dezembro 27, 2005

Bling bling, yo!

elo visto sou uma das poucas balzacas que ainda assiste MTV por essas bandas, yo! Bling bling, é uma gíria advinda do Hip Hop e que faz referência a jóias caras e a outros adornos brilhantes. O termo teria vindo da Jamaica, onde Bling Bling é uma onomatopéia do som produzido em desenhos animados quando a luz reflete em um diamante. Agora eu vou Pimp my ride, devolver os filmes no DVD que aluguei ontem* e depois retornar aqui pro meu Crib, to chill. Yo!

Fontes: os fantásticos Wikipedia e Urban Dictionary.

* "Batman Begins", ótimo! Vocês sabem que tenho uma paixão envergonhada pelo Michael Caine, né? Pois é, não conta pra ninguém senão desminto tudo! :c) Agora, enjoei da pobre Katie Holmes, que não tem culpa de andar com gente esquisita. Mas, thats life. Não posso mais ver os filmes do Steven Spielberg porque ele só trabalha com o Tom Esquisitão Cruise, e eu não assisto filmes com esse infeliz. Alugamos ainda "Cold Mountain", muito bom também, mas tristíssimo. A pobre Nicole Kidman quase me fez chorar um monte de vezes, o Jude Law é, como sempre, delicioso, apesar de meio sujinho. Gostei mesmo foi de ver a Renée Zellweger abrindo a boca e soltando seu sotaque sulista. Bacana.

A palavra em sueco do dia é slang, gíria.

Posted by Maria at 12:55 PM | Comments (13)

dezembro 22, 2005

A frase em sueco do dia é God Jul!, Feliz Natal!

Posted by Maria at 04:29 PM | Comments (21)

outubro 19, 2005

Visitas


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Obrigada!

A palavra em sueco do dia é besöksräknare, contador de visitas.

Posted by Maria at 04:02 PM | Comments (26)

setembro 01, 2005

Alegria, alegria

Se por um lado, a volta às aulas provoca um certo desconforto, por outro, paradoxalmente, fico sempre muito feliz. Sou obrigada a viver sem meu urso; a morar longe de "casa"; a batalhar para passar nas provas; a fazer malabarismos com uma economia apertadíssima. Mas, ao mesmo tempo, realizar todas essas coisas e ainda me sentir bem no final do dia pode ser visto como uma vitória diária. Daí a felicidade.

O primeiro curso do semestre é de psiquiatria social, no qual temos uma introdução às doenças mais comuns com as quais provavelmente teremos de lidar quando começarmos a trabalhar. Depressão, angústia, trauma, mano-depressão, assim como esquizofrenia e psicoses. Não é fácil, mas interessantérrimo. Os livros didáticos são espetaculares e os professores melhores ainda.

Ontem, durante uma aula, o professor foi interrompido por um homem sentado lá no alto do anfiteatro, que começou a questionar tudo o que o professor dizia. Ele desceu até o centro da sala e começou a querer explicar pro professor seus pontos-de-vista. Nós, cerca de 90 estudantes (quase todas mulheres), prendemos a respiração, esperando o pior. Mas era um outro professor, mostrando ao vivo e a cores como age uma pessoa mano-depressiva em seu estágio maníaco.

Estou fascinada.

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E quando eu digo que a vida é cheia de surpresas vocês acham que estou exagerando ou recorrendo a clichês. Mas é verdade. Querem um exemplo? Estava eu aqui em casa, sentadinha no sofá, lendo pacientemente (e com muito interesse) o capítulo sobre Angústia do livro principal, que será discutido na palestra de hoje, quando veio o correio. Anúncios de lojas de móveis, de sorvetes, de roupas. No meio, um pacote.

Não tinha endereço de retorno. Abri, sentindo que era um livro, mas sem saber o que esperar. Eis que de dentro tiro o livro "Café e Bar Ponto Chic", de Francisco Paula Freitas, e um bilhete que me deixou tão feliz (sååå lycklig) e emocionada (och rörd) que eu simplesmente tinha que contar aqui. O pacote com o livro me foi enviado por Bengt Jonsson, leitor do Montanha que eu não conhecia.

Olha, muita água já rolou debaixo dessa ponte aqui, muitos desentendimentos, muitas coisas chatas, engraçadas e boas. Mas essa é uma das melhores. Bengt, que quer melhorar seu português, diz que me lê já tem alguns anos e, melhor, afirma que gosta do que lê. Automaticamente fiquei com vergonha das vezes em que fui um pouco dura com os nativos, principalmente quando eu estava muito frágil e sem muita esperança no futuro.

Mas, tenho certeza, ainda mais lendo e relendo o bilhete tão gentil, que Bengt compreende que a vida é assim mesmo, complicada, como uma Montanha-Russa de verdade. E que eu falo da minha vida, com seus dias bons e ruins - não de verdades universais e imutáveis. Pelo bilhete, que me encheu de alegria, compreendo que, na verdade, somos todos humanos, nativos ou não, capazes de coisas terríveis e formidáveis. E, por isso, sou muito grata.

A frase em sueco de hoje é tack, Bengt!, obrigada, Bengt!.

Posted by Maria at 11:34 AM | Comments (23)

agosto 22, 2005

Moda, amor e palavras

Sou uma criatura que não gosta de modas. Tenho a impressão de que preciso observar várias pessoas tentar primeiro, para só depois, com calma, ver se é alguma coisa pra mim. O que, aliás, é estranho, porque na vida geral sou exatamente o oposto disso, me jogo antes e penso depois... Anyway, apesar dessa demora, tenho sim a capacidade de adotar novidades - apesar de sempre estar unfashionably late.

A última foi o tal do feeding (não, não dá pra escrever em português), com o qual, a partir de uma única página leitora, fico sabendo se os blogs e sites que gosto de ler foram atualizados ou não. É uma bênção. Cadastro lá tanto os news sites que mucho me gusto como a grande maioria de vocês, camaradas blogueiros. Existem páginas pessoais, no entanto, que não têm um feeding, o que é uma pena. Feeding, já! Vai , meu filho! É indolor.

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O querido André Machado, escritor, jornalista, blogueiro e gente de primeira categoria, escreveu uma matéria muito interessante sobre o Amor na Internet. André ouviu muitos internautas (ahhh, essa palavra já tá mais pra lá do que pra cá), entre eles yours truly e até o psicanalista Alberto Goldin. Está muito legal, viu. Recomendo. Como o Globo pede cadastro e uma série de chatices sem fim, copiei o texto do André prum documento Word. Quem quiser ler, tá aqui.

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Nas minhas andanças pelos sites da vida, descobri mais uma jóia: o blog de um jornalista parisiense que foi morar no Rio. Acho fascinante a maneira como Olivier Hensgen enxerga o modo de vida, os trejeitos e, principalmente, os defeitos de quem mora na minha cidade (e no meu país). O nome é Carnet Carioca e é um delícia. Tem foto panorâmica da Lagoa Rodrigo de Freitas com o texto: "Quantas metrópolis possuem vistas comparáveis?" e duas fotos da praia, com o gol do futebol de areia demarcados por dois chinelos de dedo e, do outro lado, dois côcos verdes enterrados na areia.

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Não sei se vocês repararam (well, alguns o fizeram e até me mandaram emails furibundos a respeito) mas eu ando meio de mau com a língua portuguesa. À medida em que meu urso melhora seus conhecimentos e não comete mais tantos erros de concordância, vou perdendo terreno, me esqueço de palavras, de suas grafias, do que elas querem dizer. E o pior é que nem posso colocar a culpa nas minhas leituras, predominantemente em línguas estrangeiras, porque ganhei uma porção de livros bacanas em português nesse verão.

Tem vezes que meu cérebro dá um nó; a palavra que quero escrever desaparece e fico apenas com a versão em sueco ou inglês a borbulhar na minha frente. E juro que não estou besta ou metida. Estou, na verdade, mais pra desesperada porque obviamente meu português se deteriora a olhos vistos, enquanto o sueco ou o inglês não melhoram mais do que o normal. Por isso, começo aqui a campanha: "Dê um Dicionário Aurélio Online pra Maria Fabriani". Só serve online e a última versão, por favor. :c)

A palavra em sueco do dia é måndag [môôndag], segunda-feira.

Posted by Maria at 11:36 AM | Comments (15)

agosto 01, 2005

Amor, I love you

deixa eu dizer que te amo.gif


Ihh, me lembrei agora. Hoje fazemos um mês de casados. É bodas de quê? :c)

A segunda palavra em sueco do dia é glädje [glédie], alegria.

Posted by Maria at 03:16 PM | Comments (21)

No umbigo sueco

Passamos o final de semana no ponto geográfico central da Suécia, perto da cidade de Sundsvall. Foi lá que se realizou o casamento da minha amiga da universidade Anette e de Magnus, o namorado que virou marido. Ficamos hospedados num típico gård [gôôrd] sueco, ou seja uma casa imensa, cheia de quartos, geralmente no meio de um campo enooorme. No Brasil, chamaria-se Casa Grande. A diferença é que aqui nunca existiu senzala.

Chegamos na quinta à noite e passamos o final de semana em festas constantes, churrascos, jogos e brincadeiras. Éramos mais ou menos 40 pessoas, incluídas aí as crianças. Foi cansativo mas muito divertido. Na sexta fez-se um churrasco (do estranhíssimo modo nativo, cada um traz sua carne) e, no sábado, foi o casamento. À tarde fomos levados de ônibus fretado até o ponto geográfico central, no alto de uma montanha, onde existe um restaurante e um mirante.

A festa, logo depois, já de volta à casa, foi boa, muito alegre. Ganhei até um concurso de dança! :c) Voltamos pra Boden ontem de manhã. Como viajamos de carro, levamos oito horas na ida e mais oito horas na volta. Ainda estou meio "quebrada", mas feliz de estar em casa. Veja as fotos novas.

Mapão do território sueco.

A expressão em sueco do dia é borta bra men hemma bäst [borta bróó men rrema bést], viajar é bom mas voltar pra casa é melhor.

PS.: Obrigada a todos que escreveram felicitando minha avó pelo seu aniversário. :c)

Posted by Maria at 12:07 PM | Comments (11)

julho 08, 2005

Stefan e Maria II

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Fomos.


A palavra em sueco do dia é smekmånad [ismêkmôônad], lua de mel.


Posted by Maria at 05:16 PM | Comments (12)

julho 06, 2005

No arquipélago




Tem mais fotos lá no Flickr.

Ontem passamos o dia no arquipélago de Piteå, na casa de praia dos tios do meu urso, Mauritz e Veronica. Foi um dia maravilhoso. Chegamos a um pequeno porto na cidade de Jävre às 11 da manhã e eles nos buscaram no barco Miss Coconut. Cinco minutos depois, estávamos chegando à ilha onde eles têm sua casa de veraneio, stuga, em sueco.

A casa é linda, cercada de natureza literalmente por todos os lados, e com todos os confortos possíveis. Tem casa de hóspedes, sauna e até banheiro! Uma coisa. Comemos bem, bebemos ainda melhor (espumante e vinho tinto da Espanha) e lagarteamos no sol, que ninguém é de ferro. Me senti em Búzios. Estava quente, por volta dos 30 graus no sol, mas uma brisa suave vinha do mar e não deixava esquentar demais.

O resultado é que eu e meu urso ficamos completamente vermelhos. No final do dia fomos visitar Rönnskär, uma ilha de pescadores que hoje é um paraíso para quem gosta de vida marítima. Vimos o farol (urso subiu láááá em cima, eu não), as casinhas (hoje casas de veraneio), e a igrejinha. Chegamos em casa às dez da noite, exaustos, mas felizes. :c)

A palavra em sueco do dia é skärgård [chéérgôôrd], arquipélago.

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pingreen.gif Dicas de leitura bloguística: Marina, mandando muitíssimo bem, sobre as verdades e as mentiras da vida na Suécia; e Karenin, inspiradíssima, contando como foi parir Antonio. Vale a pena.

Posted by Maria at 08:43 AM | Comments (16)

julho 05, 2005

Bate forte, coração

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Esse blog é território de uma mulher apaixonada.

Posted by Maria at 12:06 AM | Comments (15)

julho 01, 2005

Stefan e Maria

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Nos casamos.

No civil, na prefeitura de Boden, apenas a família e uma amiga íntima, que por acaso estava na cidade de férias. Decisão tomada na segunda, executada hoje (viva a burocracia desburocratizada sueca!). Dia lindo, sol brilhando e calor de 23 graus. Eu vestia rosa, meu urso de terno preto. Eu usava uma guirlanda de flores na cabeça e um buquê combinando. Meu urso estava lindo. Nos meus pés, as sandálias de salto que usava quando aprendia a sambar com Carlinhos de Jesus. Em casa, torta de chocolate e champagne. Viva! :c)

bolinhazinha06.gif A palavra em sueco do dia é bröllop [brôlôp], casamento.

(Ilustração, Leo Martins.)

Posted by Maria at 03:49 PM | Comments (61)

junho 29, 2005

Ganhamos!

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Onde está Waldo? Alguém adivinha qual é a nossa varandinha?

Confesso uma coisa: não assisti ao jogo Brasil x Argentina. Não, não consegui sentar na sala e sofrer durante mais de 90 minutos. Mesmo ganhando de quatro a um. Mesmo com os maravilhosos Adriano, Ronaldinho e Cicinho. Depois de conversas emocionantes com a família de meu pai e de minha mãe, acontecidas no início da semana, estava sem condições emocionais pra me descabelar pela seleção.

Resolvi, por isso, sentar no escritório/quarto de hóspedes, onde temos nossos computadores. Meu urso, vestido a caráter, torcia sentado na frente de seus computadores. Eu corria pra sala a cada gol, feliz. Mas nervosa. Ele diz que só assiste aos jogos pra ficar olhando pra mim, porque sou um "show à parte". Sei que essa copa das confederações não vale nada, mas me fez um bem danado ganhar dos hermanos.

(Aliás, um adendo: não consigo entender como os argentinos continuam, ano após ano, mostrando suas jubas revoltas nos campos do mundo. Me dá nervoso aqueles cachos todos colados na testa suada dos jogadores, que insistem em prender o cabelo com pequenos pedaços de pano envelhecido. Tenho a honesta vontade de ir assistir a um jogo da seleção argentina, invadir o campo e sair correndo atrás dos cabeludos com uma máquina-zero em punho.)

No intervalo, fui dar uma volta pra tirar a foto acima, porque simplesmente não agüento ouvir às "considerações" dos experts suecos (que foram muito melhores hoje, admito). Como já escrevi aqui, não consigo ser objetiva nesse campo. Pode até ser uma espécie de ufanismo tosco, de patriotismo enferrujado, mas fico genuinamente feliz em ver a alegria dos jogadores em campo. Não, não me cobrem uma análise elegante sobre o jogo. Quero mais é gritar "Brasiiiiiiiilllll!!!!!"

A segunda palavra em sueco do dia é mål [môôl], gol.

Posted by Maria at 10:39 PM | Comments (22)

junho 26, 2005

Obsessão

marvin.jpgVocê sabe quando o seu companheiro chegou a um ponto crítico em sua obsessão pelo The Hitchhiker's Guide to the Galaxy quando:

bolinhazinha01.gif Ele passa horas investigando os sites do filme;

bolinhazinha02.gif Ele não repara (ou finge não reparar) quando a namorada, de saco cheio, tenta fazer outra coisa num domingo de sol;

bolinhazinha03.gif Ele clica sem parar na figura de Marvin, o robô deprimido, pra ouvir as réplicas hilárias na voz do magnífico Alan Rickman. "Here I am, a brain the size of a planet and they ask me to help you navigate. Do you call that job satisfaction? I don't" ou "Oh well, if you really must, press there. But you won't like it";

bolinhazinha04.gif Ele assiste a um musical cantado por golfinhos que nadam no espaço;

bolinhazinha05.gif Ele assiste dezenas de vezes ao trailer do filme online;

bolinhazinha06.gif Ele passa horas se divertindo com um game chamado "Towel Toss", ou jogando memória com as imagens dos personagens do filme;

bolinhazinha01.gif Ele marca no calendário o dia do lançamento do filme na Suécia e, logo em seguida, visita os sites dos cinemas daqui pra saber se já é possível reservar duas entradas.

bolinhazinha02.gif E, por fim, quando lê as 880 páginas do livro em tempo recorde, pela milésima vez.

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A palavra em sueco do dia é fantast, aficionado.

Posted by Maria at 01:25 PM | Comments (7)

maio 18, 2005

Ópera

Eu adoro música. Gosto de vários estilos, dos clássicos dos anos 70 e 80, R&B, samba (não-pagode) e, claro, MPB. Gosto também de ópera e de clássicos (Adagio de Albignoni é um dos meus favoritos, apesar de ser meio deprê, e entre as árias, Nessun Dorma, cantada durante o Turandot de Puccini). Sim, eu gosto de ópera. Cresci ouvindo "A Flauta Mágica" de Mozart e incontáveis árias interpretadas por Maria Callas (foto ao lado - pra mim ela é única, não tem pra ninguém).

Meus pais sempre tiveram muito bom-gosto no que diz respeito a música. Meu pai é mais pro jazz, Chet Baker, Miles Davis etc. Minha mãe sempre gostou de ópera. Me lembro inclusive que tivemos de devolver um canário que compramos porque o passarinho cantava enlouquecidamente, numa espécie de competição com as sopranos todas as vezes que mamãe escutava seus discos nas manhãs de sábado e domingo na nossa casa de vila em Botafogo.

Ainda no Santo Inácio (colégio carioca) onde passei dez anos da minha vida, comecei a cantar no coral. Me lembro que não conhecia ninguém muito bem, mas incentivada por vovó, acabei indo. Eu tinha uns 11, 12 anos. No primeiro dia assisti à aula de fora, antes de fazer um teste pra determinar se era primeira, segunda ou terceira voz (acabei sendo primeira voz, mais fininha, tipo soprano, o que apenas mostra como a professora era incompetente).

Antes, o coral ia apresentar uma música. Conhecia de vista uma menina magrinha que já fazia parte do coral e fiquei surpresa por vê-la ali. O nome dela era Elisabeth e ela tinha uma voz meio débil, muito infantil. Nunca me esqueço que quando ela abriu a boca pra cantar - como solista - eu quase chorei de emoção. Que voz, que força!

Me lembro nitidamente que fiquei envergonhada de ter ficado tão emocionada. Não consegui entender o porquê daquela emoção que apareceu no meio do meu estômago, assim que a Beth começou a cantar. Fiquei tão envergonhada que não me lembro da música que ela cantou... e olha que eu sei cantar até hoje as músicas que aprendi no coral, até mesmo uma cantiga de ninar em alemão (oh!).

Um domingo bobo desses estava zapeando pelos canais de TV e dei de cara com um programa do estilo "Idol", só que ligado à ópera. Os candidatos tinham de cantar na frente de especialistas e o vencedor ganharia um papel numa ópera a ser encenada em Londres. Apesar de não gostar de reality shows, não consegui deixar de assistir.

Estudantes, executivas, professoras, assistentes sociais, agentes de turismo, todos se submeteram ao treinamento duro e se saíram muito bem. Mas a melhor de todas foi Jane Gilchrist, que até antes de participar do show era caixa de supermercado. Vi no site do Channel 4 que ela ganhou o concurso juntamente com uma outra concorrente.

Que voz! Minhanossasenhora. Não sou educada o suficiente in those matters pra entender de acordes, sutilezas musicais ou que tais. Sou daquelas que sabe apenas apreciar algo bom. Meu gosto é, antes de tudo, instintivo. Por isso mesmo acho ópera o maior barato, porque na verdade, o interessante não são apenas os dó de peito de sopranos, tenores e contraltos, mas antes de mais nada, como esses artistas cantam - a emoção depositada em cada sílaba. Acho que o que me atrai em ópera no final das contas é o excesso, a falta de limites.

Quando vi e ouvi essa Jane Gilchrist cantando fiquei muito emocionada. E o melhor é que ela sempre quis cantar, mas acabou se casando cedo, tendo filhos etc e o sonho foi deixado de lado. E eu adoro quando sonhos se tornam realidade. A-D-O-R-O.

Já escrevi sobre ópera aqui.

Posted by Maria at 03:35 PM | Comments (14)

fevereiro 26, 2005

Missão cumprida

love.jpg Estou em paz comigo mesma. Passei o dia estudando, li partes do livro do curso de método qualitativo e resolvi duas questões de uma prova antiga (deixei uma para amanhã). À tarde, li, analisei, codifiquei e criei perguntas a partir da entrevista que uma pessoa do meu grupo fez. Tudo isso para terça-feira, quando temos seminário.

Mas a razão de estar em paz não diz respeito apenas ao fato de eu ter estudado, mas sim à realização de uma tarefa do início ao fim. Tinha me proposto trabalhar neste fim de semana com essas perguntas da prova antiga e tentar analisar a entrevista. Realizar o que estava programado (mesmo dando espaço pra uma ou duas escapadelas), dá uma satisfação enorme.

Fico em paz comigo mesma, com a minha companhia. Preparo um café da tarde bem forte (mais misturo leite), como uma maçã argentina deliciosa, afago meus cabelos levemente em sinal de carinho, me sinto bem dentro da minha pele. Tenho que escrever sobre isso porque esses momentos são raros, muito raros.

Sei que ainda falta muito pra terminar de estudar esse assunto, outras provas antigas, uma dezena de perguntas, muitos capítulos do livro (que ainda é um labirinto quase intransponível pra mim). Mas gosto dessa idéia de concentração no momento, na missão à frente. Gosto de esquecer do resto e dar um passo hoje, aqui. O resto a gente vê amanhã.

Posted by Maria at 05:46 PM | Comments (7)

janeiro 21, 2005

O mico e judô

domino.gifEntão, caí. Disse que escreveria aqui quando pagasse o mico, então, conto: caí na frente do supermercado na esquina da minha casa aqui em Umeå, numa rampa coberta por uma camadinha fina de neve e por baixo, gelo lisinho. Agora estou aqui com a metade direita do meu derrière e com minha mão direita doloridos. Aliás, não sei se é apenas reflexo essa coisa de aliviar a queda com a mão, mas aprendi a fazer isso aos seis, sete anos, quando lutei judô.

Nunca contei isso aqui, né? Pois então, nessa idade eu era absolutamente fascinada com judô. Lutava com as almofadas da casa da vovó sem parar, quando o filme da sessão da tarde não me interessava, ou com minhas primas, que nunca entenderam meu fascínio. Até que um dia, minha mãe, reparando em minhas tendências esportivas, me matriculou numa aula de judô no meu coleginho de então. Nem preciso dizer que eu era a única menina na minha faixa etária (e acho que das outras faixas etárias também).

Como era baixinha e novinha, o professor me colocou pra lutar com um menino também baixinho, mirradinho, daqueles bem marrentos. Revoltado por ter sido "rebaixado" pra lutar com um ser tão inferior como uma menina, ele me beliscava nos braços e tentava dar olhares furtivos, porém nem tão sutis, pra dentro do meu quimono. Eu não entendia aquela raiva toda, nem a curiosidade com relação à minha área peitoral, que não era maior do que a dele naquela época.

Meus sonhos olímpicos no time de judô brasileiro acabaram algumas semanas depois, quando me cansei dos risinhos, da raiva revoltada do coitado do meu parceiro, e de usar camiseta debaixo do quimono no calor do Rio de Janeiro. Não passei da faixa branca, mas conquistei dois "graus" amarelos. Acho que mais pela simpatia do professor do que pelos meus dotes esportivos. Mais tarde, joguei futebol, corri, saltei, joguei queimado e treinei basquete e vôlei quase a sério. Antes disso tudo, queria ser bailarina. :c)

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Repararam que acabei de ler o "Statusstress" do Alain de Botton? Pois é, êta livrinho interessante! Mas tô com uma preguiça básica de escrever sobre ele hoje, por isso vou deixar pra depois as histórias sobre o que nós, humanos, fazemos para nos sentirmos "amados". Li, nesse meio tempo, um livro muito bom pra universidade chamado "Marginalitet" (não preciso traduzir, preciso?) e outro chamado "Tarzans tårar" ("Lágrimas de Tarzan") de uma escritora sueca bacaninha chamada Katarina Mazetti. Livro bom pruma viagem de trem ou ônibus, nada demais. Agora comecei o "Cartas a Paula", que me foi enviado carinhosamente pela minha amiga Julia, no Natal. (Um beijo, querida). O livro foi feito com cartas de pessoas que leram o "Paula", da Isabel Allende, no qual Allende relata de forma comovente a morte de filha. (Update: terminei de ler ontem mesmo. Livro emocionante. Já comecei outro da Isabel Allende...)

Posted by Maria at 02:25 PM | Comments (18)

dezembro 24, 2004

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Posted by Maria at 01:48 PM | Comments (32)

dezembro 19, 2004

Quarto advento

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oje é o quarto e último advento, o que quer dizer que já estamos na semana do Natal. :c))) A igreja sueca dedica o dia de hoje à Nossa Senhora (legal, sempre gostei dela). Agora vou dar uma volta com o meu urso. Mais tarde volto pra responder aos comentários. Beijo, desligo.

Posted by Maria at 12:47 PM | Comments (8)

dezembro 16, 2004

Azulzinho

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flor-o.gifdia lá fora está cinza, mas quando olho pra cima, tudo o que vejo é esse céu aí da figura. :c) Hoje teria aula o dia inteiro, das 8h às 15h, mas o professor ficou doente e faltou. Amanhã tem, mas eu não vou. Como já terminei de fazer a prova, estou tranqüila pra apresentação, na segunda. Aproveitei o dia-bonus para limpar a casa (sempre me incentivando com a sensação de prazer do depois da faxina feita). Fui ao supermercado, juntei meus trocadinhos e comprei, entre outras coisas, tangerinas, que são uma mania nacional durante todo o mês de dezembro aqui. Natal não é Natal sem laranjas e tangerinas em arranjos nas mesas. Nunca gostei de tangerina quando morava no Brasil, mas aqui, adoro. São docíssimas. Parece que se engole um raio de sol. :c) (Foto copiada da Marina)

Posted by Maria at 03:08 PM | Comments (9)

novembro 24, 2004

Repeat after me:

Peter Piper picked a pack of pickled peppers
A pack of pickled peppers Peter Piper picked
If Peter Piper picked a pack of pickled peppers
Where's the pack of pickled peppers Peter Piper picked?

E-mail do meu urso pra mim hoje. Dentro, nenhuma frase amorosa, nenhuma declaração de paixão absoluta e eterna. Apenas um link pruma notícia no Aftonbladet, um dos jornais mais lidos daqui. A manchete da notícia era: "Choklad tre gånger bättre mot hosta än medicin", que em português quer dizer "Chocolate é três vezes mais eficaz contra a tosse do que xarope". O que será que ele quis dizer com isso?

*cof* *cof* *cof* :c)))

Posted by Maria at 03:56 PM | Comments (15)

novembro 15, 2004

Trabalho e enlevo

love.jpg Tomara que não seja proibido ser tão feliz assim... :c)

Dia ótimo. Reunião de grupo na universidade. Nosso trabalho está praticamente pronto. Faltam apenas retoques finais, todas as entrevistas foram feitas e tals. Almoço, sopa de tomate (aquela que manchou o pote, dessa vez fui experta e levei num potinho de sorvete antigo). Reunião com o professor para discutir a apresentação do trabalho. Recebemos muitas dicas interessantes de como apresentar nossa mini-pesquisa sobre criminalidade. Dia lindo, mas com vento. Brrrr.

Vi na TV uma cerimônia numa mesquita em Malmö (cidade mais ao sul da Suécia, com enorme população árabe) para comemorar o final do Ramadã. Lindas músicas, interpretadas por um coral de meninas muçulmanas da Bósnia. Lindo lindo lindo. Fico sempre emocionada com essas cerimônias religiosas, não importando qual a religião. Acho que o que me agrada é o rito, a solenidade, a música, o fato de muitas pessoas estarem ali, reunidas, orando, pensando, desejando alguma coisa.

E como se ainda não bastasse, recebi emails ótimos, divertidos, emocionantes, amigos. Já já respondo, ok?

Tempo em Umeå hoje: de ensolarado a nublado com possibilidades de chuvas isoladas. Temperatura 2 C. Nascer do sol às 08h07, pôr do sol às 14h37.

Posted by Maria at 03:52 PM | Comments (15)

outubro 25, 2004

UPDATE, 18h: Gente! O

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yahoo.gifUPDATE, 18h: Gente! O Gilberto Gil ganhou o Polar Music Prize, um prêmio chiquérrimo de música, concedido pelo governo da Suécia pra músicos do mundo inteiro. Paul McCartney, Bob Dylan, Bruce Springsteen, BB King, Steve Wonder e Ray Charles, entre outros, já ganharam esse prêmio. Gil receberá o prêmio das mãos do rei Carlos Gustavo! :c)

A motivação do prêmio foi essa: Gil ganhou por seu "inabalável engajamento em divulgar a rica alma da música brasileira por todo o mundo. Gilberto Gil é um compositor único, dotado com um enorme talento e curiosidade, um embaixador musical único que se desenvolve com uma forte noção cultural." Gil irá dividir o prêmio com Dietrich Fischer-Dieskau, cantor de ópera alemão. O prêmio será oferecido no próximo dia 23 de maio (lindo dia!!!! aniversário do meu irmão!), em Estocolmo. Legal, né? :c) Parabéns, Gil!

Estou aqui chorando, depois de assistir a notícia do prêmio do Gil na televisão. Que emoção! *snif* *snif* *snif* *snif* :c)

Posted by Maria at 09:23 AM | Comments (29)

julho 24, 2004

Verão 2004, Boden

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Foto 1 - Quando fico de saco cheio de tudo (inclusive de mim mesma) gostaria de ir pra uma dessas casinhas no meio do nada. Essa fica numa ilha em frente ao parque em que sempre vamos dar uma andada. (A foto está meio estranha porque tive de usar o zoom no máximo... minha câmera é esforçada, mas não é profissional.)

Foto 2 - Nada de especial, além de ser lindo olhar pras árvores assim, pra grama verdinha (não se esquecam que aqui é frio seis meses por ano...)

Foto 3 - Me deitei na sobra e... olhei pra cima. Lindo, não? Essa árvore chama-se Björk (sim, como a cantora) e é típica dessa região. Eu adoro as Björks. Quem se lembra das fotos do gramado da frente do meu apartamento já viu Björks.

Foto 4 - Uma das stugas (casinhas antigas, simples, de veraneio) antigas de Boden. Ao lado da igreja, normalmente habitada por turistas noruegueses que pagam os tubos por elas (eles são os mais ricos do mundo, né?).

Foto 5 - Esse passarinho chama-se Talgoxe [táliuxe] e mora junto com sua parceira num cantinho em cima da nossa varanda. Eles pousam no parapeito, secam as asas e cantam. No inverno colocaremos uma casinha e sementes pra que eles sobrevivam.

Foto 6 - Árvores, grama, vegetação rasteira, casa vermelhinha. Ah, o verão...

Posted by Maria at 12:01 AM | Comments (10)

junho 30, 2004

Tradução da tirinha Nemi:

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Tradução da tirinha Nemi:

-- Todos esses pesos são feitos de papier-marché?
-- Sim! Hoje estou treinando autoconfiança!

Hoje é meu primeiro dia de férias e está chovendo a cântaros desde ontem à noite. Por causa desse detalhe, eu e meu urso, que também está de férias, fomos "forçados" a ficar em casa. Oh, que desgraça. :c) Mas nós saímos da toca e fomos comprar umas cositas no supermercado. Guaraná pro urso e pepsi light pra mim, caviar e peito de galinha congelado (hoje vai ter jantar bom).

Mas, já na saída, vimos que o supermercado estava fazendo liquidação de dvds. Nosso frágil orçamento explodiu em mil pedacinhos quando levamos pra casa, "Contatos Imediatos de Terceiro Grau", "O Senhor dos Anéis - o Retorno do Rei", "Os intocáveis" (com Sean Connery e Kevin Kostner) e um DVD chamado "Heavy Metal", de uma série em quadrinhos que meu urso já queria ter já faz um tempão.

Cada DVD custou meras 89 coroas (mais ou menos 11 dólares ou 33 reais - não sei se o câmbio está certo), a não ser o "Senhor dos Anéis", claro, que custou mais de 200 coroas. Agora é viver de pão e água o resto do verão. :c/

Posted by Maria at 01:11 PM | Comments (15)

junho 16, 2004

Luxo pra mim é...

tulip01.gif... feijão da mamãe
... narizinho gelado das minhas cachorrinhas
... amor da família
... amor do meu urso
... email dos meus amigos
... um dia de verão na Suécia
... ter esperança
... não ficar doente
... poder comprar os livros que gosto
... peace of mind
... me sentir em casa
... conhecer gente incrível por intermédio do meu blog
... comer sem precisar me preocupar em engordar (esse sim, é o ultimate luxury)

O que é luxo pra você?

PS.: Com isso não quero dizer que sou a reencarnação da Madre Tereza não, ok? Adoraria ter um carro novo (um Volvo, se possível), uma casa etc etc etc. Contudo, minhas prioridades realmente mudaram - e muito.

Posted by Maria at 11:17 AM | Comments (30)

junho 12, 2004

Sem legendas

Menina, não é que o Pedro Dória veio aqui e gostou do que viu? Que surpresa boa! :c)

Posted by Maria at 06:27 PM | Comments (13)

junho 04, 2004

Tudo de bom

Preciso dizer que o dia está lindo e quente? Dormi como uma pedra!!!! Ai, que delícia. Estava realmente precisando. Plano pra hoje à noite: assistir nosso novo DVD: "Finding Nemo".

Pela primeira vez em quase dois anos, estou de férias. Não preciso ler texto algum ou fazer exercícios de gramática. E o melhor é que o sol está brilhando! Está 20 graus lá fora e eu estou feliz! UHU!

Planos para depois do almoco: ir ao supermercado, dar uma volta por aí, curtir a vida. Estamos precisando de arroz, papel higiênico, frutas (Stefan vive de pão e carne) e alguns vegetais, batata, pasta de dente, fio dental.

Li esse texto da Carla Rodrigues (no mínimo) a uns dias atrás. Adorei. Aqui, alguns trechos:

30.05.2004 | Desde o boom de Bridget Jones, passando pelo sucesso de TV e livraria de "Sex and the City", a "literatura de mulherzinha" produz páginas e páginas de personagens femininas solteiras. Todas emancipadas, financeiramente independentes e insatisfeitas. Todas, como Madalena, a protagonista de "Sei lá" (Record, R$30, 272 págs), que padece entre a solidão de sua casa e a estabilidade da família (infeliz) da amiga. Primeiro livro da portuguesa Margarida Rebelo Pinto, segundo lançado no Brasil, "Sei lá" traz uma história exaustivamente contada: Madalena está sozinha e indisponível a novos relacionamentos afetivos, conhece um homem, dois homens, percorre árduos caminhos e coleciona desencantos, mas chega lá.

A portuguesa Madalena é como a inglesa Bridget Jones e a novaiorquina Carrie Bradshaw: oscila entre a satisfação da vida independente e emancipada e a infelicidade da falta de um homem bom ao seu lado. Todas essas personagens, embora sejam emblemáticas na discussão de um novo tipo de conjugalidade, na solução do dilema não conseguem libertar as mulheres desse pêndulo que balança entre dois lugares insuficientes.

Ao final de cada livro ou série de TV sobre as dificuldades da mulher solteira - e são muitos - , o que sobra é a exata sensação de que, por mais que a sociedade e a cultura ofereçam liberdade de escolha, a vida íntima da mulher sozinha é pobre, não passa de um estado temporário até que se cumpra a "necessidade natural" dela se unir a um homem em casamento. Aqui, vale recorrer ao psicanalista Benilton Bezerra Jr., em artigo no qual demonstra que a sociedade contemporânea experimenta o que ele chama de ocaso da interioridade.

"Ideologia, identidade, aparência, padrão moral de conduta, tudo parece depender de decisão individual, já que as antigas referências à tradição, classe, família, cultura local etc. tiveram sua legitimidade questionada e seu poder normativo esvaziado. Essa 'liberdade de escolha', porém, precisa ser sustentada de algum modo por algum ambiente que possibilite um sentimento de confiança mínimo", afirma.

O que a solteira universal da literatura parece demonstrar é que esse ambiente a que Benilton se refere é o casamento, fora do qual não há segurança possível. Assim, por outro tipo de necessidade de confiança - não mais a financeira, mas a de não se arriscar na independência total - o casamento se reatualiza como necessidade, sem nunca ter passado pela experiência de ser apenas mais uma opção no cenário. Enquanto isso, o debate entre o que é natural e o que é cultural no comportamento dos gêneros já data de pelo menos 30 anos, mas a força da "naturalização" ainda é grande. A cultura em vigor insiste em mostrar que existe algo de defensivo e melancólico na mulher solteira.

(...)

Escapar desse pêndulo é, na prática, a única maneira de romper com padrões restritivos de conjugalidade. Os exemplos de novos arranjos são muitos, mas a maioria supõe algum tipo de organização familiar que reserva à mulher solteira o velho lugar de "tia". Ainda falta oferecer à solteira universal da literatura e da TV a hipótese de uma vida íntima rica e satisfatória, capaz de estancar o movimento de pêndulo, extraindo de si mesma esse ambiente de confiança mínimo tão escasso nos tempos que correm.

Posted by Maria at 12:15 PM | Comments (22)

junho 01, 2004

Amor, floresta, Pride e dúvida

Valjevikens natur reservat, cortesia Marcia BrittoOntem foi um dia mágico. Primeiro porque meu urso veio me visitar de surpresa (era feriado e ele estava de folga) depois de ter passado o dia com a mãe, em Piteå, pelo dia das mães, que aqui é comemorado por agora. Segundo, o dia estava lindo. Quente, ensolarado, digno de quase-verão no norte sueco. Pegamos o carro e fomos ao centro pra comprar umas coisinhas no supermercado.

Quando chegamos em casa, resolvemos sair novamente, dessa vez a pé. Andamos por mais de duas horas nas pequenas florestas aqui da área, ouvindo os pássaros, olhando as pedras e os troncos cobertos de musgos. Como sempre, esperei ver por dentre as árvores alguns elfos, mas eles se escondem bem. :c) Me senti em paz, pela primeira vez em semanas. Mais uma vez pude constatar como faz bem estar com quem se ama.

Aqui, a vida continua. Chegou no correio de hoje a revista das paróquias de Umeå da Igreja Sueca. Leitura muito interessante. Na página 16, por exemplo, numa seção chamada "Mellan Himmel & Jord" ("Entre Céu & Terra"), lê-se a seguinte notícia:

Bíscopa no Pride Festivalen
Casamento e amor. Esses são os temas do Pride Festival este verão em Estocolmo. A bíscopa da cidade, Caroline Krook, fará um discurso na abertura do festival, dia 28 de julho. Esse ano, quando o direito de partnership de pares homossexuais faz 10 anos, o festival quer destacar o direito dos homossexuais em expressar seu amor por meio do casamento. Leia mais sobre o Pride Festival.

Pra quem não sabe, o Pride é um festival que celebra a cultura e os direitos dos homossexuais na Suécia. É muito popular, apesar de não ser tão grande como o realizado em Berlin, por exemplo. O único problema é que quase todos os anos há desentendimentos, brigas e até ataques aos participantes, por parte de gangues de neo-naz**tas e que tais. Uma vergonha.

Mas o mais legal dessa nota sobre o Pride Festival, no entanto, é a participação de uma das figuras mais importantes da Igreja Sueca, que é, aliás, uma mulher! Não me canso de achar isso o máximo (leia mais informações em inglês, aqui). Ainda na mesma seção da revista, duas dicas de leitura: um livro de culinária e "O Alquimista", do nosso Paulo Coelho.

O livro, em sua versão pocket book, sai como água: está em terceiro nas listas dos mais vendidos do país, depois de vender mais de 30 milhões de exemplares (cifra válida pro mundo todo, eu imagino - a Suécia inteira tem apenas 9 milhões de habitantes). No entanto, a responsável pela resenha, Erika Magnusson, tem uma dúvida: "É realmente tão simples assim? Apenas seguir seus sonhos? A responsabilidade sobre minha vida descansa apenas em minhas mãos?"

Boa pergunta, Erika. Boa pergunta.

(Foto acima: Valjevikens Naturreservat, cortesia Marcia Britto. Obrigada, queridoca!)

Posted by Maria at 11:40 AM | Comments (15)

abril 04, 2004

Minha primeira amiga sueca

Ontem fui à minha primeira festa sueca sem meu urso a tiracolo. Aniversário da Jenny (vocês já leram a respeito dela, em março), 25 aninhos. A festa foi na casa da Fatima (é um nome muito comum no mundo árabe, sabiam? Fala-se fatííma) e do namorado. Mais de 30 pessoas - na sua maioria mulheres - compareceram e foi o maior barato.

O mais legal é que eu nem ia à festa. Disse que estava cansada quando a Fatima me convidou. Eu nem sabia que era aniversário da Jenny e pensei que era apenas uma festinha comum. Aí, na noite de sexta-feira passada, recebi um SMS da Jenny dizendo: "Você tem que vir à minhas festa. I will not take no for an answer! Eu gosto muito de você, entende?" Fiquei tão feliz com o carinho da Jenny que lá fui eu pra festa. E não me arrependi.

Aqui cada um leva consigo o que vai beber e geralmente contribui com algum salgado (batatas chips, cheez doodles etc). Eu levei comigo duas coca-colas light e fiz canapés com queijo Philadelphia Light sabor ervas e um pedacinho de pepino em cima. O povo adorou. Aqui come-se muito mal em festas que não incluam jantares e o foco de qualquer reunião não é na comida, mas na bebida.

O modelito de todas as meninas, além de blusas coloridas e brilho nos lábios (a moda sueca está de volta aos anos 70 - tem até calças com bocas largas, um horror), inclui ainda uma sacola verde de plástico do System Bolaget, onde compra-se álcool. Todo mundo chega com uma. Eu e Linea, colega de turma, andamos até o apartamento da Fatima, que fica distante uns 15 minutos a pé daqui de casa.

Lá, depois que todo mundo chegou e a bebida começou a rolar solta, pude conhecer verdadeiramente algumas das pessoas da minha turma. Fiquei sabendo que o pai da Jenny não fala com ela há dois anos porque ela namora/vive junto com um rapaz do Marrocos. Fiquei sabendo que a Fatima também tem uma história semelhante: por ter mãe sueca e pai árabe (acho que do Iraque) ela, além de linda, fica dividida entre o modo de vida secularizado sueco e o pai, que ela não vê já tem alguns anos.

Depois de algumas cervejas, latinhas de cidra e vinho, elas comentaram sobre detalhes de suas vidas que eu nunca poderia imaginar. Fiquei impressionada com a força delas. Mas a festa foi divertida (não falou-se apenas de pais distantes). Todo mundo fez uma vaquinha e deu à Jenny um colar lindo, de prata, daqueles fixos tipo gargantilha. Lindo. Ela chorou e eu fiquei feliz de poder estar lá, presente em homenagem à minha primeira amiga sueca. :c)

Agora pensei na solução dos meus problemas: de agora em diante andarei sempre com uma garrafa de vodka na minha mochila/bolsa. Sempre que tiver um problema de comunicação com um sueco - seja homem ou mulher - oferecerei a garrafa. Quem sabe as coisas não ficam mais fáceis? Hohoho.

Hoje é aniversário da Patty, do Zero Grau. Parabéns, queridoca! Você é muito especial! Tudibom!
Posted by Maria at 02:43 PM | Comments (17)

março 30, 2004

Cabelo

Oi. Passei só pra dar um oi. Muito interessante os comentários do pessoal sobre o post das mulheres, abaixo. Pena que não tenho forças pra escrever mais sobre minha experiência aqui, de como as coisas realmente são. Ando lendo/estudando sem parar. Na segunda começamos uma nova fase do curso: sociologia. Tô que nem uma maluca, precisando ler mais de 500 páginas em uma semana. Sai meu Urso e entram Hobbes, Durkheim, Comte, Weber, Marx. Tô morta.

Mas fiz uma coisa boa essa semana (não que estudar seja ruim, muito pelo contrário, mas vocês catch my drift, né?). Então, cortei meu cabelo. Achei um salão dentro da universidade e a um preço exorbitante cortei meu cabelo. E, como sempre, em se tratando de Suécia, tem que ter alguma coisa especial. Pois é. Estava eu sentada esperando minha hora. Quando fui chamada pela cabelereira Agneta (a cara da cantora loira do ABBA de mesmo nome - quase perguntei se o nome dela, da cabeleireira, era artístico) disse que havia sim lavado minha cabeça no dia anterior.

Aí ela disse: tudo bem, mas vamos só dar uma lavadinha rápida, ok? Tá bom, disse eu, já pensando nas conseqüências econômicas (que não vieram porque lavagem e secagem são incluídos no preço do corte). Já sentada na cadeira, pronta pra lavar meus cabelos, Agneta me conta que é muito importante ter cabelos bem limpos quando se vai cortá-los. A razão foi uma surpresa pra mim: se você cortar um cabelo "sujo" e uma pequena pontinha cair nos pés da cabelereira, como sempre ocorre, ela pode desenvolver uma infecção seríssima nas unhas.

Fiquei boquiaberta. Nunca havia ouvido falar disso, mas Agneta me confirmou que uma companheira sua de salão cortou o cabelo de uma pessoa e logo depois descobriu que um pequeno pedacinho do cabelo havia se alojado debaixo da unha, causando uma infecção que custou à cabeleireira a sensibilidade da ponta do dedão. Se é verdade ou não, deixo aos cientistas descobrir. Eu vou pra cama com Thomas, Émile, Auguste, Max e Karl. Boa noite! :c)

Posted by Maria at 09:44 PM | Comments (16)

março 11, 2004

Como ver o lado positivo das coisas

Se a situação de ser sabotada por alguém já é uma experiência desagradável, auto-sabotagem é ainda pior. Comecei hoje a fazer o regime da Vigilantes do Peso e, apesar de ter comido exatamente a mesma coisa do que normalmente ingiro, passei o dia inteirinho com uma dor de cabeça colossal. (Isso não dá, Maria. Pára com isso!)

E o problema é que precisava fazer compras porque tudo o que tinha em casa (pão, queijo, leite, iogurte, arroz e um peito de galinha congelado) não era suficiente/ ou adequado. Fui até a cidade de ônibus com minha mochila vazia para acomodar o máximo de coisas pesadas nas costas.

Fiz as compras e quando fui pagar com o cartão do supermercado, ele não foi aceito. Tentei novamente, nada. E eu tinha apenas metade da quantia na carteira. Mas quando já estava me preparando para largar alfaces e tomates lá e encher minha cara de chocolate em casa, a mocinha da caixa foi um anjo e guardou a nota pra que eu pudesse ir pegar o resto do dinheiro que faltava no caixa eletrônico.

Paguei com dinheiro, o que quase zerou minha conta corrente e rearrumei a pepsi light e o leite light e mais algumas coisas (todas lights) na minha mochila. Tinha ainda duas sacolas do supermercado, uma em cada mão, cheia de frutas, verduras e cositas más.

Mas claro que em se tratando de moi, a bruxa ainda estava soltíssima. Quando apertei o passo para pegar o ônibus (aqui os ônibus têm hora certa pra passar. Se perder o das 13:35, terá de esperar 20 minutos por outro) a mochila nas minhas costas abriu parcialmente e, quando olhei pra trás, só vi um pepino enooooorme rolando pela calçada.

Parei tudo, abri a mochila e reorganizei rapidamente as compras. Já no ônibus, quase no meu ponto, o celular dispara e eu vou ficando vermelha e suada a cada acorde da musiquinha caribenha. (Onde eu estava com a cabeça quando escolhi essa música? Vou trocar já!)

Agora, em casa, dois comprimidos contra dor de cabeça depois, acho que até posso dizer que tive sorte nessa confusão toda. Senão vejamos:

1) consegui me decidir a fazer dieta (viva!);
2) a mocinha da caixa foi um amoreco;
3) tinha dinheiro suficiente na conta para cobrir as compras;
4) consegui pegar o ônibus;
5) os pepinos aqui vêm enrolados hermeticamente em plástico. :c)

Posted by Maria at 03:02 PM | Comments (0)

março 07, 2004

Gatos e amizade

Um dos exercícios lá em Kronlund pedia para que nós escrevessemos uma lembrança da nossa infância e discutissemos as circunstâncias da lembrança com um grupo. Eu e uma outra aluna, Anette, achamos um pouco demais e dissemos que não queriamos participar. Anette é bem mais velha do que eu e já tem dois filhos de mais de 20 anos cada um.

Assim como eu, ela escolheu recomeçar do zero com o curso da universidade, mesmo tendo trabalhado a vida toda como enfermeira - o que aqui na Suécia exige cinco anos de estudos universitários. Desde o início do curso achei que podíamos conversar bem, apesar da diferença de idade. Mas sabe do que mais? Me sinto mais próxima dela do que das garotinhas de 18 anos da minha turma.

Pois eu e Anette passamos uma hora conversando e nos divertindo enquanto as garotinhas lembravam de sua não tão longíncua infância. Ainda é muito diferente do que meus amigos no Brasil, mas acho que estou no caminho certo. Nessa altura da minha vida, conquistar uma amizade é um luxo.

Com meu urso aqui no fim de semana, fomos fazer uma visitinha à Anette e ao marido dela. Eles estavam colocando papel de parede na sala de estar (aqui faz-se tudo sozinho, um espanto!) e eu e Stefan chegamos para bater um papo rápido e beber um café.

O mais legal é que a Anette tem cinco gatos. Uma das fêmeas ela achou no meio da floresta, onde a gatinha foi deixada por alguém para morrer de fome e frio. Quando cheguei, Anette me explicou que essa gatinha era muito tímida e desconfiada, por razões óbvias. Não fiz nenhuma tentativa de chegar perto dela, mas sei lá porque, ela gostou de mim.

No meio da nossa conversa, a gatinha pulou no meu colo e se enroscou toda, ficou toda feliz, ronronou e fechou os olhinhos. Anette ficou de boca aberta e eu também. Mas, claro, estava era orgulhosa de ter sido aceita pela gatinha com tanto carinho. Se apenas os humanos suecos pudessem aprender com os animais, seria muito mais fácil morar aqui.

Posted by Maria at 09:53 PM | Comments (0)

fevereiro 20, 2004

Em "casa"

Adoro andar de trem. Hoje, a caminho de Boden, esperava o trem na estação central de Umeå às seis e meia da matina. Fui perguntar a uma moça se era ali mesmo que deveria estar para subir no trem certo. Ela disse que sim e engatamos um papo ligeiro. Expliquei que era a primeira vez que ia pra casa depois de um mês em Umeå e achei muito estranho chamar Boden de "casa".

Ela era simpática e perguntou de onde eu vinha. Achei a pergunta estranha, apesar de saber que os suecos têm um esporte nacional chamado "descubra-de-onde-a-pessoa-vem-com-a-ajuda-do-dialeto". Entendi que ela não estava conseguindo me localizar em Boden por causa do meu sotaque. Isso porque é comum acharem que venho da Finlândia. Ainda não sei se considero isso bom ou ruim.

Achei estranho dizer que vinha de Boden (dentro de mim uma voz gritava: "Não, nãããããão!!!!!). Me apressei a dizer que vinha do Brasil e que morava em Boden. Ela, tipicamente, nem reagiu. É que aqui o quanto menos emoção se mostra em público, melhor. Acessos de espontaneidade são raridade e, por mais que a maioria esteja babando de curiosidade para perguntar um monte de coisas ("Como é que você veio parar em Boden?", "O que acha do frio?", "Sente muitas saudades de casa", estão entre os Top 10), os suecos se contêm.

O trem atrasou, mas apenas dez minutos. Na sala de espera eu, a moça (que estudava em Estocolmo para ser cabeleireira e estava em Umeå visitando o namorado), uma menina de uns 20 anos, um senhor mais velho e um rapaz. O mais engraçado nas salas de espera suecas é que ninguém fala com ninguém e quando isso acontece, é sempre muito baixinho. O silêncio é a norma.

Mas não estava apenas silencioso na sala de espera. Ao invés de vozes, ouvia-se conversas sussurradas no celular e, no caso da menina de 20 anos, um som característico de quem digita rapidíssimo em teclas de computador. Só que nesse caso eram as teclas do celular dela. Sem brincadeira, acho que ela deve ter mandado e recebido uns vinte SMS nos dez minutos que sentamos lá dentro.

Já no trem, muitos lugares vazios e passageiros cansados. Afinal, eles saíram de Estocolmo na noite anterior e muitos ainda dormiam nas cadeiras. Um homem dormia tão profundamente que roncava. O cheiro do vagão não era lá essas coisas e ficou assim durante quase todas as quatro horas de viagem, mas quando faltavam 30 minutos para chegarmos em Boden, um leve cheiro de flores Gleid invadiu o ambiente.

O melhor de tudo é que quando a voz simpática da condutora anunciou no auto-falante que estávamos nos aproximando da estação central de Boden, fui pra janela e vi as paisagens que habito desde maio de 2001. Por incrível que pareça, mesmo que seja difícil admitir, Boden é mesmo "minha casa".

* * *

Viram como está "quente" lá em Umeå? Sete graus positivos em fevereiro!!! Que maravilha! Aqui em Boden também está ótimo. Num vô nem falar muito que é pra não gorá.

Posted by Maria at 01:23 PM | Comments (0)

janeiro 20, 2004

"We must become the

"We must become the change we want to see" -- Gandhi

Pois é. Há quase dois anos escrevi essa frase lá em cima da coluna lilás do meu blog porque acredito que precisamos assumir nossa vida, aceitar limitações e descobrir possibilidades que nos permitam viver mais felizes. Precisamos literalmente fazer acontecer. E foi isso que eu fiz.

Queridos, escrevo para contar uma boa notícia: estou em Umeå, cidade mais ao sul e distante quatro horas de carro de Boden, onde se localiza uma das universidades mais importantes da Suécia, a Umeå Universitet. É lá que comecei a estudar nesta segunda-feira, dia 19, no curso de Socionom, que é uma mistura de sociologia com assistência social.

Sim!!! Conquistei minha vaga na universidade!!!!!!!!!

A razão de eu ter escolhido esse curso - sim, era a minha primeira opção! - é minha vontade de trabalhar com imigrantes. Pessoas que, como eu, chegam aqui nessa terra e precisam de ajuda para se adaptar aos costumes, às leis do mercado de trabalho etc. Quero ajudar essas pessoas cheias de valor e que não têm uma vida fácil aqui.

Ainda é tudo muito surreal; as coisas acontecem e eu meio que vou vivendo automaticamente, meio que num estado de graça e confusão. As pessoas me dizem que preciso comprar cartão para fazer cópias xerox, cartão para entrar nas salas de computadores, cartão da biblioteca, cartões, identificações, logins...

Finalmente, uma oportunidade, um break! Ainda estou confusa com todos os livros que preciso comprar: 11 publicações apenas para o curso introdutório, que termina em abril. Depois tem sociologia até junho e outros 13 livros. Parece que vou enlouquecer de tanta coisa que tenho que fazer, mas, sei lá, estou me sentindo tão bem!

Consegui alugar um apartamento pertíssimo da universidade, o que é um alívio no meio do inverno. Amanhã uma frente gelada vem do pólo norte e a temperatura aqui vai ficar em torno dos 20 graus negativos. Mas eu estou feliz feliz feliz! As pessoas com quem estudo - 98% mulheres - não são lá essas coisas, mas fazer o quê, né? Não se pode ter tudo.

Tenho pela frente três anos e meio de muito estudo, economia apertadíssima e, infelizmente, dias sem ver meu urso polar. Mas ele estava aqui até agora, porque conseguiu dois dias de licança do trabalho pra me ajudar com a mudança, os ajustes do computador e, claro, me auxiliar no reconhecimento da cidade. Em vão: já me perdi duas vezes... :c)

Nosso carro não agüenta as quatro horas de estrada nesse frio danado, então alugamos um carro pequeno - que pudéssemos pagar - mas que desse conta de carregar a mudança sem problemas. Involuntariamente acabei seguindo o destino de milhares de estudantes europeus, que se mudam pra cidade onde estudarão num fusca.

Nosso fusca, no entanto, era uma máquina de primeira linha. Juro que achava que iríamos ter que amarrar malas no teto mas incrivelmente não só as malas como nós dois coubemos perfeitamente no carrinho, que era amarelo - cor de taxi do Rio. Então viemos nós dois, cinco malas (não apenas de roupas, calma), computador, monitor, impressora e todos os meus dicionários (sete unidades).

As fotos aí de cima eu tirei no caminho. Volto amanhã ou quando conseguir um tempo. U-HU! :c)

Posted by Maria at 10:25 PM | Comments (0)

janeiro 03, 2004

Olha que coisa chique

A Sarah Ivich sonhou comigo e escreveu no Agridoce no dia 20 de dezembro. Olha que legal:

Sonho Maluco

Jogo da Seleção Brasileira de futebol contra a Suécia, na casa do adversário. No gol brasileiro, Maria Fabriani. Finalzinho da partida. O Brasil não pode levar mais nenhum gol para vencer o campeonato. O juiz marca um pênalti para a Suécia. A goleira (que tinha sido especialmente convidada para a ocasião) faz uma defesa magistral. O jogo termina, a torcida canarinho comemora enfurecida, Maria Fabriani se torna heroína nacional. Foto na primeira capa de jornais, programas de TV.

Finalmente, eu acordo. Não é a primeira vez que eu sonho com alguém que escreve um blog que eu leio, mas dessa vez foi tão louco que eu tinha de contar.

O máximo, não? Êta sonho porreta! :c)

Posted by Maria at 01:08 PM | Comments (0)

janeiro 02, 2004

HO HO HO

O ano novo começou perfeito. Ou quase. Isto é, estávamos a caminho de uma festinha de uns amigos do meu urso polar quando resolvemos parar no supermercadão aqui de Boden pra comprar mais alguns comis-e-bébis. Aí, senhoras e senhores, nosso carro morreu. Sim, morreuzinho da silva. Só que como somos um casal com muita sorte - amém, Nossa Senhora, amém - um colega de trabalho do Stefan que entende de carros também estava lá no estacionamento do ICA e nos deu uma mão.

E que mão! Depois de apenas ouvir como o carro tentava começar a funcionar e depois arriava, ele nos disse que tinhamos uma "obstrução" em algum lugar perto do tanque de combustível, o que impedia que a gasolina chegasse onde deveria. Bom, e você pergunta: que tipo de obstrução? Bem, os suecos estão acostumados com isso e têm até um nome próprio, que é ispropp, o que quer dizer literalmente "obstrução de gelo". Sim, queridos e queridas, o que nos prendeu em Boden no ano novo foi uma formação de gelo dentro do motor. A razão: 29 graus negativos.

Agora vou parecer a raposa da fábula que desdenha as uvas, mas não me importo. Fiquei foi feliz com o tal do ispropp. Eu não queria mesmo sair de casa no final do ano. Foi uma obstrução muitíssimo bem-vinda para essa canceriana que adora uma toca/apartamento. Voltamos pra casa rebocados mas felizes, depois de alugar três DVDs no posto Shell, ao lado do supermercado: "Terminator 3" (para Stefan), "Gangs de New York" (para mim) e "Kopps", filme sueco muito engraçado (para os dois). Bebemos todas as cidras que havíamos comprado e fizemos tacos. Sinceramente? Há muito tempo não passava um final de ano mais feliz. :c)

E pra terminar, vejam aí em baixo a cartinha que o meu vizinho, papai noel, recebeu por esses dias... :cD

Fonte: Guerrilla Girls.com
Posted by Maria at 02:09 PM | Comments (0)

dezembro 18, 2003

Delicadeza

A vida da gente é mesmo muito estranha e, às vezes, engraçada. Isso porque por mais que a gente sofra, sinta saudades, chore e se irrite, se conseguirmos nos distanciar um pouco das sensações desagradáveis, às vezes aparecem pessoas, coisas, pequenos acontecimentos que nos ajudam a seguir em frente. Hoje estava aqui em casa, angustiada, nervosa, esperando um monde de coisas acontecerem, quando o correio chegou.

Ele chegou atrasado, lá pelas duas da tarde. Geralmente recebemos nossas cartas às 11 da manhã, mas está nevando sem parar desde o início da semana, o que prejudicou estradas e dificultou a vida de todo mundo. Mas não me entenda errado: adoro neve. É lindo, tudo está branquinho, não está tão frio (hoje estava - 3 graus) e a neve é aquela powder snow: basta soprar pra ela sair do parabrisa do carro. :c)

Mas, ainda assim, cá estava eu, quase que não cabendo em mim de nervosismo. Andava literalmente de um lado pro outro, da sala pro quarto, porque não conseguia ler nem ver TV. Aí, abri um pacotinho marrom, escrito com pequenas letras pretas perfeitinhas. Eis que dentro vejo um livrinho - a coisa mais delicada do mundo - junto com com um cartão que me fez chorar no meio da confusão mental em que me encontro. Marcinha, minha flor, que coisa mais linda. Obrigada!

O livro que eu ganhei é "The Tale of Peter Rabbit", de Beatrix Potter, uma escritora inglesa que viveu na época vitoriana. Já tinha ouvido falar desse livrinho mas nunca o tinha visto. As ilustrações, o texto, tudo é tão delicado, que eu nem sei como descrever. Visitem o site oficial do livro - que é um clássico infantil na Inglaterra e nos EUA - e vejam com seus próprios olhos.

Educação a gente aprende, mas delicadeza é inata. E rara.

Posted by Maria at 04:45 PM | Comments (0)

dezembro 13, 2003

Maria in a nutshell

Meu urso polar sempre diz que me conhece bem. Eu, no entanto, sempre duvidei porque, como qualquer mulher que se preze, gosto de imaginar que ainda tenho alguns mistérios a serem desvendados. Mas um dia desses ele me provou por A mais B como me conhecia e eu só pude aceitar o fato. Como moramos perto do trabalho do meu urso polar, ele vem almoçar em casa todos os dias. Eu é que não estava podendo vir almoçar em casa por causa das aulas. Um dia, cheguei em casa às duas da tarde, cansada e doida pra comer alguma coisa. Foi aí que tudo aconteceu.

Quando abri a porta do apartamento, a primeira coisa que notei foi um papel no chão, no meio do hall de entrada. Pensei imediatamente: "Ah, porque Stefan não cata esses papéis??? Tem sempre que ser eu a fazer tudo????" Antes que pudesse pensar mais alguma coisa eu já tinha pego o papel e aí, compreendi. O papel era um bilhete, me lembrando de uma coisa importante que eu havia esquecido completamente. Mais tarde, perguntei se ele havia colocado o papel no chão de propósito e ele disse que sim. Agora, isso não é impressionante? Ele sabia que eu ia direto pegar o papel no chão, bufando de mau-humor... Mas pelo menos iria ler o bilhete.

So much for woman of mistery, huh? :c)

Posted by Maria at 11:49 AM | Comments (0)

novembro 15, 2003

Noite quase perfeita


Eu e meu urso polar não íamos ao cinema já fazia séculos, então resolvemos tirar a barriga da miséria neste sábado a noite. Nos mandamos pra Luleå e às três e meia da tarde vimos "Finding Nemo". MA-RA-VI-LHO-SO. Estou morrendo de rir até agora da Dory (cuja voz é da divertidíssima Ellen DeGeneres) falando a língua das baleias. Ela é a melhor coisa do filme! Vão ver!!! Vocês não podem perder!!!!
Depois demos uma volta pela cidade, comemos um sanduíche e nos metemos no cinema de novo, dessa vez para ver "Matrix Revolutions". O que eu achei? Não gostei. Tem alguns efeitos bacanas, mas nada que se compare ao impacto que o primeiro filme causou. Nada. Não recomendo. É divertido e tal, mas meio longo e paradão. No final é que tem umas cenas legais. Já deveria ter notado aí que a noite não seria exatamente perfeita...
E é claro que em se tratando de Maria+Stefan não poderia faltar uma pitada de aventura na noite. Colocamos nosso carro num estacionamento coberto, com rede elétrica para aquecê-lo. Depois do "Finding Nemo" e do sanduíche, fomos lá e colocamos mais moedinhas no treco. Só que os dois bocós aqui não viram que o tal do estacionamento fechava às 20hs. Quando saímos do cinema, às 20h30, estávamos sem carro.
Ligamos pra empresa que administra esses estacionamentos e ficamos sabendo que eles viriam logo abrir a garagem, mas nós teríamos que pagar 400 coroas (cerca de 30 dólares). Achamos um absurdo porque não havia nada escrito nas placas do lado de dentro nem de fora do local. Quando o guarda veio, começamos a discutir educadamente mas dissemos que aquilo era um absurdo.
Não quero falar mal daqui da Suécia não, sabe. Gosto de morar aqui etc e tal. Mas esse tipo de coisa me irrita. A gente não pode deixar o carro até mais tarde num local fechado porque esse pessoal vai pra cama com as galinhas! Ah, que saco! No final deu tudo certo, graças a Deus. Acabou que Stefan conhecia o cara, tinha até trabalhado com ele. Tiramos o carro de lá de graça. Mas poderíamos ter ficado sem essa.
Aí fico tentada a dizer: "Ah, se fosse no Rio, nada disso teria acontecido!" Bom, realmente é difícil imaginar ter de esperar por dez minutos num frio de seis graus negativos pelo cara para abrir a garagem. Seria mais fácil acontecer assim: eu estacionaria o carro e eles fechariam as portas. Aí eu teria que esperar uma hora num calor de 30 graus no meio da rua escura, seria assaltada três vezes e o cara ainda me pediria a grana da "cervejinha" dele. Não, tô fora.
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outubro 30, 2003

Porque eu gosto de festinha

Porque eu gosto de festinha nas costas
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outubro 18, 2003

Noite de sábado

Acabei de voltar do cinema. Fomos assistir a "O Pianista", do Roman Polanski. O que dizer? O filme é ma-ra-vi-lho-so. Que história a desse Wladislaw Szpilman! O filme é incrível porque mostra com uma fidelidade emocionante como ele sobreviveu durante os anos de ocupação alemã. O filme é espetacular. Saindo do cinema, apostei com meu urso polar que estaria pelo menos cinco graus negativos, mas ele acertou: apenas zero grau.

Está uma noite linda, sem núvens. Fomos estacionar o carro e aproveitamos pra comprar tomates, patê de fígado de ganso e pêras no supermercado que fica pertinho da minha casa (no caminho da garagem). Olhamos pro céu e a aurora boreal estava a todo vapor. Uma cortina verde fluorescente serpenteava pelo céu, como se movida pelo vento. Fantástico.

Vi, inclusive, uma estrela cadente. :c)

A foto que ilustra esse post eu achei aqui.

Posted by Maria at 09:52 PM | Comments (0)

setembro 30, 2003

Work like you don't


Work like you don't need the money.

Love like you've never been hurt.

Dance like nobody is watching.

~ Mark Twain ~

Posted by Maria at 10:01 PM | Comments (0)

setembro 14, 2003

Grávida

O fim de semana começou mal -- muito mal -- mas terminou muito bem. Depois de brigar com quem não devia e passar o dia de hoje inteirinho me culpando por uma explosão sem cabimento, fiz as pazes. Além disso, recebi um telefonema muito especial: minha amiga Ana Flávia, que mora com o marido Jeff na Califórnia, está grávida pela primeira vez. :c)

Ainda me lembro das nossas aventuras na faculdade. Estávamos sempre juntas, inseparáveis. Era trabalho de Teoria da Comunicação ou Rádio, festas muito legais, praia, namorados. Nossa, parece que foi ontem! Mas somos amigas há 14 anos (!!!!!!!). Um dia a Ana foi pros EUA, onde iria trabalhar. Acabou casando com o Jeff e por lá ficou.

Nunca me esqueci a sensação de desamparo que senti quando ela foi embora. Acho que bloqueei tudo - nossa relação mudou e eu mascarei um ressentimento infantil, de ter sido "abandonada", com uma certa indiferença com relação à minha amiga. Mas nada como uns anos nas costas pra mostrar o que se tem de importante nessa vida. E a Ana, com certeza, é uma pessoa importante pra mim.

Estou muito emocionada com a gravidez da Ana. Acho que o que sinto é mais ou menos o que deve sentir uma irmã. Queria estar lá pra paparicar a Ana, comprar presentes pro baby e não deixar ela se estressar tanto com o trabalho. Mas estamos separadas literalmente por meio mundo e isso não é possível. Mas tudo bem, sempre há tempo para mimar um baby. Ha! :cD

Ah, sim: o resultado do plebiscito que decidiria se a Suécia adotaria o Euro como moeda saiu agora a pouco: Deu "não" na cabeça, com mais de 56% dos votos.

Posted by Maria at 11:01 PM | Comments (0)

setembro 01, 2003

Linda, linda, linda

Que a estrada se abra à sua frente,
Que o vento sopre levemente em suas costas,
Que o sol brilhe morno e suave em sua face,
Que a chuva caia de mansinho em seus campos.
E até que nos encontremos de novo...
Que Deus lhe guarde nas palmas de suas mãos

Esse texto é a tradução de uma oração irlandesa, cuja versão original em inglês eu perdi há alguns anos. Já tinha me cansado de procurar pelo texto quando um dia visitei a Liza e o vi, traduzido para o português. Quando eu digo que a vida é como uma Montanha-Russa, ninguém acredita. :c)

Posted by Maria at 11:35 AM | Comments (0)

agosto 29, 2003

Religião e psicologia

Nossa, estou acabada. Finalmente a semana chegou ao fim e eu tenho que ler um montão de coisas pra semana que vem... E, exatamente por estar cheia de coisas pra fazer, eu estou feliz!!! :cD A única coisa chata é que os anos de trabalho na frente do computador começam a deixar marcas: a musculatura do meu ombro direito pediu arrego. Estou tomando anti-inflamatório e terei até que fazer fisioterapia (mas se me mandarem parar de escrever aqui eu mudo de médico).

Anyway, ontem foi a primeira aula de psicologia e hoje, a de religião. Ambas professoras parecem ser muito legais e os assuntos, mais ainda. Em psi veremos Freud etc, além de uma coisa que classifico como "bem sueca": psicologia social, ou seja, como as pessoas funcionam em grupo, quais os papéis que nós assumimos (casa, trabalho, escola etc).

Em religião veremos Cristianismo, Judaísmo e Islamismo. Infelizmente não teremos tempo de estudar Budismo ou Induísmo, assuntos do curso de Religião B. Quero só ver a cara da professora quando eu contar das minhas aulas de religião no Santo Inácio, quando nós não falávamos de religião, mas apenas de catolicismo. Cresci sem saber quais os princípios das outras quatro grandes crenças do mundo.

Nunca me esquecerei um dia, quando tinha uns 15 anos, minha turma começou a questionar as aulas de religião, dizendo que nunca discutíamos assuntos polêmicos, como aborto. Pois bem, na aula seguinte fomos para um pequeno estúdio. A professora nos disse que iríamos assistir a um filme sobre o aborto, afinal "nós pedimos por isso".

Nem sei como descrever o "filme"... Não lembro se tinha entrevistas ou narrativa em off, me recordo apenas das fotos a cores dos fetos abortados em cima de mesas de hospital. Se o objetivo era chocar todos nós, jovenzinhos pentelhos, posso dizer que o "filme" foi um sucesso. Mas aquele festival de sangue e tripas, no entanto, não me convenceu que a visão Católica Apostólica Romana é necessariamente a melhor.

Posted by Maria at 02:06 PM | Comments (0)

agosto 28, 2003

Volta às aulas

Ontem foi o início do semestre de outono em todas as escolas suecas, até mesmo na que eu freqüento, para adultos. Esse semestre vou estudar um montão de coisas que, com o passar dos dias, eu conto aqui. Mas ontem começamos com Samhällskunskap [samrrélskunskóp], que corresponde a ciências sociais e, claro, sueco.

A professora de sueco me parece ser bacana e interessada, além de ter mudado o livro que deveremos adotar para um bem mais legal. Esse é o meu curso favorito, até porque estou fazendo duas aulas de sueco diferentes e com professoras distintas: uma com alunos suecos e outra com imigrantes. Dessa forma, estudo o idioma todos os dias da semana e ainda leio e escrevo sem parar.

O professor de ciências sociais, Ulf, é uma figura. Só pra cês terem uma idéia, apesar de ter acabado de começar o semestre, semana que vem não teremos aula com ele. Motivo: é a abertura da temporada de caça ao alce em toda a Suécia. Levando em consideração que o Ulf é bacana e o assunto que ele ensina me fascina, sua única falta é matar animais indefesos nas florestas daqui.

Não tenho mais pânico de falar com ninguém e meu sueco é muito bom, mas uma das coisas mais difíceis é iniciar uma conversa com quem quer que seja na sala de aula. O problema é que todos os suecos são sempre muito tímidos, ainda mais os mais novos (menos de 25 anos). Não que eu fique tagarelando durante as aulas, mas bem que seria legal poder conversar de vez em quando. O que salva é que eu não desisto fácil :c))) e nem tenho medo de ficar sozinha, se necessário.

Posted by Maria at 06:43 AM | Comments (0)

agosto 26, 2003

Paraíso

Tenho tanta coisa pra fazer hoje, sabia? E isso me faz tão feliz... :c)

Posted by Maria at 09:13 AM | Comments (0)

agosto 21, 2003

Bom dia!!!


"Acorda Maria Bonita/ Acorda vem fazer o café/ Que o dia já vem raiando/ E a polícia já está de pé"
Minha mãe canta sempre essa música quando me acorda de manhã cedinho. Quando ela faz isso, todo e qualquer cansaço desaparece e uma ternura invade o meu peito. Sou obrigada a acordar com um sorriso nos lábios. Sempre. Passei uma noite de pouco sono e quando resolvi me levantar, às seis da matina, a musiquinha me veio imediatamente à cabeça... :c)
Posted by Maria at 06:20 AM | Comments (0)

agosto 19, 2003

U-Hu!!!

O carteiro passou aqui e deixou um papelzinho dizendo que tem um pacote esperando por mim lá nos correios. Deve ser do Brasil, ó céus, que alegria!!!!!

(O mais engraçado é que o carteiro é um homem liiiiindo, negro e que só fala inglês. Tô quase parando ele pra perguntar qual o contato dele na agência de empregos daqui...)

Posted by Maria at 12:10 PM | Comments (0)

julho 29, 2003

Jardins Abertos

No último domingo fui visitar quatro jardins aqui na região onde moro. É que foi o dia do "Jardim Aberto", ou Öppen Trädgård, no qual casas particulares espalhadas pelo país inteiro abrem seus portões aos visitantes que podem andar livremente pelos jardins e até comprar mudas de plantas. A casa em si, claro, fica fechada a visitação. Eu, câmera digital em punho, fiquei maluca com tantas plantas lindas, algumas exóticas, flores magníficas e as pedras cheias de musgo (mãe, essa é pra você!).

O impressionante desses jardins é que durante metade do ano eles ficam cobertos de neve e o solo, congelado. Me exaltei tanto que tirei quase 70 fotos. (!!!) Aqui estão algumas delas, divididas em categorias pra facilitar a visualização. Coloquei thumbnails leves para que vocês pudessem abrir o blog sem problemas e, apenas se quiserem, clicar nas fotos e vê-las maior. Espero que a página não fique muito pesada, mas se estiver, por favor, me avisem por email ou deixe um comentário, ok?

Imagens gerais dos jardins




Lírios de todas as cores




Pequenas casas de jardim e outros detalhes




Rosas de todas as cores




Canteiros de flores e plantas




Flores exóticas






Hoje é aniversário da minha avó Celia. Parabéns, vó. Muitas dessas fotos eu fiz pensando em você.
Posted by Maria at 03:03 PM | Comments (0)

julho 22, 2003

Piquenique no paraíso

Sim, amigos e amigas, eu já fui ao paraíso e voltei pra contar a história. O nome do lugar é Selets Bruk, distante cerca de 30 minutos de carro da minha casa. Foi uma descoberta e tanto. Fizemos um piquenique com direito a churrasquinho, café, torta de banana e salpicão. Estavamos lá eu+Stefan e mais dois casais braso-suecos: Sonia+Lars-Åke e Milena+Roger.

Depois de andar por caminhos que pareciam encantados e quase ver elfos e fadas, comemos ao lado do rio, jogamos um equivalente sueco ao jogo Masters, rimos muito e tivemos uma tarde ma-ra-vi-lho-sa. Assim que acabamos de comer, começou a chover - estava quentíssimo e, claro, muito úmido.

Quando eu ainda estava me recuperando da tristeza de ter que ir embora, descobri que iríamos para uma casinha toda feita de madeira, no meio da floresta. São as chamadas Raststugor, ou as "casas para descanso" [rast = descanso; stugor = casas], que ficam destrancadas a espera dos veranistas pegos de surpresa por algum contratempo. Fiquei boba.

A casinha tinha duas mesas, bancos e cadeiras, um forno para aquecer no inverno e estava conservadíssima, parecendo que alguém tinha acabado de limpá-la. Ficamos conversando até nove da noite, quando a chuva parou e o sol saiu (sim, o sol se põe nessa época do ano lá pelas onze da noite). Já estamos combinando de voltar lá o mais rápido possível... Quem sabe dessa vez encontraremos um elfo? Clique nas thumbnails abaixo e tente achar um troll.:cD



Posted by Maria at 11:38 AM | Comments (0)

julho 09, 2003

Só coisas boas

Fomos buscar hoje o nosso livro do Harry Potter, que será devidamente devorado primeiro pelo meu urso polar e depois por mim. Estou no meio de outro livro agora, "Danslärarens Återkomst", do Henning Mankell*, e não quero interromper.

Nos demos de presente um jogão, tipo Masters, para levarmos para a Noruega no final de julho. Passamos a tarde de hoje jogando e rindo pra caramba. Imaginem eu tentando acertar as perguntas sobre palavras suecas? Só digo uma coisa: Stefan fazendo mímica é a coisa mais hilária do planeta. :cDDD

Ah sim, só pra completar: o dia está liiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiindo.

* Veja uma matéria feita pelo jornal inglês Guardian sobre o autor sueco.

Posted by Maria at 05:19 PM | Comments (0)

julho 07, 2003

Cancerianos em marcha pela dominação do mundo blogueiro

Depois dizem que essa coisa de astrologia é besteira. A descrição dos nativos de câncer inclui noções de necessidade de organizacão, família (entram aí gatos e pássaros para os Childfree), amigos, casa, história, passado etc. Pois bem. Ter um blog nada mais é do que escrever sobre todas essas coisas de uma forma bem pessoal. Que me desculpem os dissidentes - que ousaram nascer em outros meses que não o duo maravilha junho-julho - mas nada mais canceriano do que ter um blog.

E pra reforçar ainda mais essa noção, desde que comecou o mês de julho descubro cada dia mais um feliz canceriano-dono-de-blog comemorando seu aniversário. O mais incrível (ou esperado) é que são tutti buona genti: Marcinha, Fran, Alê (e irmão), Renatinha, Mauro (e Lydia), Cido, além da pródiga Meg, que também faz parte da gangue, entre outros. Tô esquecendo alguém? Desculpem-me. Cancerianos esquecidos, não guardem essa mágoa contra mim até o fim do milênio. Além de não adiantar nada, eu não consigo ver a "tromba" de vocês através do monitor. Deixe um comentário que eu adiciono seu nome à lista, ok?

PS.: Como é que eu sei sobre a mágoa milenar e a tromba canceriana? Sim, você adivinhou certo. Eu também sou canceriana-dona-de-blog. :cD

Posted by Maria at 02:04 PM | Comments (0)

abril 21, 2003

Delícia

Sabe aqueles domingos cariocas em que tudo parece meio parado, a não ser a praia, que fervilha de gente? Pois é, hoje é essa a sensação que tenho aqui em Boden. Tudo bem, aqui não tem praia, mas quem disse que os gramados não podem ser divertidos? A suecada resolveu tirar o mofo da brancura e está todo mundo na rua. Amém! Finalmente constato que tem gente nessa cidade! :cD

Anyway, está quentíssimo aqui: tem feito 15, 16 e até 17 graus o feriado inteiro e é uma delícia sair de casa com essa temperatura. Ao invés de irmos à praia, dormimos até tarde, Stefan trocou os pneus de inverno para os de verão e fizemos umas comprinhas. Estou inspiradíssima na cozinha, mas não vou contar porque senão todo mundo vai dizer que eu só falo de comida.

Agora estamos aqui, com a porta da varanda e as janelas abertas, no maior calorão em plena primavera. Que delícia. Urso Polar resolveu me dar um crash course em música sueca. Compramos um CD do ABBA (Hohoho, tinhamos que começar por algum lugar) e de um outro cantor que eu nunca ouvi falar. Vamos ver no que isso vai dar. :c)

PS.: Gente, estou meio relapsa com os blogs e com as respostas aos comentários. Sorry! Ando meio sem saco de fazer outra coisa a não ser aproveitar enquanto os termômetros estão acima do zero. Já já eu volto. Beijo!

PS 2.: Sobre minha foto da carteira de motorista: aqui tem que mostrar a orelha e, ao mesmo tempo, olhar para a câmera. Meu cabelo está preso num coque porque como ele é muito longo as orelhas ficavam escondidas. Nunca ri tanto pra tirar uma foto na vida.

PS 3.: Sou mais bonitinha ao vivo, viu? Num tenho esse bico aí da foto não, tá? Hohoho.

Posted by Maria at 05:06 PM | Comments (0)

março 14, 2003

Encontro de blogueiros

A Sam tomou a iniciativa de promover um jamboree de brasileiros que moram no exterior. Como nossa organizadora mora atualmente na Bélgica, o encontro será em algum país da Europa. Aliás, Sam, muito democrática, está aberta a opiniões. Para dar a sua, mande um email pra ela em samanta@moomia.com.

Quem sabe não teremos a chance de visitar a Bélgica? Seria uma ótima conferir o carnaval da Wallonia ou então vestir-se em roupas medievais para participar da festa da Tonnekensbrand, em Geraardsbergen, ao sul de Flanders do Leste.

Ou, quem sabe, poderíamos passar uns dias na França? Nos intervalos do encontro blogueiro, poderíamos escolher entre um show eqüestre em Versailles ou o Banlieues Bleues - Jazz Festival, no subúrbio de Saint Denis. Tudo muito chique.

Mas também há possibilidade de nos reunirmos na Suécia, certo? :cD Afinal, esse país lindo de morrer, cheio de gente inteligente e bonita merece uma visitinha, mesmo estando por grande parte do ano imerso em temperaturas abaixo de zero. Uma dica: depois de encontrar os amigos de blog, saia em Estocolmo e visite a próxima Feira de artigos eróticos. Mas ninguém deixa o país antes de provar a famosa smörgårsbord. Todos os tipos de peixes possíveis, molhos, maioneses, pães, uma festa. :cD

Se nos decidirmos pela Inglaterra, nosso encontro vai ser uma delícia. Entre um papo e outro, daremos uma passadinha em Glasgow, na Escócia, para visitar o Glasgows First Comedy Festival. (Se conseguirmos entender alguma coisa, já será lucro.) Para os mais tradicionalistas, há uma exposição interessante em Londres: "Art Deco 1910-1939", no Victoria & Albert Museum.

Mas se todo esse tradicionalismo não faz o seu estilo, que tal a animada Holanda? Vamos até Madurodam, ver uma cidade inteira em miniatura? Vamos comemorar o aniversário de 150 anos de Vincent van Gogh? Vamos curtir a parada das flores entre Noordwijk e Haarlem? Ah, sim, vamos nos encontrar também... :cD

Que tal? Já se decidiu?

Posted by Maria at 11:11 AM | Comments (0)

março 05, 2003

Que dia mais feliz!!!

O carteiro passou aqui em casa ontem e deixou um aviso. Tinha um pacote de mais de oito quilos me esperando lá no correio. E o pacote veio do Brasil!!!! Mamãe!!!!! :cD Vejam o que minha mãe me mandou:

um par de sandálias da Tribo dos Pés, loja que amo de paixão;

oito sabonetes Phebo, quatro Amazônia pro Stefan e quatro comum, pra mim;

três garrafinhas de Dietil e mais três de essência de baunilha;

dois shampoos Seda Citric Fresh, os meus preferidos;

um potinho de goiabada cascão (uhmmmm);

um creme de mentol Ox, para massagear os pés cansados do meu urso polar;

uma massageador de bolinha;

dois dos meus pirex lindos, desenhados, que tinha na minha casa e que deixei com a mamãe por não ter mais lugar na mala;

meu baralho de cartas com imagens de quadros do Klimt;

uma caixinha de pílulas de Prímoris, minhas salvadoras quando a TPM está me matando;

um ralador tudo-em-um da Moulinex, muito lindo;

revistas e receitas do Celidônio que sairam no Globo (uma delas veio junto com uma matéria do Jornal da Família cujo título é: Teste seu QI sexual. Uhmmm, o que será que mamãe quis dizer com isso?)

um "pão-duro" (ferramenta de borracha, para tirar até a última migalhinha da panela);

um chocolatinho Nestlé com Leite de Moça dentro... uhhhhhmmmmmm

...e dois pingüins de geladeira, com cartola e tudo, comprados na Luvaria Gomes. *hohoho*... Só a mamãe mesmo. :cD

TE AMO MÃE!!!

Posted by Maria at 09:08 AM | Comments (2)

fevereiro 01, 2003

Mais leve

Acabei de ver "Amelie Paulain" na TV. Que coisa mais linda!!!! :c)
Posted by Maria at 09:58 PM | Comments (0)

janeiro 02, 2003

Bom começo

Meu reveillon foi ótimo. Tudo deu certo. Do ponto de vista culinário, os brownies da Nigella ficaram perfeitos - bons mesmo! Além disso, fiz um pão que ficou ótimo. O jantar foi uma massa italiana com molho de salmão, salada especial e, claro, lentilha. Estava muito frio - o termômetro marcava algo em torno dos 25 graus negativos - mas a reunião na casa da Sonia estava tão legal, que o frio era um detalhe.

À meia-noite e dois minutos estávamos todos do lado de fora da casa, que fica no meio da floresta e em frente a um lago atualmente totalmente coberto de neve, soltando foguetes. Claro que me mantive à distância, mas estava feliz de poder ver algum tipo de fogo de artifício no reveillon. Lembrete para o ano novo: deixar de ser tão hard ass about some of the Swedish traditions, including alcohol consumption.

Comemos muito, conversamos mais ainda e nos divertimos demais. Troquei idéias com Sonia e Milena, outra brasileira casada com um sueco, sobre nossas vidas aqui. Foi tão bom encontrar pessoas que pensam parecido, que têm os mesmos interesses e que sofrem de problemas semelhantes! As meninas, mais espertas do que eu, me deram dicas importantes sobre como lidar com as instituições suecas. Mais um lembrete de ano novo: be brave.

Minha vontade era abraçar todo mundo ali e dizer "OBRIGADA!!!!". Pela festa, pela casa, pela comida, pelo privilégio de encontrar pessoas fantásticas assim, pelo carinho... Mas achei que ninguém merecia uma dose de carência tão cedo no ano novo, de forma que resolvi abraçar Stefan mais uma vez. Nossa, como eu amo esse homem. Agora vou ler porque ainda tem muita champagne rolando no meu sangue. :c)

Posted by Maria at 01:13 PM | Comments (0)

dezembro 31, 2002

FELIZ ANO NOVO!!!

Esse ano foi especial. Foi quando vivi pela primeira vez um inverno rigoroso. Neve. Muita neve. Voltei a ter dez anos de idade várias vezes.

Comecei meu blog em fevereiro, dia 28, e o Montanha-Russa se tornou um espelho da minha vida. Me enxergo melhor quando me leio.

Ajudei a eleger Lula presidente do Brasil.

Mandei dezenas de currículos para dezenas de empregos diferentes. Recebi muitos elogios mas nenhuma oferta. Escrevi uma carta aberta, em sueco, para a ministra. Não obtive resposta mas somente meu exercício bem-sucedido do idioma e a repercussão me mostram que há terreno para uma luta.

Aprendi a viver com o mínimo de dinheiro. Descobri que é totalmente possível.

Tive sentimentos inéditos, profundos e fortes. Ganhei até um pedaço de chão na Lua!

Conheci dezenas de pessoas, brasileiros e estrangeiros, que têm blogs. Gente muito especial. Alguns posso até chamar de amigos, o que acho um luxo. Sou grata, mais uma vez, à Internet, por ter mudado minha vida pra melhor.

Foi um ano no qual "nasci" para a Suécia. Jornais, revistas, TV e rádio começaram a fazer sentido para mim. A língua não é mais cantada, como uma música cuja letra apenas adivinhamos algumas palavras. Agora as sílabas se encaixam em palavras, as palavras em frases, as frases em argumentos, perguntas e respostas. Me alfabetizei.

Sofri muito também. Briguei, fiquei com raiva, ciúmes, inveja. Mas tudo passou. O que não passou foi a saudade. Mas ela é mesmo minha companheira.

Tchau 2002! Ano porreta!
Oi Ano Novo, seja bem-vindo. Abra os braços porque essa criatura aqui está pronta para mergulhar de cabeça.

Posted by Maria at 12:01 AM | Comments (0)

dezembro 30, 2002

Reveillon à brasileira

Ah, tô tão feliz!!! É que vamos passar o reveillon na casa da minha amiga Sonia, médica brasileira que mora aqui pertinho de mim com o marido sueco. Hurra! Hurra! Hurra! Hurra! Vou fazer o brownie da Nigella pra levar pra reunião, que incluirá ainda outro casal sueco-brasileiro que eu não conheço. Ai, que bom! :cD

Aliás, falando em reveillon, tem uma coisa que me deixa muito estressada no final do ano. É que aqui na Suécia a compra e venda de fogos de artifício é liberada para qualquer um. Dependendo do tipo, até mesmo crianças de 15 anos podem adquiri-los em qualquer supermercado.

Acho isso um absurdo sem tamanho. Ainda não consigo entender como, numa terra onde tudo é reguladíssimo, os cidadãos podem falar no celular enquanto dirigem - mesmo com gelo na pista - e podem comprar brinquedos de final de ano que incluem a mistura literalmente explosiva pólvora + fogo + bebida.

Posted by Maria at 10:27 AM | Comments (0)

dezembro 23, 2002

Feliz Natal para todos!

Feliz Natal para todos!

Posted by Maria at 09:01 AM | Comments (0)

dezembro 21, 2002

Don't sit under the apple

Don't sit under the apple tree with anyone else but me

Da série "Ouvindo Glenn Miller".
Posted by Maria at 06:25 PM | Comments (0)

dezembro 20, 2002

Dona da cocada preta

Sabem quando o cara que você ama te diz que queria te dar a Lua, as estrelas, os anéis de Saturno? Bom, né? Pois é, na próxima vez que ele disser isso, acredite. Por quê? Bom, este Natal Stefan resolveu inovar: sou a mais nova proprietária de um pedacinho de chão à direita da cratera Copérnico, na Lua. Isso mesmo, o maluco do meu namorado me comprou o lote lunar 243/1034 que fica de 10 a 14 graus de latitude e 14 a 18 graus de longitude oeste. Veja o mapa e confira a minha vista. :c)


A idéia surgiu da cabeça do americano (lógico) Dennis M. Hope que descobriu um furo na lei das Nações Unidas que proibe que qualquer país, por mais poderoso e rico, possa possuir a Lua. País não pode, nem organização, mas e uma pessoa física? A lei não cobre esse aspecto - é o famoso e americaníssimo loophole da lei - e o cara passou a vender por uma pechincha lotes lunares. A quantia é simbólica e é o tipo de ciber-romantismo que eu gosto. Quer saber mais? Clique aqui.

Posted by Maria at 09:47 AM | Comments (0)

dezembro 11, 2002

Nós no meio do mundo

Já ia dormir quando cometi o erro supremo de ceder à tentação de verificar minha caixa post@l. Depois de passar quase uma hora respondendo a emails, lendo histórias (ai, preciso ir dormir) e deletando spams, dei de cara com uma mensagem da Luciana Misura.

Ela avisava sobre uma grande novidade: o lançamento do novo Mundo Pequeno, o site que reúne todos nós, brasileiros perdidos pelos quatro cantos do mundo. A Luciana estava trabalhando em um novo layout pro site e por isso andava meio sumida. Mas a espera acabou. E olha, valeu a pena porque o site está L-I-N-D-O! Tem endereço próprio e até selinho.

Amanhã de manhã vou colocar o selinho na template do Montanha-Russa. Hoje mal consigo fazer sentido... Mas não canso de repetir, o blog é muito bom mesmo! Simples, enxuto, um espetáculo. Obrigada, Luciana!!! :c)

Posted by Maria at 12:54 AM | Comments (0)

dezembro 07, 2002

Ain't No Mountain High Enough

by Marvin Gaye

Listen, baby
Ain't no mountain high
Ain't no vally low
Ain't no river wide enough, baby
If you need me, call me
No matter where you are
No matter how far
Just call my name
I'll be there in a hurry
You don't have to worry

'Cause baby,
There ain't no mountain high enough
Ain't no valley low enough
Ain't no river wide enough
To keep me from getting to you

Remember the day
I set you free
I told you
You could always count on me
From that day on I made a vow
I'll be there when you want me
Some way, some how


'Cause baby,
There ain't no mountain high enough
Ain't no valley low enough
Ain't no river wide enough
No wind, no rain
My love is alive
Way down in my heart
Although we are miles apart
If you ever need a helping hand
I'll be there on the double
As fast as I can


Don't you know that
There ain't no mountain high enough
Ain't no valley low enough
Ain't no river wide enough
To keep me from getting to you

Don't you know that
There ain't no mountain high enough
Ain't no valley low enough
Ain't no river wide enough

Posted by Maria at 09:24 PM | Comments (0)

dezembro 03, 2002

Wish list de Natal

O último CD da Alanis Morrissete
"A Arte de fazer um jornal diário", Ricardo Noblat
Os livros do Elio Gaspari
DVDs "Moulin Rouge", "E.T.", "You've Got M@il"
Dicionário Aurélio versão em CD ou impressa
Comidas brasileiras: pão de queijo, goiabada, leite condensado, pé-de-moleque e shampoo Seda para cabelos oleosos
Um trabalho
Um cachorrinho poodle médio e marrom
Descobrir a cura para a alergia a cachorros e gatos
Um cartão de crédito para poder pagar aos mortos de fome do Blogger e do YACCS
Minha carteira de motorista sueca
Um teletransporte para poder ir pro Rio sempre que quiser e voltar rapidinho também (trazendo o meu irmão comigo)

Posted by Maria at 04:14 PM | Comments (0)

novembro 17, 2002

Hoje eu tô zen

para_mamae.gif

"It is not easy to find happiness in ourselves. But it is impossible to find it elsewhere."
Tack, tack, AF!
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novembro 04, 2002

GANHEI O MEU PRIMEIRO FANSIGN!!!

Mary.jpg
MARCINHA, OBRIGADA!!!!! U-HU!!! NÃO É LINDO? :c)
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outubro 25, 2002

Amor à primeira vista

Leonardo na pia.JPG

Finalmente revelei seis dos milhares de rolos de filme que juntavam poeira aqui em casa. Tem foto do inverno passado, quando esquiei pela primeira vez na vida e até do verão passado, quando subi num touro mecânico também pela primeira vez.
Para comecar o slide show, escolhi o meu amado Leonardo, um dos gatos da minha mãe. Eu não o conhecia - minha mãe o ganhou depois de eu ter vindo morar aqui - mas nos entendemos desde o primeiro dia. Quando não estava dormindo ou comendo, ele não saia do meu lado. Ai que saudades, Leo! :c(
Posted by Maria at 12:16 PM | Comments (0)

outubro 20, 2002

outubro 03, 2002

Vamos dançar?

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setembro 23, 2002

É outono!

Vocês, cariocas, sabem o que é outono? É quando as árvores mudam de cor, ficam vermelhas, verdes ou amarelas; o vento fica mais frio e chove mais. É o mês de setembro, indiscutivelmente meu preferido, anunciando a mudanca geral de tudo e de todos. Adoro setembro. Infelizmente, como nada é perfeito, setembro também é o mês da minha gripe anual, de forma que escrevo para vocês com o nariz entupido e uma ponta de dor de garganta. Mas vale a pena ver todas essas cores lindas. Eu recomendo!

Posted by Maria at 10:17 PM | Comments (0)

setembro 05, 2002

Na real

Estou aqui com a Alê e com a Angélica, ambas amigas blogueiras que conheci graças à Internet. São tão legais ao vivo quanto pela Web. Não é o máximo? Estamos desde às três da tarde aqui na Letras e Expressões em Ipanema só conversando e tomando café. Quando comentei que deveríamos vir até aqui à sala de computadores para escrever posts em nossos blogs dizendo que havíamos nos encontrado, Alê quase pulou da cadeira dizendo:"Claro! O que estamos esperando? Pra quê ficar sentada conversando quando podemos escrever?". Uma figura! Angélica está aqui do meu lado esperando eu publicar esse post para que ela possa comentar.... Esse povo de Internet é ótimo! Minhas duas mais novas amigas! :c)))

Posted by Maria at 11:33 PM | Comments (0)

agosto 21, 2002

Meu irmão é um cavaleiro Jedi

Acabei de voltar de uma experiência incrível: vi uma aula de esgrima do meu irmão, Carlos. Ele, muito compenetrado, na posição de ataque (tem um nome específico que está me fugindo - nesse momento ele está fazendo rap no banheiro enquanto toma banho, de forma que não vou interrompê-lo de jeito nenhum :c), andando com o florete na mão e protegido com um colete fininho e uma super-máscara. Quase interrompi o jogo, como é chamada da disputa, porque a luta com os floretes podia machucar meu irmão! Ele, claro, foi muito explícito sobre os detalhes de todos os ferimentos possíveis. Cada coisa que deixou meus pobres cabelos em pé!

Carlos é um Cavaleiro Jedi!!!!!

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agosto 18, 2002

Pequeno relatório dos momentos de felicidade

Quero falar com vocês sobre a felicidade que é reencontrar meus amigos. Ontem mesmo fui à festa da Valerinha e pude rever alguns amigos da Globo.com. No mesmo dia (estou colecionando amigos leoninos) tinha mais duas festas: a da Karine e a da Ana Conde. Não que eu estivesse convidada para essa última, mas se tivesse o meu carrinho vermelho aqui eu iria mesmo assim. A Ana não sabia que eu estava no Rio, mas se soubesse tenho certeza de que me convidaria (ando tão rodeada de leoninos que acabo pegando emprestadas características deles, como essa auto-estima deliciosamente exagerada).

Como é bom rever meus amigos. Como é bom.

Posted by Maria at 12:18 AM | Comments (0)

agosto 14, 2002

Primeiras impressões

RIO DE JANEIRO -- Finalmente consegui encontrar um cyber-café aqui por perto de casa. Estou na Letras e Expressões aqui em Ipanema, uma delícia! Bem, nem posso começar a agradecer todo o carinho que vocês demonstraram com esse monte de comentários aí de baixo. Muitíssimo obrigada, ok? Olha só, um monte de coisas pra contar. Bom, vamos por partes.

-- Ainda no avião da Varig, no caminho Frankfurt-Rio (por favor, não me digam quem foi que construiu aquele aeroporto de Frankfurt... É um pesadelo! Corri de um lado para outro, por mil e duas esteiras aceleradoras (ou seja lá o nome que elas tenham) e acabei chegando suadíssima, vermelha e esbaforida no balcão da Varig). Bem, como ia dizendo, no avião, falando meu amado português com as amáveis comissárias de bordo, fiz uma delas rir porque quando me perguntou o que eu queria beber com a pasta (muito honesta, aliás), eu respondi: "Peloamordedeus, me diga que você tem guanará Antarctica diet!" Claro que ela tinha e eu me deliciei com duas latinhas. Ai, que delícia!

-- Na linha vermelha. Tinha me esquecido como o trânsito dessa cidade era maluco. Os carros tiram cada fino que vou te contar! Stefan, baby, you were right! I guess the Jaguar driver came from Rio! :c)

-- Nada é melhor do que ver minha família novamente. Nada. Só ficou faltando o Stefan.

-- Meu irmão é a coisa mais linda do mundo. Ele cresceu e está parecido comigo, mas também com a elegância longelínia dos traços da mãe dele, Cristina, mulher do meu pai. Além disso, a doçura com que ele me recebe é tão especial! Vocês já viram um menino de 11 anos abraçar e beijar alguém? Com essa idade eles não querem nem chegar perto de meninas e que tais. Pois o meu irmão, Carlos, me abraça e me beija e eu me sinto a pessoa mais afortunada do mundo. Carlos, meu irmão, eu te amo!

-- Acordo todos os dias com as minhas cachorrinhas Luz e Alice (tem foto dela no dia 15 de maio) fazendo a maior festa e eu sou simplesmente enlouquecida por elas. Vocês não sabem como é bom poder brincar com elas, jogar bolinha esse tipo de coisa. Estou nas nuvens.

-- Adoro conversar com a minha mãe. Temos muito o que falar e eu tenho muito o que contar. Ai que saudade! Já até brigamos umas quatro ou cinco vezes nesta semana em que estou aqui. A vida está normal! :c)

-- E meu pai me mostrando fotos minhas de quando era criança? Pai, te amo, viu?

-- Ah, e meus amigos Renata, Marcos e Chris, com quem fui almoçar no Sobrenatural, em Santa Teresa, no sábado passado, são simplesmente o MÁXIMO. Adorei sentar na mesa e vê-los conversando sobre tudo, telefonia, fofocas, a vida etc. Se me deixassem eu ficava até de manhã na casa deles, rm Botafogo. A coisa mais linda a minha afilhada Ping (Já tem foto dela aqui, só não lembro o dia, sorry).

-- Amanhã vou almoçar com Dri, Ka, Elisa e Annacat (galera da Mantel) e ainda devo jantar com Rê+Marcos, Chris e Agnes no final da semana. E ainda tenho que ligar para a Meg, para a Alê e para a Angélica. Ai, meninas, desculpem viu? Mas já já eu ligo, ok?. Esqueci alguém???? :c)))

-- Será que tem mais alguma coisa que eu queria escrever e esqueci? Ah sim, tem sim: O feijão da minha mãe é uma delícia! :c)

Posted by Maria at 08:03 PM | Comments (0)

agosto 05, 2002

"Minha alma canta... Vejo o

"Minha alma canta... Vejo o Rio de Janeiro... Estou morrendo de saudades..."
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agosto 01, 2002

E não é que julho

E não é que julho acabou mesmo? U-HU!

Posted by Maria at 05:37 PM | Comments (0)

julho 26, 2002

Preparativos

Me rendi à felicidade e resolvi esquecer por um momento todos os medos. Fui ontem comprar os presentes que irei levar comigo para o Brasil em agosto. Recebi meus 2.500 coroas (250 dólares) do colégio e mais 500 coroas (50 dólares) como parte do pagamento pela matéria e pelas fotos que fiz lá em Estocolmo e que sairam em todos os jornais aqui do norte e que sairão, em sua versão completa, na revista da Guarda Nacional. Comprei água de colônia de lavanda para a mulher do meu pai, creme de mel com amêndoas e luvinhas de banho da Body Shop para minha mãe; uma camisa da selecão de futebol da Suécia pro meu irmão e dois livros sobre o Kebnekaise para o papai e para a mamãe. (Clique aqui para entrar direto no link de fotos da montanha).

O bacana é que o livro - com fotos lindíssimas da montanha mais alta da Suécia, com 2.111 metros, e que fica relativamente perto daqui, na fronteira com os fiordes (é assim que se escreve em português?) da Noruega - só tinha em sueco. Fui pedir ajuda à vendedora; expliquei que precisava do livro em inglês porque eu era do Brasil e que meus pais não entendiam sueco. Disse que queria um livro com muitas fotos sobre essa região norte; achei um dos livros que ela me mostrou chato e disse isso. E ainda informei que precisaria de dois livros, uma vez que meus pais não moravam juntos. Como vai demorar uns dias pra receber a encomenda, ela combinou de ligar pra avisar. Dei telefone, nome e tudo e ela entendeu tudo. Não precisei repetir nem uma vezinha só. Ela entendeu tudo. Perguntei quanto ficaria a conta, somei mais ou menos e dei o total, em sueco. Que conquista!!! :c)

Posted by Maria at 10:50 AM | Comments (0)

junho 14, 2002

Gente nova

Hoje uma visitante nova veio aqui no blog e deixou comentário. Gostei e fui ver o blog dela, que se chama Canterbury Tales. Ela é Letícia, brasileira, carioca, e mora atualmente na Inglaterra. Estou rindo até agora de algumas das maluquices que li lá no Canterbury Tales. Uma dos posts mais engracados é esse aqui:

"Quando cheguei incauta a Inglaterra achei q a melhor coisa a se fazer era arranjar um emprego pra fazer algum dinheiro e acostumar com sotaque local. Vim morar em Gravesend, uma cidade que tem orgulho de ser I) O lugar aonde a India Pocahontas depois de ser sequestrada pelo ingles Jonh Smith, uns 20 anos mais velho que ela, veio a morrer de banzo e doencas de homem branco com 21 anos e II) O nome da cidade. Gravesend fica numa parte aonde o Tamisa se contorse como um intestino grosso e aonde invariavelmete corpos podres da Peste vinham encalhar depois de jogados no Rio bem acima, em londres (Bom, reza a lenda).Charming place!!!

:: Bom, pelo menos Gravesend tem uma história. Boden nem isso!

Alem do tudo ,Gravesend eh um lugar aonde tensao racial se sente no ar: a maioria da populacao e de origem indiana, ou pakistaneses e bangladeshis e a minoria eh branca, pobre e meio burra .Fui arrumar um emprego no 'The Windmil Tavern' , um Pub que se orgulha de ser o ultimo reduto de White males da regiao.Eu me sentia como atracao principal de um Freakshow: Venham, Venham ver a incrivel mulher Brasileira!!!!Ela eh..........well.........brasileira!!!!!Os imbecis oops, sorry customers tambem nao conseguiam falar meu nome ( Porra , leticia eh igual Patricia, Morticia, sei la , mas nao!) e entao eu era carinhosamente chamada de Rio. Ah, que saudades........

:: Aha! Aqui é a mesma coisa, quer dizer, quase. "Maria" é o nome mais comum daqui também, assim como no Brasil, e as pessoas incrivelmente não têm nenhuma dificuldade de falar ou escrever o meu sobrenome, ao contrário do Brasil, onde já fui chamada de Falsiani, Fabiani, Fabriana, Fabiano e todas as variantes possíveis. Mas o fato de ser brasileira é mesmo um fator de maravilhamento local. É claro que as pessoas viajam e tal mas elas ainda acham que o Brasil é essa coisa exótica, linda, quente. Todos, sem excecão, me dizem que querem um dia conhecer o Brasil.

No primeiro dia esse cara enorme vira pra mim e diz: - Alrig' luv?Can I 'ave a pint of uo'a? (alguma coisa tipo - oi gracinha, me da um copo de agua).Foi quando eu percebi que ia ter problemas serios de comunicacao com os locais.Mas so me toquei que a coisa ia ser dificil quando uma senhora me perguntou se Copacabana existia mesmo ou se era um lugar ficticio ( tipo Xangri-la, Xanadu ou Inferno). Foram quase um ano de noites infindaveis dentro do Windmill Tavern.Tinhas uns velhos......digo, senhores respeitosos que sentavam no mesmo lugar, bebiam da mesma cerveja da mesma caneca a mais de 30 anos. E ainda ficavam putos porque eu deveria saber qual caneca eram de cada um.Quase fui despedida quando comecei a colocar esparadrapo com os nominhos dos velhos filh.........., I mean customers no fundo das canequinhas.

:: Ahahahaha. Adoro esses sotaques. Aqui também tem sotaque e eu tô quase falando como eles. Volta e meia falo como as pessoas de Estocolmo, segundo o Stefan, e ele fica danado da vida. As pessoas aqui do norte têm um certo orgulho de ser daqui e acham que o pessoal de Estocolmo é tudo gente estranha e burra - que não sabe usar uma faca, pescar, cacar, dormir em barraca, acampar quando está 30 graus negativos... Já disse ao Stefan que me sinto mais "Stockholmare"...

Mas no fim, a males que vem pra bem..Hoje em dia entendo qualquer sotaque britanico casca grossa e sei de cor todas as Ales, Bitters, Lagers e spirits que existem num Pub. Sinto ate saudades de certos esclerosad....desculpe, customers . Cheers !!!!!"


Aliás, tenho que incluir uma série de novos blogs que me têm chamado atencão ultimamente. O Bocozices, da Angélica; o link sobre Mal de Alzheimer, criado pelo Pedro; o Gata das Pantufas, da Elo; e esse Canterbury Tales.

Posted by Maria at 02:08 PM | Comments (0)

maio 21, 2002

Um dia bom

Hoje estou tão feliz! Eis as razões:

-- reencontrei o Chris, um amigo-irmão meu de quem morro de saudades e que até já deu uma volta aqui no Montanha-Russa. Que saudades de você, maluco! :c)
-- fizemos churrasco na casa da Veronica, irmã do Stefan, e eu me senti mais em família;
-- ganhamos uma cama de solteiro de presente da Vera, minha sogra. Já a montamos aqui no escritório, de onde escrevo, a espera de hóspedes, principalmente do meu irmão querido;
-- Meg, Alê, Rossana, Ana Flávia, Monica, Dri e meu pai me mandaram e-mails;
-- muita gente comentou vários posts meus e isso me deixa muito feliz!
-- vi um alce na estrada que liga Piteå a Boden.

Agora vou dormir porque amanhã comeca tudo de novo. Hoje foi feriado (outra razão para ter ficado feliz!). Dia de Pentecostes.

Posted by Maria at 12:22 AM | Comments (0)

maio 11, 2002

Raindrops Keep Fallin' On My

Raindrops Keep Fallin' On My Head

(B. J. Thomas - Music by Burt Bacharach and Lyrics by Hal David
from "Butch Cassidy and the Sundance Kid")


Raindrops keep fallin' on my head
And just like the guy whose feet are too big for his bed
Nothin' seems to fit
Those raindrops are fallin' on my head, they keep fallin'

So I just did me some talkin' to the sun
And I said I didn't like the way he got things done
Sleepin' on the job
Those raindrops are fallin' on my head, they keep fallin'

But there's one thing I know
The blues they send to meet me won't defeat me
It won't be long till happiness steps up to greet me

Raindrops keep fallin' on my head
But that doesn't mean my eyes will soon be turnin' red
Cryin's not for me
'Cause I'm never gonna stop the rain by complainin'
Because I'm free
Nothin's worryin' me

(Trumpet)

It won't be long till happiness steps up to greet me
Raindrops keep fallin' on my head
But that doesn't mean my eyes will soon be turnin' red
Cryin's not for me
'Cause I'm never gonna stop the rain by complainin'
Because I'm free
Nothin's worryin' me

----> Um oferecimento Tom Taborda. Obrigada, querido! Atencão! Página com MIDI!

Posted by Maria at 10:26 PM | Comments (0)

abril 28, 2002

Presentinho do meu amado

Rules of Chivalrous Love

1. Thou shalt avoid avarice like the deadly pestilence and thou shalt embrace its opposite.
(:: Não sou Ivana Trump, mas não posso reclamar dessa)

2. Thou shalt keep thyself chaste for the sake of her whom thou lovest.
(:: É melhor mesmo... ou então...)

3. Thou shalt not knowingly strive to break up a correct love affair that someone is engaged in.
(:: Em outras palavras, não cisca no canteiro alheio)

4. Thou shalt not choose for thy love anyone whom a natural sense of shame forbids thee to marry.
(:: Já imaginaram se essa ainda valesse? O casamento estava condenado)

5. Be mindful completely to avoid falsehood.
(:: Ah, por favor. Não suporto mentiras)

6. Patience is the greatest virtue of love.
(:: Tento me dizer isso todos os dias. Stefan é ótimo, muito mais paciente do que eu)

7. Being obedient in all things to the commands of ladies. (:: Oh, yeah!!!!! :c)))

8. In giving and receiving love's solaces let modesty be ever present.
(:: Bonitinho, né?)

9. Thou shalt speak no evil.
(:: Vou me esforcar!)

10. Thou shalt not be a revealer of love affairs.
(:: Sempre soube guardar segredos muito bem)

11. Thou shalt be in all things polite and courteous.
(:: Stefan é, sempre. Às vezes é até irritante. Digo que ele precisa aprender a "kick some ass" e ele sorri. Eu é que preciso me conter mais).

Lt Stefan Pieksma, KCStI

Posted by Maria at 09:41 PM | Comments (0)

abril 24, 2002

Bom dia!


Bom dia!
Posted by Maria at 10:15 AM | Comments (0)

abril 21, 2002

De bem

margaridas.gif
Esse domingo foi um dia muito bom. Cheguei de Piteå (cidade quente e ensolarada, onde me sinto mais família - veja post abaixo), estou em casa (onde sou feliz com meus travesseiros, minhas fotos, meus livros, meus computadores e meu namorado), acabei de assistir "You´ve got mail", com a Meg Ryan e o Tom Hanks (um filme que amo de paixão por várias razões) e, depois, sem sono, vim ler os jornais aqui. Aí, dei de cara com essa crônica gracinha do Veríssimo. Ai ai ai. Estou me sentindo cor-de-rosa hoje. :c)

João Paulo Martins

Luis Fernando Veríssimo (O Globo, domingo, 21 de abril de 2002)

- Você não é o...?
- Sou. E você é a Ana Beatriz.
- Eu não acredito!
- Tempão, né?
- Sabe que eu era apaixonada por você, na escola?
- O quê?!
- Era. Juro.
- E por que nunca disse nada?
- Tá louco? Era amor secreto. Só quem sabia era o meu diário. E a Leilinha, minha melhor amiga.
- Eu acho que lembro da Leilinha. Não era uma...
- Era. Completamente maluca. Ela vivia me dizendo: "Fala com ele, fala."
- Devia ter falado. Eu achava você linda.
- Verdade? Você nem me olhava!
- Lembro até hoje do seu cabelo comprido, repartido no meio.
- Não é possível! E você nunca...
- Nem pensar. Não podia nem sonhar que você daria bola pra mim. A Ana Beatriz? Me dar bola? Nunca!
- Veja você... Se um de nós tivesse falado alguma coisa...
- Pois é. Podia até ter pintado um... Você casou, ou coisa assim?
- Coisa assim. E você?
- Não. Quer dizer, tive aí um relacionamento que não deu certo. Quer dizer, deu durante dez anos, mas...
- Sei.
- Escuta. Você tem alguma coisa pra fazer agora?
- Não, não. Eu...
- E se a gente fosse tomar um café? Recuperar o tempo perdido?
- Vamos, uai.
- A Ana Beatriz apaixonada por mim... Veja você. Quando que eu ia pensar?
- Me lembro que enchi uma página de caderno com a minha assinatura como seria, se eu casasse com você. "Ana Beatriz Martins. Ana Beatriz Martins. Ana Beatriz Martins..."
- Martins?
- O seu nome não é Martins?
- Não. É Trela.
- Você não é o João Paulo Martins?
- Não. Sou o Augusto Trela.
- Augusto Trela?!
- É. Lembra?
- Não. Tem certeza que nós fomos colegas?
- Tenho.
- Que engraçado. Eu não... Olha: desculpe, viu?
- O que é isso? Acontece.
- Esse café. Será que a gente pode...
- Claro. Fica pra outra vez.
- Desculpe, hein? Cabeça, a minha.
- Tudo bem.
- Então... Tchau.
- Ana Beatriz...
- Ahn?
- E se eu dissesse que meu nome é Martins?
- Mas não é.
- Que diferença faz? Eu não era o João Paulo Martins na escola, mas posso ser agora.
- Como?
- Se eu não tivesse dito nada, há pouco, você nem saberia que eu não era ele.
- Mas acabaria sabendo.
- Só se você quisesse. Eu poderia ser o João Paulo Martins até onde você quisesse. Até você pedir para ver a minha identidade. E você poderia nunca pedir para ver a minha identidade. Eu ser ou não ser o João Paulo Martins seria uma decisão exclusivamente sua.
- Mas...
- Escute. Esta pode ser a nossa oportunidade para reparar um erro do passado. Eu nunca ter declarado que amava você, e você nunca ter declarado que me amava.
- Mas eu não amava você. Amava o João Paulo Martins!
- Então me faça o João Paulo Martins!
- Isso é loucura. Eu...
- Outra coisa: este João Paulo Martins é melhor do que aquele.
- Por quê?
- Aquele nem olhava para você.
- Sei não...
- Você não vê? João Paulo Martins e Ana Beatriz foram feitos um para o outro. Senão o destino não teria lhes dado esta segunda chance!
- Sim, mas...
- Só um café. Depois a gente vê o que que dá.
- Tá bom, Augusto.
- João Paulo.

Posted by Maria at 11:49 PM | Comments (0)

abril 20, 2002

Primavera

Está oito graus positivos lá fora! Muito sol (que nasceu às quatro da matina). Que bom! A neve está desaparecendo! :c)

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abril 15, 2002

Mude

Mude

Posted by Maria at 02:09 PM | Comments (0)

abril 06, 2002

Aliás, falando em fotos, quem não se identifica?

roseisrose.gif

roseisrose2.gif


É a minha querida Rose is Rose.

Posted by Maria at 03:47 PM | Comments (0)

abril 04, 2002

Gatuna

Pois é, hoje estou terrível. Lá vou eu novamente dar uma copiadinha, de leve. O Victor, do lindíssimo Mui Gats, é uma referência de bom gosto e diversão. Fui também visitá-lo, como todos os dias, e eis que me deparei com uma imagem linda de um gato, cuja fonte é este site aqui. Bom, chega de blá-blá-blá, vamos à imagem, que não é a mesma do Mui Gats, aliás, mas que tem mais a ver comigo.



Posted by Maria at 03:45 PM | Comments (0)