March 13, 2010

Anna Bergendahl

E acabou de acabar a final do Melodifestivalen, que escolhe uma música sueca pra participar do Eurovion Song Contest (festival de música européia). Ganhou a minha favorita, Anna Bergendahl, 18 anos de idade. Cantou lindamente “This is my life”, abriu os bracos, curtiu o momento, lindo! A voz dela é semelhante à voz da Tracy Chapman (se lembram?) só que muito mais forte, com um vibrato lindo no fundo. Ah, seu eu pudesse cantar assim…

Eu adoro Melodifestivalen. E não estou sozinha. O programa, que é produzido pela maravilhosa TV estatal sueca, é o maior programa do país, com milhões de espectadores. Se levarmos en consideracão que a Suécia inteira tem pouco mais de 9 milhões de habitantes, dá pra ver o peso do show. Essa menina vai agora cantar em Oslo, na Noruega, onde o Eurovision de 2010 vai ser realizado. Os noruegueses ganharam no ano passado com a música contagiante (e bobinha) de um rapaz de origem ucraniana.

Mas, claro, as chances de Anna Bergendahl são poucas. Mais e mais os países Europa querem votar nos vizinhos, nos antigos colonizadores (pasmem) ou em músicas com muitos tambores e ritmos meio que folclóricos. Pra ganhar a música tem mesmo que ser contagiante, muito melhor do que tudo o que se mostra no Eurovision. Tudo é muito kitsch, mas, até por isso mesmo, divertidíssimo.

A palavra em sueco do dia é talang, talento.

Filed under: Cinema e televisão,Europa & Escandinávia,Música — Maria Fabriani @ 22:08

May 10, 2007

Música na Finlândia

Depois de muitos meses de leituras sérias, idéias coerentes e rigorosas considerações acadêmicas, chegou a hora de soltar a franga. Isso porque hoje começa o maior festival de cafonice européia, panquêique e muitas plumas e paetês. Pois é, quem acompanha o Montanha há mais tempo já sabe que o mês de maio, além de ser lindo por comportar o aniversário do meu irmão, é também o mês da final do festival europeu de música o chamado Eurovision Song Contest. Pra quem não tem idéia do que estou falando, leia os posts de maio de 2004, março e maio de 2005 além de maio de 2006.

A Suécia inteira pára para assistir ao festival. Os jornais cobrem freneticamente o evento. A televisão estatal nativa vai transmitir hoje a semifinal e espera-se público recorde de pelo menos dois milhões de espectadores. Isso, num país de nove milhões de almas, é gente pra caramba. Mas não é hoje que a música sueca se apresentará. Isso porque os nativos se classificaram direto pra final, que acontece no sábado em Helsinki, na Finlândia (ganhadora do ano passado). Mesmo assim a espectativa é grande, já que a estatística mostra que os vencedores dos últimos anos vieram das semininais.

Mais uma vez os suecos estão eufóricos e acham que a música nativa vai ganhar com toda a certeza. Eu gosto da contribuição nacional, descrita como um boogie chamado “The Worrying Kind” com o grupo The Ark (foto acima). Esse é um grupo já conhecidíssimo nacionalmente e com certo cartaz internacional. O grupo, liderado por Ola Salo, um ser híbrido e interessantíssimo (no meio da foto, de cabelos longos, escuros), canta o chamado “glam-rock”, uma coisa também híbrida, com forte influências David Bowieanas — o que é sempre uma boa. Eu gosto das letras e do beat deles.

A confiança na vitória é tão grande que o site de apostas Ladbrokes.com está dando como certa a vitória do The Ark no Eurovison no sábado. O grupo de Ola Salo, até outro dia, daria até cinco vezes o dinheiro do apostador. Em segundo lugar vem o maluco DJ Bobo da Suíça com uma música horrorosa sobre vampiros (??!!) e a terceira é a sérbia Marija Serifovic, com uma power-balada típica das Bálcãs. Em último lugar, segundo o site de apostas, virá o cantor que defende as cores da Albânia, Fredrik Ndico. Caso ele ganhe, a vitória pagará 200 vezes o dinheiro apostado.

A palavra em sueco do dia é Melodifestivalen, literalmente, festival da melodia, mas é o nome sueco para o Eurovision.

Filed under: Cinema e televisão,De bem com a vida,Eu ♥ a Suécia,Música — Maria Fabriani @ 09:29

May 22, 2006

Viva os monstros finlandeses!

Fim de semana corrido. Apesar de estar morrendo de vontade de escrever, simplesmente não tive tempo. Levei meu urso para o aeroporto (Estocolmo a trabalho), esperei minha sogra que veio me visitar no sábado e acabou dormindo aqui. Assistimos ao festival da música européia, aqui chamado de Melodifestivalen, votei como louca (três SMS:s) na Finlândia, liguei pro meu irmãozinho pra desejar feliz aniversário, a sogra se foi na tarde de domingo, quase morri de dor de cabeça, fui buscar urso no aeroporto e assistimos a “Match Point” e aí sim a morte foi quase certa, dessa vez por raiva por ter alugado um filme tão ruim (que diabos aconteceu com o Woody Allen?)

O Melodifestivalen foi nesse final de semana. Assim como a Marcia de Souza comentou, não escrevi sobre o evento esse ano, como fiz nos anos anteriores (maio de 2004, março e maio de 2005) por uma razão simples: a música que representaria a Suécia foi apresentada por uma cantora nativa que eu detesto com todas as minhas forças, a famigerada Carola. Ela é uma dessas pessoas que têm um ego gigantesco, que aprenderam que é preciso deixar claro a todos que ela se garante e que nada nem ninguém a atinge etc. Não que haja algo de errado em se ter boa auto-estima. O problema é quando esse tipo de pessoa acha que é um doce mas ao mesmo tempo mostra uma agressividade enorme com quem não se curva ao seu “brilho”.

E foi o que aconteceu na noite de sábado para domingo na Grécia, onde a final foi realizada. Ela cantou bem, deu seus costumeiros dós-de-peito (gritaria danada) e conquistou um quinto lugar geral. Depois de saber o resultado final, ela estava danada da vida (hohoho). Mas quem ganhou foi o meu favorito, o grupo finlandês Lordi (foto), que cantou “Hard Rock Hallelluja” e arrebentou a boca do balão. Os integrantes da banda se vestiram como monstros e zumbis e deram um show! Em entrevistas prévias à final, o vocalista Mr. Lordi não falava muito. Quando os jornalistas reclamaram, ele retrucou: “Monstros não falam, apenas soltam grunhidos.” Depois da vitória, no entanto, ele deu uma coletiva num inglês corretíssimo e ainda vestido de monstro, disse que estava aliviado.

“Antes não conseguíamos assinar um contrato com uma gravadora de jeito algum. Ou o problema eram nossas roupas ou nossa música”, explicou. Mas a julgar pela quantidade de pontos que eles receberam (com várias notas máximas), parece que os executivos das gravadoras finlandesas têm de entrar num curso intensivo de psicologia do mercado fonográfico europeu. Eu adoro Melodifestivalen, por razões que já escrevi aqui: a política misturada à música, as músicas cantadas nos idiomas locais (o que acontece apenas ás vezes infelizmente, já que a maioria das músicas é em inglês), o ambiente alegre e assumidamente cafona, as plumas e paetês, o exagero. Isso tudo me deixa feliz. Hehehe.

O bacana disso tudo é que a Finlândia participa do Melodifestivalen há 40 anos (!!!) sem quase nunca ter chegado nem perto dos primeiros lugares. Os noticiários da TV de ontem à noite mostraram cenas da extrema alegria finlandesa, gente nas ruas de Helsinki gritando, bebendo, sem acreditar no que havia acontecido. Parecia Brasil depois de vencer a copa. Uma pessoa disse: “Temos que comemorar agora porque é pouco provável que esse momento vá se repetir num futuro próximo”. Numa matéria do jornal sueco Svenska Dagbladet, os finlandeses confirmam a importância da vitória: “Segern är kanske större än livet”, o que quer dizer “A vitória é talvez maior do que a vida”.

Falando em música: hoje a TV 4 sueca vai mostrar a festa de premiação do Polar Music Price, conferido pelo rei sueco Carlos XVI Gustavo a músicos de todo o mundo. Foi esse o prêmio que o Gilberto Gil ganhou ano passado, lembram-se? Os premiados desse ano são o maestro russo Valery Gergiev e nada menos do que o grupo Led Zeppelin!

O verbo em sueco do dia é att provocera, provocar.

Filed under: Cinema e televisão,Europa & Escandinávia,Jornal,Música — Maria Fabriani @ 07:54

January 9, 2006

A saudade essencial

Já estou em Umeå para o fim do quarto semestre e o início do quinto. Aqui está menos frio do que em Boden. Lá, estava 20 abaixo de zero, aqui “apenas” 10. Tô quase saindo de biquini. Hehe. No caminho, ouvi no rádio uma música deliciosa da Simone Moreno (foto à direita), cantora brasileira casada com um sueco e que mora aqui há três anos, e o Timbuktu (foto aqui de baixo), um artista nascido em Lund, no extremo sul sueco, de pais americanos.

Enquanto Simone canta “Vem pra Bahia, terra da alegria” em ritmo de batucada/reggae, responde Timbuktu “Vi drar till Malmö” (“Nos mandamos para Malmö”). Cantei, dancei (sentada dentro do carro), fiquei feliz com o ritmo da música, com a letra despretenciosa, com a harmonia dos dois, ela em português, ele em sueco com moooito sotaque, com a sensação de alegria que me deu. Logo depois comecei a chorar.

Me deu uma saudade enooooorme do português, da ginga, do calor, da risada fácil, da espontaneidade, de ser natural, brasileiro. Repara não, eu sou bem ajustada, feliz, contente. Mas às vezes dá um nó aqui no peito que vou te contar. E eu não entendo nada. O choro vem do vácuo e não tem razão de ser porque não estou triste ou deprimida. Não sei não, mas tenho a impressão de que é isso que é a verdadeira e essencial saudade.

Adoro o Timbuktu desde antes, porque ele faz músicas interessantes, mesmo pra quem, como eu, não é muito fã de hip-hop. As minhas preferidas dele são “Alla vill till himmelen men ingen vill dö” (Todos querem ir pro céu mas ninguém quer morrer) e a maravilhosa “Det löser sig” (mais ou menos “as coisas se resolvem” ou “tudo vai acabar dando certo”). AMO essa música. Já a Simone Moreno está arrebentando por aqui e vai até cantar no Melodifestivalen desse ano. Sucesso!

Saiba o que é Melodifestivalen aqui.

A palavra em sueco do dia é skön, belo, formoso, bonito, agradável.

Filed under: Música,Saudade — Maria Fabriani @ 18:10

May 22, 2005

Mãe Dinah

Tô pensando em começar a anunciar meus serviços de consultoria. Mas se não der certo, posso tentar ser vidente. Sim, a Grécia ganhou o Melodifestivalen e eu acho que foi certíssimo. Música boa (My Number One), intérprete fantástica, show muito bom. A Suécia, cuja música ficou em décimo nono lugar e no ano que vem vai ter que lutar por um lugar na final, contribuiu pra vitória de Helena Paparizou dando seus 12 pontos (máximo possível) à cantora.

Fotos!

Update: Claro que tive que explicar ao meu urso o que “Mãe Dinah” quer dizer em português, além do siginificado literal. Quando fui traduzir “vidente”, a melhor palavra que pude encontrar no meu vocabulário de sueco foi spökärring, que quer dizer mais ou menos “mulher velha espancadora”. Meu urso ainda está aqui do meu lado, às gargalhadas. Claro, sueco é assim mesmo. Uma escorregadela em uma vogalzinha, um som fora de tom e pronto: tudo errado. A palavra que estava procurando era spåkärring… Uhrrmmm, ok, piadinha sem muita graça pra quem não entende ou fala sueco (ou pra quem nunca sofreu pra aprender gíria num idioma estrangeiro). Mas, vá lá.

Filed under: Europa & Escandinávia — Maria Fabriani @ 00:45

May 21, 2005

Direitos humanos num sábado morno

No dia de hoje, um ano atrás, escrevi sobre a vergonhosa retirada dos egípcios Ahmed Agiza e Muhammed Al Zery do solo sueco por agentes da CIA com a benção do departamento de estado local. Pois ontem o rádio, a TV e os jornais daqui noticiaram que o comitê anti-tortura das Nações Unidas condenou a Suécia na questão Agiza-Al Zery. O comitê acusa a Suécia de ter violado a convenção contra a tortura, criada e defendida pelas Nações Unidas.

O problema é que a Suécia escolheu acreditar na promessa do governo egípcio de que Agiza e Al Zery não seriam torturados, mesmo sabendo que tortura é método recorrente nas prisões do país, ainda mais depois de 11 de setembro 2001. Essa “ingenuidade” sueca, que muitos preferem chamar de uma vontade de fechar os olhos aos direitos humanos para fazer a vontade dos EUA, é que influenciou o julgamento do comitê. O Human Rights Watch vai um passo adiante e diz abertamente num estudo que o governo sueco estava plenamente consciente de que Agiza e Al Zery seriam torturados e ainda assim liberou o transporte dos dois para fora do país.

Mudando de assunto. Sem a menor vontade de fazer nada. NA-DA. Meu urso viajou a trabalho de manhã cedinho. Ele me acordou pra dizer tchau mas eu estava tão zonza de sono que não consegui dizer nada. O bom é que consegui dormir novamente. Ele acabou de passar aqui em casa pra me dar um beijinho e se mandou novamente. Dei meus chicletes de morango pra ele, que não gosta de mastigar coisa alguma a não ser comida, mas estava com a boca seca de tanto falar. O tempo também não ajuda. Tudo bem que tá 16 graus mas e o vento? Pra quê? Pelo menos não está chovendo. Alltid något.

Acabei de ler o Håkan Nesser e gostei muito, apesar de ter sacado um lance vital no complô no meio do livro - e ter meio que estragado o resto. Só se fala do Melodifestivalen. Que a Suécia vai perder feio, que vai ter de entrar no qualifying no ano que vem etc. Eu acredito que a Grécia ainda tem as maiores chances, mas os noruegueses estão ganhando espaço e devem receber a maioria dos votos suecos. Isso porque os países não podem votar em suas próprias músicas, mas apenas em outras. Vizinho vota em vizinho, compreende? Suecos sempre votam por noruegueses e vice-versa. (Mais uma vez: imagina se o Brasil votaria pela Argentina? Nunquinha da Silva Sauro).

Filed under: Europa & Escandinávia,Vidinha — Maria Fabriani @ 15:42

May 19, 2005

Mais música

Hoje é a semi-final do festival de música Eurovision (aqui chamado de Melodifestivalen). Na noite de hoje competem 25 países por um lugar na final. Os dez países que receberem mais votos seguem para a final, no sábado. E se lembra que eu escrevi logo ali em baixo que a Noruega era imprestável em festival de música? Pois é, engulo minhas palavras. A música com que o país concorre esse ano é um sarro de engraçada. O grupo, chamado Wig Wam (veja foto acima), é uma mistura do Kiss com o Scorpions, só pra cês terem uma idéia (se lembram da língua do Gene Simmons?).

01_sweden01_050517.gifEm comparação, a Suécia já está classificada pra final e não precisa participar desse qualifying, mas os especialistas dizem que Martin Stenmark (o lindinho do meio na foto ao lado), defensor das cores nativas, não tem uma chance sequer. Eu concordo. Vocês que vêm sempre aqui sabem que eu me irritei muito com a música vencedora da eliminatória sueca. O vencedor, bonitinho que só ele, delivers, mas a música é ri-dí-cu-la. Quer ver o vídeo da música, gravado, claro, em Las Vegas? Clica aqui. Vê e depois me explica, se puder, a razão da existência daquele coelhinho branco no vídeo.

Pra variar, o festival de música virou um evento político (leia mais sobre isso aqui). E calhou de ser na Ucrânia, onde uma revolução pacífica derrotou no ano passado um dos últimos presidentes remanescentes da antiga União Soviética. A música que defenderá o país, incluive, é um rock-hip hop revolucionário. Mas o presidente ucraniano, Viktor Jusjtjenko, mesmo tendo sido eleito democraticamente e dizendo representar um novo tempo, queria recorrer a um artifício tipicamente soviético para inaugurar os trabalhos: fazer um discurso na abertura do evento principal, o que foi devidamente vetado pela direção do festival, que, aliás, é sueca.

E quem vai ganhar, perguntam-me vocês, em insustentável agonia. Do alto dos meus dois anos de experiência em festivais europeus de música, afirmo que a vencedora será a Grécia, cuja música é defendida pela lindíssima sueco-grega Helena Paparizou (ela nasceu e foi criada na Suécia, de pais gregos).

Filed under: Europa & Escandinávia,Música — Maria Fabriani @ 10:01

March 13, 2005

Day out

Ontem passei o dia en Skellefteå (diz-se Schléfteô), duas horas ao norte de Umeå, com minha amiga Maria. Passeamos no centro, entramos em (quase) todas as lojas, compramos pouquíssimo (eu consegui não comprar nada), tomamos café com sanduíches e nos divertimos muito. O dia estava lindo, mas gelado: dez negativos com muito vento. Já viu, né? Mais tarde, jantamos na casa dos pais do marido da Maria, numa cidadezinha mínima, no meio do nada, chamada Ånäset (Ôônéset). O menu foi carré feito no forno, servido com doce de maçã, e batatas cozidas. Incrível: comi e gostei. Tô virando sueca.

Já em casa, liguei a TV pra ver a final do Melodifestivalen e me decepcionei. Caroline* não ganhou (apesar dos nossos votos, meu e do meu urso) e nem Nanne Grönwall, que era minha favorita. O vencedor foi um rapaz bonitinho chamado Martin Stenmark, que cantou uma música ridícula chamada “Las Vegas”. Perdi a vontade de assistir à final do Eurovision, dia 21 de maio, quando Stenmark cantará pela Suécia junto com os representantes de quase todos os países europeus. É, acho que estou definitivamente “ensuecando”, porque começo a levar essa coisa de Melodifestivalen muito a sério…

* Para compreender, leia o post “Sambinha à la Suède”.

Filed under: Vidinha — Maria Fabriani @ 12:54

March 6, 2005

Sambinha à la Suéde

E ontem foi a última semifinal do festival da canção Eurovision (na Suécia conhecido como Melodifestivalen). E sabem quem foi uma das artistas que foi direto pra final, sábado que vem, em Estocolmo? Caroline Wennergren! Ué, vocês não sabem quem ela é? Pois é, eu também não sabia até ontem à noite, quando ela entrou no palco, nervosa, vestindo minisaia e top de plush roxo e vermelho com direito a capa do mesmo tecido e, acompanhada de quatro backing vocals masculinos vestidos em smokings brancos, cantou um sambinha-bossanova chamado “A Different Kind of Love”.

Amigos, foi uma emoção. Caroline tem 19 anos, ainda está no ginásio e já vai lançar um CD début, incluindo a música apresentada ontem. Aí você me pergunta: e qual é a diferença entre ela e as outras pessoas que concorreram no festival? Ah, é, esqueci de contar. Caroline é adotada. Ela nasceu no Rio de Janeiro, veio pra Suécia já com cinco anos de idade e é linda de morrer. Negra, corpo perfeito, pele brilhante (de fazer branquelas sardentas como eu babar de inveja) e uma voz fantástica. Ela foi descoberta quando cantava no show da escola uma música de Ella Fitzgerald. É mole ou quer mais? Meu celular ainda está quente de tantos SMS com meus votos pra ela.

E o melhor é que Caroline lutou por um dos lugares na final contra Anne-Lie Rydé, uma artista suequíssima, conhecidíssima e que concorreu com uma música feita sob medida pra agradar ao público do Melodifestivalen. Ela brincou em cena com um gigantesco buá de plumas castanhas, a coisa mais linda e estravagante do mundo (adoro buás), mas mesmo assim Caroline ganhou no voto popular. Os suecos conseguiram me surpreender positivamente ontem. E como gosto muito de surpresas positivas, deixo aqui meu beijo tímido a todos os suecos. *puss* *puss* :c)

Aqui, Caroline chora ao lado dos pais adotivos. E se você lê em sueco, veja a matéria sobre a vitória de Caroline e de Nanne Grönwall (cuja música eu A-DO-RE-I), aqui.

Filed under: Cinema e televisão,Europa & Escandinávia,Música — Maria Fabriani @ 11:43
 

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