei meu diploma do curso que fiz em Nova York e o cara quase caiu pra trás. Gosto de mostrar essas coisas porque me fazem lembrar o quanto eu me esforcei para ser o que sou hoje - e mostro aos suecos o que é que a baiana tem, sabcumé?

Anyway, fui lá munida também de algumas informacões que pesquei no site da universidade e muitas perguntas, claro. O cara me explicou como são os cursos e eu perguntei como é que se consegue uma vaga. Há cerca de três tipos de classificacão de estudantes: os que saem direto do colégio, quem faz uma högskola - um nível intermediário entre o colégio e a universidade - e quem tem diplomas de fora da Suécia, como é o meu caso.

Para conseguir minha vaga dependo que poucos adolescentes queiram ir direto para a universidade e, aqueles que por ventura queiram estudar mais, tenham notas ruins. Além disso, caso tenha sucesso, preciso ainda pedir ajuda de custo para pagar o curso. Em fim, fui lá, falei muito, mas não tenho a menor idéia se vou conseguir alguma coisa. Nem sei que curso farei, pra falar a verdade. É nessas horas que eu queria ser bem pequenininha e aceitar as decisões que alguém tomasse por mim. Sei que é infantil, mas, ah, às vezes é tão difícil ser adulto o tempo todo!!! :c/

Posted by Maria at 02:50 PM | Comments (0)

outubro 06, 2002

LULA LÁ!

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setembro 27, 2002

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setembro 05, 2002

Na real

Estou aqui com a Alê e com a Angélica, ambas amigas blogueiras que conheci graças à Internet. São tão legais ao vivo quanto pela Web. Não é o máximo? Estamos desde às três da tarde aqui na Letras e Expressões em Ipanema só conversando e tomando café. Quando comentei que deveríamos vir até aqui à sala de computadores para escrever posts em nossos blogs dizendo que havíamos nos encontrado, Alê quase pulou da cadeira dizendo:"Claro! O que estamos esperando? Pra quê ficar sentada conversando quando podemos escrever?". Uma figura! Angélica está aqui do meu lado esperando eu publicar esse post para que ela possa comentar.... Esse povo de Internet é ótimo! Minhas duas mais novas amigas! :c)))

Posted by Maria at 11:33 PM | Comments (0)

julho 23, 2002

Joguei fora a infelicidade que

Joguei fora a infelicidade que vinha com o meu nome impresso na embalagem.

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julho 19, 2002

Passei!!! Passei!!! Passei!!!

Vocês estão lendo a mais nova licenciada em softwares do pacote Office da cidade de Boden, Suécia. Hoje foi o último dia de curso e fiz a temida prova do Excel Database. Passei com 90% de aproveitamento!!! Mas o dia não foi tão simples assim. Antes de comecar a fazer a prova do Excel -- que tem um tempo limite para ser feita (30 minutos para responder a 30 perguntas), assim como todas as outras que já fiz -- me avisaram que para ter o documento final que atesta que eu sei usar o Office precisaria fazer mais uma prova, a chamada "Allmänt IT" [almênt IT], algo como conhecimentos gerais sobre o uso de computadores, leis etc. Passei com 83% de aproveitamento. Perguntaram sobre copyright; leis de utilizacão de software na Suécia e até uma questão que achei muito capciosa: "O que é necessário para que um computador funcione?". As alternativas eram: 1) Browser; 2) Sistema operacional; 3) Barra de Espaco; 4) Monitor.

Agora, vocês podem me perguntar pra que serve essa carteirinha? Bom, ainda não sei ao certo porque simplesmente não faco idéia de quando, nem como irei encontrar um trabalho aqui, mas, sem dúvida, para um imigrante, qualquer comprovante de que se é capaz de realizar uma tarefa é lucro. A autoridade sueca responsável pela educacão de alto nível (universidades etc) acabou de me mandar um documento dizendo que o meu diploma de jornalismo pela UFRJ foi considerado válido, as aulas e matérias reconhecidas e consideradas equivalentes às do sistema de ensino superior daqui. A partir de agora, portanto, sou uma jornalista aqui também. Se bem que tenho a impressão que, em termos práticos, essa carteirinha de competência em computadores pode fazer mais por mim do que meu diploma.

Posted by Maria at 11:55 AM | Comments (0)

julho 11, 2002

Passei!!!

Pois é, galera! Passei! Ontem fiz pela terceira vez o teste do Word e eu PASSEI!!!! Com 76%, a média mínima, é verdade, mas eu passei! Ah!!! Faturei também o PowerPoint, com 80%. Agora, caríssimos amigos, só falta o meu querido Excel e sua base de dados (e eu que nem sabia que Excel tinha database -- pode ser mais chato?). Ainda bem que não tenho poderes sobrenaturais senão o desgracado do Bill Gates já teria desencarnado há muito tempo.

Posted by Maria at 09:30 AM | Comments (0)

julho 08, 2002

AH! Eu odeio o Bill Gates!!!

CURSO DE INFORMÁTICA, Boden -- Hoje estou triste, apesar de ter achado esse divertido homem-aranha aí em baixo. É que estou fazendo um novo curso, dessa vez para tirar uma carteira que prova que sei mexer com computadores e com os programas mais utilizados, como Word, Excel, PowerPoint etc. A coisa é que eu sei trabalhar com todos eles mas para ter o diabo do papel provando que eu sei -- e na Suécia tudo tem que ter prova no papel, diploma etc -- preciso fazer esse curso.

No segundo dia de curso fiz as provas para ser certificada em Windows 98 e em Internet e e-mail. Passei nos dois. Mas agora empaquei no Word. Já tentei duas vezes, quinta-feira passada e hoje, e não consegui. Quinta alcancei 73% de respostas certas -- uma, apenas uma resposta a menos do que o necessário para conseguir o diabo do diploma -- e hoje não passei dos 70%. Estou triste. Não gosto de ser reprovada... Mas eu sei que faz parte etc e tal. Vou continuar tentando porque não há coisa que deteste mais do que desistir.

Uma coisa é certa: não me ajuda o fato de todas as perguntinhas desses testes medonhos serem feitas em sueco. Quem me conhece sabe que sofro de uma deficiência crônica de paciência e nunca em minha curta vidinha botei um pezinho em um curso de informática. Aprendi tudo o que sei fazendo -- sou gente que faz mesmo. Mas a questão aqui é que isso não é suficiente pra esses loirinhos. Tudo bem, sei que é importante, mas estou chateada e rabugenta, de forma que me agüentem um pouquinho, tá?

Não entendo porque o desgracado do Bill Gates tinha que criar um programa tão complicado como o Word, com trocentos mil menus de atividades, arquivos, modelos, padrões, convencões.. AAAAAAAAHHHHHHH!!!! Você tem idéia do que seja um Stycken? Pode me explicar o que significa Visningslägen? Sabe o que é um Radavstånd? Pois é, nem eu. :c(

PS.: Sorry os erros de português, mas estou no curso, sem meu dicionário e frágil. Por favor, fechem os olhinhos se virem algo errado, ok?

Posted by Maria at 10:13 AM | Comments (0)

junho 30, 2002

BRASIL!!! Futebol CINCO ESTRELAS:

BRASIL!!!

copa.jpg

Futebol CINCO ESTRELAS:

58 - Världsmästare

62 - Campeón

70 - Campeón

94 - Champion

02 - Champion

Posted by Maria at 02:56 PM | Comments (0)

junho 26, 2002

Ganhamos!!!

Gente, que maravilha! Claro que não vencemos bonito, como contra a Inglaterra, mas tudo bem. O importante é que ganhamos. Agora, vou contar uma coisa a vocês: é difícil assistir aos jogos fora do Brasil, viu? Não vou dizer que eles estivessem torcendo em peso para os turcos, mas, antes da partida, a maioria dos suecos estava, digamos assim, bastante consciente das falhas da selecão e, ao mesmo tempo, destacavam sem parar o bom time da Turquia. Ai, tava com vontade de gritar! (E gritei). Por outro lado, como é bom não precisar ouvir as sandices que o Galvão Bueno diz! U-hu! Estamos nas finais!!!

Historinha: aqui na Suécia há um costume meio esquisito: quando algum dos times daqui vencem - seja no campeonato de hóquei no gelo, seja no de futebol - as pessoas vão festejar em carreata até um monumento em forma de obelisco, bem no centro de Estocolmo. Lá, se jogam na água do lago faca frio ou calor. É um daqueles lugares centralíssimos, vitais pra quem quer cruzar a cidade. Pois bem, quando a Turquia venceu o Senegal, os turcos invadiram o tal do chafariz e, claro, eu jazia no carro, ao lado de Stefan e de um companheiro de trabalho dele, ambos perplexos com a festanca turca. Stefan, apesar de calmo, estava ao volante e não conseguia acreditar que os caras simplesmente deixaram os carros no meio da rua e foram festejar dentro d'água. "Será que eles não sabem que isso é proibido?", perguntou ele. "Eles sabem sim", respondi eu. "Mas eles não são suecos e exatamente agora não têm esse apego todo especial às regras daqui".

Posted by Maria at 03:41 PM | Comments (0)

junho 17, 2002

Passei de ano

Meninos, o Montanha-Russa é Nota 10! Obrigada Gravatá!

E, o que me deixa mais feliz é que estou muitíssimo bem acompanhada. Aparecem lá também os meus amigos Sérgio Maggi, André Machado e Edney.

Posted by Maria at 11:11 AM | Comments (0)

junho 12, 2002

SVERIGE!!! HEJ DÅ MUCHACHOS!!!

SVERIGE!!!


HEJ DÅ MUCHACHOS!!!

Posted by Maria at 10:28 AM | Comments (0)

junho 11, 2002

AU REVOIR!!

AU REVOIR!!

Posted by Maria at 09:58 AM | Comments (0)

junho 07, 2002

SVERIGE!!! Agora - pasmem! -

SVERIGE!!!

Agora - pasmem! - estou torcendo pela Argentina porque quero que os ingleses voltem pra casa para que a Suécia seja classificada em segundo do grupo. Incrível as voltas que o mundo dá!

:: A Argentina é mesmo difícil de se gostar. Como disse, estava até torcendo pra eles contra a Inglaterra - por ser mais interessante para a Suécia, claro, mas ainda assim estava torcendo pra eles - e tudo foi por água a baixo. Os argentinos ganham quando deveriam perder e perdem quando deveriam ganhar. Que coisa! Agora vai ser um deus-nos-acuda jogar contra eles valendo classificacão. Ó céus!

Posted by Maria at 12:02 PM | Comments (0)

junho 03, 2002

Sufoco

fotbollen.gifMas que bom que acabou tudo bem. Foi um sufoco bem brasileiro, com jogadas bonitas e boas atuacões do Ronaldinho Gaúcho, do Ronaldo, Juninho e até do Rivaldo. Mas sem muitos gols. Ainda bem que acabou tudo bem.

Aliás, deixa eu contar uma coisa pra vocês: às vezes acho os comentários dos narradores aqui da Suécia meio sem pé nem cabeca e fico morrendo de vontade de ligar pro estúdio e dar a informacão correta, mas vale dizer que é bom demais não precisar ouvir as "narracões opinativas" - para ser educada - do Galvão Bueno.

Outras cositas más:

-- precisamos de um ponta direita, né? O Cafú fica muito atrás!

-- assisti a duas entrevistas antes da partida que me deixaram de boca aberta. A primeira foi com o Cafú, que respondeu em um italiano perfeito às perguntas de uma repórter de TV. A outra entrevista, na mesma linha, foi feita com o Denilson, que falou em um espanhol muito bom. Se esses caras podem eu também posso!

-- quanto estava ouvindo o hino turco e a TV coreana mostrou os rostos dos jogadores, pensei: "Esses caras são guerreiros".

-- um dos comentaristas da TV sueca disse que o Lúcio foi vendido baratinho para o Bayer Leverkussen da Alemanha e que hoje é um dos melhores béques do futebol mundial. Ele é tudo isso mesmo ou eu tou por fora?

-- meu pai disse que é feio falar assim, mas hoje não dá pra sublimar: odeio o Roberto Carlos.

Posted by Maria at 11:48 AM | Comments (0)

junho 02, 2002

Campanha

Como me lembrou o Serginho, quem acabou se dando bem nessa coisa toda foi a Argentina, que ganhou da Nigéria e está em primeiro no "Grupo da Morte". Quero, por isso, lancar uma campanha:

ATENCÃO, SE VOCÊ É ARGENTINO (A) OU TEM ALGUMA SIMPATIA PELO TIME DO BATISTUTA, NÃO LEIA A CONTINUACÃO DESSE POST.

Vamos quebrar a perna do Batistuta!!!

Posted by Maria at 01:37 PM | Comments (0)

É guerra!

O goleiro reserva paraguaio acabou de fazer uma besteira, gol da África do Sul, mas fora isso, queria decretar mais uma guerra ao Paraguai, anexá-lo e fazer de Gamarra, Arce e Santa Cruz jogadores da Selecão Brasileira. Uau!

1 Suécia x Inglaterra 1

Vamos combinar o seguinte: no segundo tempo a Suécia foi muito melhor do que a Inglaterra. Depois da saída do Beckham os ingleses parecem que sentiram o calor e o ataque sueco que partiu pra cima. O primeiro tempo a Suécia foi fiel a uma das características mais importantes do povo daqui: os suecos foram tímidos. Devem ter tomado uma chamada no vestiário do técnico e voltaram muito melhores. Ainda não acredito que o Henke Larsson perdeu aquele chute no último minuto. Mas tudo bem. A Inglaterra é mesmo um time ótimo.

VAi SUÉCIA!!!


O gol do Alexandersson, que eu nem sei onde joga, foi bacana. Parecia até que o Sven-Göran Eriksson, técnico sueco da Inglaterra, estava torcendo para o seu país de origem porque tirou o Beckham e o Vyssel. O Owen ficou apagadíssimo no jogo sem os lancamentos perfeitos do Beckham.

No fim do primeiro tempo a Suécia estava totalmente perdida em campo, com medo dos ingleses. Passou os primeiros 20 minutos se protegendo, até que o Beckham cobrou um córner perfeito e encontrou Campbell, desmarcadinho da silva, que fez o clássico gol inglês, com chuveirinho na área. Os dois suequinhos, um em cada trave, nem se mexeram. Os astros Fredrik Ljungberg e Henrik Larsson - ambos jogando no futebol da ilha, o primeiro no campeão Arsenal, e o segundo no Celtics, da Escócia - estavam perdidos. Não fizeram um só ataque pertinente. Apenas o Allbäck chutou a gol, mas sem muita precisão.

Posted by Maria at 11:25 AM | Comments (0)

maio 31, 2002

É SENEGAL!!!

É SENEGAL!!!

Posted by Maria at 03:28 PM | Comments (0)

maio 29, 2002

Inacreditável

Acabei de assistir a um documentário que me deixou de queixo caído. Entrevistou-se um historiador que tenta provar que a Copa do Mundo de 1958, aqui na Suécia, na qual o Brasil conquistou seu primeiro título mundial, não aconteceu. Isso mesmo: ele diz que o mundial de 58 não aconteceu.

O historiador sueco Bror Jacques de Waern tenta provar que a Copa de 58 não aconteceu de verdade na Suécia, como todo mundo pensava, mas foi uma série de jogos disputados para inglês ver, em Los Angeles, na Califórnia. A razão que teria levado os jogos a serem disputados nos EUA seria porque os americanos queriam saber o poder de influência da televisão nas pessoas.

Para comprovar sua pesquisa, de Waern escreveu o livro "The Football Conspiracy", no qual mostra fotos de prédios que ele diz não existirem na época perto dos estádios, estudos sobre a insidência solar e outros detalhes inusitados. Até as chuteiras dos jogadores brasileiros, que disputaram a final com a própria suécia, entram na danca. De Waern diz que os calcados brasileiros são falsos por serem muito mais avancados do que os utilizados na época.

O historiador é um dos fundadores de um grupo chamado Konspiration 58, que tenta provar toda essa teoria. Segundo a caixa do clube, desde que criou sua home page, o Konspiration 58 já recebeu mais de 4 mil novos sócios. E outra informacão interessante: o próximo passo é abrir uma filial do grupo no Brasil. Durma-se com um barulho desses.

Mas, vem cá: se isso tudo for mesmo verdade, como é que o Garrincha arranjou tempo para ter um filho com uma sueca?

Posted by Maria at 08:46 PM | Comments (2)

março 06, 2002

Ajuda

Apesar de querer me ajudar, a Anne disse que eu não posso ser medlem do sindicato dos jornalistas aqui na Suécia porque eu não estou trabalhando em nenhum jornal ou revista. Além do que, não estou estudando para ser jornalista também. De forma que posso pedir por favor para ser aceita como membro associado, o que é muito utilizado por jornalistas estrangeiros que venham para a Suécia trabalhar com notícias. Ela não me garantiu nada mas me mandou um endereco de e-mail para eu pedir minha associacão. Espero que dê certo.

Posted by Maria at 05:27 PM | Comments (0)

Língua

Falei ontem e hoje pelo telefone com duas pessoas em sueco fluente. Ontem foi com o Abdul, repórter da Sveriges Television, que recebeu meu e-mail e respondeu muito amavelmente. Ele também é invandrare, claro, de forma que ficou mais fácil se importar com o que eu disse na carta. Se bem que já aprendi que pessoas se mexerem pra te ajudar assim, do nada, é coisa rara. Agradeci à beca a ele. Hoje falei com a Anne, que dirige o sindicato dos jornalistas daqui, que tem âmbito nacional, o chamado Journalistförbundet. E, ao contrário dos sindicatos brasileiros, não é pouca porcaria. Com ela falei em um sueco de arrepiar, o melhor que consegui até hoje, depois de ralar muito nas aulas e aqui, com meus livros. Até eu, minha pior crítica, fiquei feliz simplesmente pelo fato de ter me expressado tão corretamente em sueco. Que orgulho!

Posted by Maria at 05:24 PM | Comments (0)